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Construção: 71% das empresas alegam escassez de mão de obra
Estudo aponta que empresas enfrentaram dificuldades em contratar trabalhadores qualificados entre os meses de 2023 e 2024. Especialista da Garder Engenharia evidencia como a adesão à construção pré fabricada pode ser uma das soluções para o setor

25/3/2025 –
Estudo aponta que empresas enfrentaram dificuldades em contratar trabalhadores qualificados entre os meses de 2023 e 2024. Especialista da Garder Engenharia evidencia como a adesão à construção pré fabricada pode ser uma das soluções para o setor
Cerca de 71,2% dos empregadores do setor de construção civil declararam ter tido dificuldades em contratar trabalhadores qualificados entre junho de 2023 e junho de 2024 à Sondagem da Construção, pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).
O estudo mostrou que 39% dos respondentes afirmaram ter muita dificuldade na contratação de mão de obra qualificada, e que os segmentos mais afetados pela escassez são os de serviços especializados na fase final do ciclo produtivo. Segundo o relatório, as empresas de obras de instalações e de acabamento são as que registram os maiores percentuais de “Muita Dificuldade”.
Daniel Fonseca Matos, engenheiro civil e sócio-diretor da Garder Engenharia, empresa localizada em Brasília – DF, explica porque a escassez de mão de obra na construção civil é preocupante. “A falta de trabalhadores pode restringir o crescimento do setor. Isso leva a prazos mais longos, aumento de custos e menor produtividade nos canteiros de obras tradicionais”.
O especialista aponta algumas causas para a situação enfrentada pelo segmento. “Com a retomada econômica e a ampliação de investimentos em infraestrutura, a demanda por trabalhadores qualificados cresceu, mas a oferta não acompanhou esse ritmo. Além disso, a migração de trabalhadores para outras áreas e a falta de incentivo à formação profissional agravam o problema”.
Já para o engenheiro Pedro Leonardo Boaventura Silva Santa, sócio e cofundador da Garder Engenharia, os principais fatores que contribuem para o quadro são o déficit de qualificação profissional, a falta de programas eficientes de formação, a baixa atratividade da profissão e a concorrência com outros setores.
“A capacitação técnica não acompanhou a evolução das tecnologias e métodos construtivos mais modernos e os programas de ensino técnico e profissionalizante não atendem plenamente às necessidades do setor. Além disso, muitos jovens preferem carreiras com menos esforço físico e melhores condições de trabalho, e trabalhadores migram para setores com salários mais atrativos ou maior estabilidade”, explica o especialista.
Apesar dos desafios, a análise do FGV IBRE pontuou que a dificuldade com a falta de trabalhadores ainda não é uma ameaça tão grande ao andamento das obras e que as empresas estão conseguindo superá-las. O artigo destacou ainda que para tentar resolver a situação, as empresas têm empreendido maiores remunerações.
Construção pré-fabricada é alternativa à escassez de mão de obra
O relatório do FGV IBRE mostrou também que, embora mudanças nos processos industrializados da construção tenham a capacidade de reduzir a demanda de profissionais nos canteiros de obra, a escassez ainda não é um fator motivador para estas transformações.
Santana destaca a construção pré-fabricada como solução. Segundo ele, a modalidade minimiza a necessidade de mão de obra altamente qualificada no canteiro de obras, porque reduz a dependência de pedreiros, carpinteiros e armadores, aumenta a industrialização do processo, diminui o tempo de obra e pode melhorar a eficiência e a segurança do trabalho.
“A montagem dos módulos exige menos trabalhadores especializados, as peças são fabricadas em ambiente controlado, com profissionais treinados para funções mais específicas. Com menos etapas no local, a necessidade de profissionais por longos períodos é reduzida e os processos industriais são mais padronizados, reduzindo desperdícios e acidentes de trabalho”, indica Santana.
No entanto, o engenheiro ressalta que apesar das vantagens, alguns desafios dificultam a expansão das construções pré-fabricadas em grande escala, como o alto custo inicial, a resistência cultural, a falta de conhecimento técnico, uma logística complexa e as normas e regulamentações exigidas.
