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Mais de 9% dos brasileiros em idade adulta têm diabetes

Número de diabéticos no país já passa de 15 milhões; especialista esclarece pontos sobre a relação da pandemia, do sobrepeso e do impacto da doença para a população feminina

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10/5/2022 – Com mudanças no hábito alimentar e de vida, podemos tentar controlar a progressão do número de afetados pela doença

Número de diabéticos no país já passa de 15 milhões; especialista esclarece pontos sobre a relação da pandemia, do sobrepeso e do impacto da doença para a população feminina

Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde para colher informações sobre fatores de risco da população identificou que o quadro de diabetes é preocupante no Brasil. De acordo com indicativos da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por inquérito Telefônico) 2021, 9,14% dos brasileiros com mais de 18 anos convivem com a doença. Em 2020, o percentual era de 8,2%, o que corresponde a um aumento de 11,47%. Com isso, o número de diabéticos no país já passa de 15 milhões.

O número de pessoas com diabetes no Brasil vem crescendo a cada ano. Em 2006, a porcentagem de diabéticos era de cerca de 5,5% da população, aponta a médica endocrinologista Dra. Lilian Kanda, mestre em diabetes e diabetes gestacional pela EPM/Unifesp (Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo). A Dra. Lilian participa anualmente de congressos da ADA (American Diabetes Association, na sigla em inglês – Associação Americana de Diabetes, em português) e também da Endocrine Society.

Segundo dados de 2021 da IDF (The International Diabetes Federation, na sigla em inglês – Federação Internacional de Diabetes, em português), o Brasil é o sexto no mundo em número de diabéticos com idade entre 20 e 79 anos, atrás da China, Índia, Paquistão, Estados Unidos e Indonésia, reporta a Dra. Lilian Kanda. “O diabetes assusta pelas complicações crônicas quando não controlado: complicações renais, oculares, neurológicas e aumento do risco cardiovascular”, explica.

Pandemia X Diabetes

Na análise da endocrinologista, a própria pandemia de Covid-19 contribuiu para o aumento deste número. O fechamento de parques, academias de ginástica e outras áreas de lazer, o sedentarismo do trabalho remoto e o isolamento social foram fatores importantes.

“A própria infecção pela Covid-19 vem sendo estudada como suspeita de aumentar o número de pessoas com diabetes, seja do tipo 1, insulino dependente, por aumentar a imunidade contra o pâncreas, seja do tipo 2, por aumentar a dificuldade da ação da insulina, aumentando a glicose sanguínea”, afirma. “Pesquisas em universidades na Alemanha, EUA e Inglaterra tentam elucidar se o aumento de prevalência de pessoas com diabetes associado a quadros desta infecção são transitórios ou permanentes”, complementa.

A Dra. Lilian Kanda destaca que, em um período de 15 anos, houve um aumento do número de pessoas com excesso de peso. “Ou seja, dois conhecidos fatores de risco para o diabetes também aumentaram na população: excesso de peso e obesidade”.

População feminina X diabetes

“Na divisão por sexo, a pesquisa mostra que as mulheres tradicionalmente apresentam mais diagnósticos da doença. O número de casos registrados de diabetes na população feminina passou de 6,4% em 2006 para 9,61% em 2021”, observa Dra. Lilian Kanda. Entre os homens, prossegue, o avanço dos casos passou de 4,7% para 8,58%. “As mulheres têm mais diagnóstico da doença, tanto por terem uma frequência maior em exames e consultas médicas como por praticarem, em geral, menos atividade física do que os homens”, pontua.

Ainda segundo a mestre em diabetes e diabetes gestacional, o diabetes é um fator de risco para doenças do coração, mas para mulheres a condição leva a maiores problemas do que para os homens. “A estatística comprova que mulheres com diabetes têm duas vezes maior risco de doenças do coração do que os homens, além de infarto do miocárdio mais precocemente – e isso pode ser fatal”.

Segundo ela, as mulheres devem ter cuidado em administrar seus níveis glicêmicos em diversas situações, já que alterações glicêmicas durante o uso de anticoncepcionais, períodos de tensão pré-menstrual, gestação – diabetes gestacional e pré-gestacional -, menopausa, infecções urinárias de repetição são desafios a serem superados.

Mapeamento e aconselhamento são essenciais para a prevenção

A Dra. Lilian Kanda destaca que há pessoas com mais fatores de risco para o diabetes: indivíduos com diagnóstico de pré-diabetes, com obesidade ou sobrepeso, histórico familiar importante para diabetes, mulheres com histórico de diabetes gestacional e sedentários. 

“Antes de evoluir para o diabetes, muitas pessoas apresentam o pré-diabetes, ou seja, seus níveis de glicose no sangue são maiores do que o normal, mas não o suficiente para o diagnóstico. Nos EUA, existem 96 milhões de adultos nesta condição, embora a maioria desconheça. O pré-diabetes pode ser revertido”, afirma.

Diante disso, segundo a especialista, o mapeamento e o aconselhamento de pessoas com risco maior de progressão para o diabetes com exames  e consultas médicas rotineiras é importante. O incentivo a modificações no estilo de vida, mesmo que pequenas, com redução da obesidade e do sobrepeso, orientações sobre uma dieta pobre em carboidratos de absorção rápida, sucos industrializados e refrigerantes, ultraprocessados e alimentos fast-food é adequado.

“O aumento do consumo de hortaliças e grãos integrais e a atividade física regular, com mais de 150 minutos por semana, deve ser incentivado. Assim, com mudanças no hábito alimentar e de vida, podemos tentar controlar a progressão do número de afetados pela doença”, finaliza.

Para mais informações, basta acessar: www.liliankanda.com.br

Website: http://www.liliankanda.com.br

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Efeito estufa ou aquecimento global? Qual a diferença?