“A instalação de fábricas e a adaptação ao método exigem investimentos significativos. Muitos engenheiros e arquitetos ainda têm pouca experiência com esse tipo de construção, e o transporte e o içamento das peças exigem planejamento detalhado e equipamentos específicos. Uma legislação que permita maior flexibilidade e incentivo ao uso de pré-fabricados ainda está em andamento”, esclarece o sócio-diretor da Garder Engenharia.
Para Santana, a pré-fabricação deve provocar mudanças significativas no setor nos próximos anos. Ele acredita que os principais efeitos do pré-fabricado serão uma nova distribuição da mão de obra, o aumento da produtividade e uma demanda por novas qualificações.
“O foco do trabalho se deslocará dos canteiros de obras para fábricas e centros de montagem, com redução da necessidade de retrabalho e do desperdício – devido a processos mais padronizados e mecanizados – e a carência por trabalhadores com treinamento para operar equipamentos modernos e interpretar projetos modulares”, infere o especialista.
O engenheiro defende que a construção pré-fabricada é uma solução promissora para enfrentar a escassez de mão de obra e trazer mais eficiência e inovação ao setor da construção, mas reforça que a dedicação deve ser de diferentes atores. “Para sua expansão, é necessário um esforço conjunto de empresas, instituições de ensino e governo para capacitar profissionais, ajustar normas técnicas e incentivar investimentos no setor”.
Um estudo da Mordor Intelligence prevê um crescimento anual de 5,54%, entre 2024 e 2029, para o mercado brasileiro de construções pré-fabricadas. A pesquisa estimou o tamanho do mercado no Brasil, em 2024, em US$ 3,25 bilhões e concluiu que o setor deverá atingir US$ 4,26 bilhões até 2029.
Para mais informações, basta acessar: https://www.instagram.com/garder.engenharia?igsh=ZXR0MWthcnc4eDB4
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Especialista explica como escolas podem combater o bullying
Metodologias socioemocionais podem ser aplicadas como ferramentas para prevenir práticas no ambiente escolar, segundo Thiago Zola. Série recém-lançada dá luz ao tema

São Paulo, SP 26/3/2025 – Hoje, não existem mais dúvidas em relação à importância das competências socioemocionais em promover a saúde mental e prevenir o bullying
Metodologias socioemocionais podem ser aplicadas como ferramentas para prevenir práticas no ambiente escolar, segundo Thiago Zola. Série recém-lançada dá luz ao tema
O bullying é um problema crescente entre os mais jovens. Dados do 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado no ano passado, revelam que 38% das escolas brasileiras relataram problemas com o tema. E o assunto ganhou ainda mais destaque nos últimos dias, com a série “Adolescência”, da Netflix. A produção, uma das mais vistas da plataforma nas últimas semanas, aborda as complexidades da juventude, bem como os desafios familiares e dilemas da sociedade moderna.
O mestre em Educação e Head de Produtos da plataforma de transformação social Mind Lab, Thiago Zola, explica as diferentes variações do tema. “Primeiramente, é importante elencarmos todas as formas de bullying existentes, como o físico, que envolve violência física, o verbal, relacionado a xingamentos, por exemplo, o psicológico, que pode envolver chantagem, ameaça ou exclusão social, o sexual, como assédio ou toques inadequados, o material, que inclui roubos, furtos ou destruição, além do cyberbullying, por meio da Internet”.
O profissional defende que as competências socioemocionais sejam aplicadas nas escolas como um caminho para combater a prática e estimular boas relações entre alunos. “Hoje, não existem mais dúvidas em relação à importância das competências socioemocionais em promover a saúde mental e prevenir o bullying. Na Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, elas já estão presentes em todas as dez competências gerais estabelecidas como fundamentais para a promoção da aprendizagem de alunos e alunas”, afirma.
Entre as competências listadas, cinco fatores se destacam nessa jornada, segundo o especialista: “a autoconsciência, a autogestão, a consciência social, a capacidade de se relacionar e a tomada de decisão são fatores trabalhados pelo desenvolvimento socioemocional que atingem a raiz do grave problema que é o bullying. São qualidades que são abordadas em programas socioemocionais e que impactam diretamente na forma como esses jovens lidam com as pessoas ao redor”.
O Programa MenteInovadora, que atua nas escolas da rede pública de várias cidades e estados brasileiros, é um dos modelos de atuação em competências socioemocionais no país. Ele aborda uma metodologia baseada em três pilares: jogos de raciocínio, métodos metacognitivos e professor mediador, que explora recursos da metodologia com ações intencionais. Alinhado à BNCC, o Programa conta com o apoio dos professores para a aplicação em sala de aula. Ao todo, já foram impactados mais de 7,3 milhões de alunos, além de 210 mil professores capacitados em 17 Estados brasileiros. Recife, capital pernambucana, é uma das principais cidades a contar com a aplicação da metodologia.
Além do papel decisivo da escola, Thiago aponta a importância do ambiente familiar como complemento do combate ao bullying. “Alguns comportamentos dos pais podem ajudar os filhos, como a valorização do respeito, em reconhecer as emoções e saber respeitá-las e acolhê-las, ensinar o controle das emoções, a saber os limites, além de fortalecer os vínculos e reforçar a responsabilidade dos atos praticados, bem como as consequências de cada uma delas”.
Em relação às vítimas, o especialista também comenta que alguns sinais podem ser observados pelos educadores e pais. “Isolamento social, queda na autoestima e no desempenho escolar, surgimento de transtornos alimentares, tristeza ou depressão, lesões no corpo ou roupas rasgadas, agressividade, irritação, ansiedade, insônia, são alguns dos comportamentos mais comuns de vítimas de bullying. É importante que haja essa observação dos adultos ao redor, para que a intervenção seja rápida e os impactos para o desenvolvimento da criança sejam mitigados”, conclui.
O combate ao bullying está previsto na legislação brasileira. A Lei Federal nº 13.185/2015 institui o “Programa de Combate à Intimidação Sistemática”. Ela define o que é bullying, define a necessidade da realização de campanhas educativas, do treinamento de profissionais e de assistência psicológica, a ser aplicada tanto para as vítimas quanto para os agressores.
Website: http://www.mindlab.com.br
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Brasil é protagonista na agenda climática
Brasil se posiciona como um protagonista na agenda climática global, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a proteção do meio ambiente

SP 26/3/2025 – O evento pode atrair investimentos internacionais em áreas de energia limpa e tecnologia ambiental para o Brasil
Brasil se posiciona como um protagonista na agenda climática global, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a proteção do meio ambiente
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) está programada para ocorrer em Belém, no estado do Pará, entre 10 e 21 de novembro de 2025. A decisão de sediar o evento no Brasil foi formalmente aprovada em 11 de dezembro de 2023, durante a sessão plenária da COP28 em Dubai.
A escolha de Belém como cidade-sede é significativa, pois marca a primeira vez que uma conferência do clima será realizada em uma cidade amazônica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o evento permitirá que as nações conheçam de perto as realidades e desafios enfrentados pelas populações da região amazônica.
Para coordenar os preparativos da COP30, o governo brasileiro criou a Secretaria Extraordinária para a COP-30, vinculada à Casa Civil. Essa secretaria é responsável por articular esforços entre o governo federal, o estado do Pará, o município de Belém e a Organização das Nações Unidas (ONU). Estão previstos 30 servidores para compor a nova estrutura, incluindo comissionados e efetivos.
Os principais temas a serem discutidos na COP30 incluem a redução de emissões de gases de efeito estufa, adaptação às mudanças climáticas, financiamento climático para países em desenvolvimento, tecnologias de energia renovável, preservação de florestas e biodiversidade, e justiça climática.
Para o economista Felipe Bernardi Capistrano Diniz, “a realização da COP30 em Belém deve gerar benefícios econômicos significativos para a cidade, como a criação de empregos temporários, aumento no turismo e impulsionamento dos setores de serviços, hospedagem e comércio. Para o Brasil, o evento pode atrair investimentos internacionais em áreas de energia limpa e tecnologia ambiental”.
Para acomodar os participantes da conferência, o governo brasileiro está implementando um plano robusto que inclui a expansão da rede hoteleira, disponibilização de navios transatlânticos, uma plataforma oficial de reservas e adaptação de escolas para hospedagem. Essas medidas visam garantir acomodações adequadas para todos os perfis de participantes.
O governo federal iniciou discussões sobre a participação social na COP30, visando garantir que diversos segmentos da sociedade civil possam contribuir efetivamente para os debates e decisões durante a conferência.
A realização da COP30 no Brasil, resume Felipe Bernardi Diniz, “representa uma oportunidade para o país demonstrar suas soluções no combate às mudanças climáticas, como o uso de energias renováveis, agricultura sustentável e preservação florestal, além de buscar construir consensos entre diferentes nações”.
Com os preparativos em andamento, o Brasil se posiciona como um protagonista na agenda climática global, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a proteção do meio ambiente.
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Gestão integrada e tecnologia impulsionam PMEs
A adoção de tecnologias como IA e automação tornou-se parte estratégica para o crescimento sustentável

26/3/2025 – À medida que a empresa cresce, a complexidade aumenta e a gestão precisa ser cada vez mais estratégica
A adoção de tecnologias como IA e automação tornou-se parte estratégica para o crescimento sustentável
A tecnologia da informação e o uso de sistemas de gestão vêm se consolidando como ferramentas estratégicas para o desenvolvimento de empresas em expansão. No Brasil, esse segmento representa aproximadamente um terço do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No entanto, muitas dessas empresas ainda enfrentam desafios relacionados à gestão e à resistência à transformação digital — fatores que podem limitar seu crescimento e competitividade em um mercado cada vez mais dinâmico.
De acordo com o relatório Technology in the Mid-Market, divulgado pela Deloitte em 2023, empresas que investem em tecnologia — especialmente em sistemas integrados, como Enterprise Resource Planning (ERP), soluções em nuvem, automação de processos e análise de dados em tempo real — conquistam ganhos expressivos de produtividade, eficiência operacional e capacidade de adaptação. O estudo aponta que essas organizações otimizam suas operações internas e simplificam processos, além de aprimorar a experiência do cliente, um fator decisivo para manter a competitividade.
No Brasil, a digitalização das pequenas e médias empresas (PMEs) segue em ritmo acelerado. Segundo o estudo “Digitalização e Automação: Pivôs para o Crescimento das PMEs em 2025”, publicado pelo portal Mundo RH em 2024, a automação pode reduzir até 20% dos gastos administrativos, enquanto investimentos em capacitação tecnológica aumentam a eficiência operacional em até 80%. A adoção de tecnologias como inteligência artificial e automação tornou-se parte estratégica para o crescimento sustentável e adaptação às novas demandas do mercado.
Para Guilherme Sallati, diretor de operações da Upper, consultoria Gold Partner SAP há 18 anos, sistemas de gestão integrada são um pilar fundamental para empresas em expansão. “À medida que a empresa cresce, a complexidade aumenta e a gestão precisa ser cada vez mais estratégica. A adoção de um ERP, aliado à automação de processos e à análise de dados em tempo real, permite simplificar processos, tomar decisões mais assertivas e operar com o mesmo nível de eficiência de grandes corporações”, explica o executivo. Segundo ele, a personalização do ERP de acordo com as necessidades do negócio é um diferencial competitivo para as empresas que desejam flexibilidade e escalabilidade.
Além de promover eficiência, a gestão integrada oferece benefícios como segurança de dados, conformidade com legislações (como a Lei Geral de Proteção de Dados -LGPD), abertura para novos mercados e estímulo à cultura de inovação. “Mais do que uma solução tecnológica, o SAP e os sistemas integrados representam a oportunidade de transformar negócios. Quem investe nisso hoje está construindo um futuro sólido, preparado para mudanças rápidas e novas oportunidades”, conclui Sallati.
Website: https://www.uppertools.com.br/
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