Empresa de energia solar listou as diferenças entre aquecimento global e efeito estufa

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24/5/2022 –

Empresa de energia solar listou as diferenças entre aquecimento global e efeito estufa

As mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global podem prejudicar muito o planeta, por isso, a hora de se movimentar é agora. Usando energia solar é possível diminuir a utilização de gases produzidos pelas usinas termoelétricas. Consequentemente, amenizam-se os efeitos do aquecimento global. Sendo assim, a energia solar é uma solução sustentável, pois vem de uma fonte renovável, limpa e não poluente

A SOL Copérnico, empresa cujo propósito é democratizar a energia solar e sustentável no Brasil, oferecendo soluções para a geração de energia fotovoltaica, listou as diferenças entre aquecimento global e efeito estufa:  

— A manutenção da vida na Terra depende de diversos fatores que precisam ser equilibrados, entre eles a temperatura.

— O Sol é grande fornecedor de energia do planeta e o calor emitido por ele nos aquece durante o dia e faz com que as plantas e plânctons produzam oxigênio.

— Calor de mais ou de menos coloca o planeta em risco. É por isso que a natureza atua de forma brilhante, emitindo gases que criam uma camada de proteção ao redor da Terra.

— Contudo, muitas atividades humanas aumentam a emissão de gases, fazendo com que a temperatura média do planeta se eleve.

— A luz entra, é absorvida e aquece o ambiente, por isso o nome efeito estufa. A consequência do efeito estufa é que conhecemos de como aquecimento global que, com o próprio nome diz, gera um aumento progressivo da temperatura da Terra. A temperatura da Terra fica bagunçada, fazendo com que o calor e frio extremos sejam vivenciados com mais frequência, prejudicando a agricultura, aumentando o nível do mar e colocando em risco diversas espécies.

Website: https://www.solcopernico.com.br/

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Câmeras em uniformes de policiais são vistas como aliadas na segurança pública

Aliadas na redução de 87% dos confrontos em SP, câmeras em uniformes policiais também ajudam na coleta de provas

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São Paulo 24/5/2022 – Hoje, as imagens e áudios captados servem como meio probatório para processos penais

Aliadas na redução de 87% dos confrontos em SP, câmeras em uniformes policiais também ajudam na coleta de provas

A redução de 87% nas ocorrências de confrontos em São Paulo com o uso de câmeras operacionais portáteis é uma das comprovações da eficácia desta tecnologia como aliada da segurança pública. O levantamento da Polícia Militar do Estado de São Paulo analisou dados entre junho e outubro, de 2019 até 2021, e concluiu que as ocorrências de resistência a abordagens policiais também caíram (32,7%).

Em São Paulo, o governo pretende encerrar 2022 com mais de 10 mil bodycams instaladas nos uniformes de policiais. Em Santa Catarina, onde elas também são usadas, houve uma redução de 61,2% no uso da força (como contatos físicos e uso de algemas) pelos agentes. Na região Centro-Oeste, o Grupo Brako pretende levar a tecnologia a uma das capitais da região ainda neste ano.

“As câmeras corporais estão sendo uma ferramenta de coleta de dados para melhoria das ações dos agentes de segurança pública e vêm demonstrando grande capacidade de servirem como mais um elemento das garantias individuais, tanto para inibir abusos dos agentes em suas ações como para garantir sua defesa. Hoje, as imagens e áudios captados servem como meio probatório para processos penais”, explica o diretor de Engenharia do Grupo Brako, Gustavo Marchiori.

Há, ainda, a disponibilidade de câmeras embarcadas nas viaturas, que filmam dentro e fora do veículo, monitorando o comportamento do policial. Seja no uniforme ou na viatura, os benefícios associados ao uso desta solução são amplos:

• Aumento da transparência das ações policiais;

• Efeito civilizador, resultando em um melhor comportamento entre os agentes e os cidadãos;

• Diminuição das queixas dos cidadãos e rapidez na resolução de ocorrências, pois melhoram as provas;

• Comunicação mais rápida e eficaz entre os agentes e seus superiores, fornecendo subsídios visuais para o planejamento das ações e a transmissão de ordens;

• Acompanhamento em tempo real das ocorrências;

• Identificação de pontos fracos e desenvolvimento de melhorias, tais como oferecer novos programas de treinamento ou revisão de procedimentos e protocolos de ação.

Empresa de soluções tecnológicas customizadas, o Grupo Brako, oferece o equipamento usado por policiais e agentes da segurança. A câmera individual no uniforme tem capacidade de gravação e transmissão de áudio e vídeo, além de disponibilizar a localização geográfica. Com isso, há a possibilidade de acompanhamento remoto por uma central de monitoramento.

Website: http://www.grupobrako.com.br

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Ferramentas que aumentam produtividade facilitam o trabalho remoto

Home-office foi adotado por 46% das empresas na pandemia, mas 67% dos gestores enfrentaram dificuldades; especialista comenta ferramentas que podem auxiliar no processo

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24/5/2022 – A principal necessidade […] está na facilitação da comunicação, na gestão de atividades e no controle da produtividade

Home-office foi adotado por 46% das empresas na pandemia, mas 67% dos gestores enfrentaram dificuldades; especialista comenta ferramentas que podem auxiliar no processo

A produtividade dos colaboradores é uma das principais preocupações para empresas de diferentes segmentos e portes. Com o advento do trabalho remoto, que foi adotado por 46% das empresas do país durante a pandemia de Covid-19, conforme balanço da FIA (Fundação Instituto de Administração) realizado com 139 pequenos, médios e grandes negócios, a preocupação atingiu outro patamar. Exemplo disso, mais da metade (67%) dos gestores enfrentaram alguma dificuldade em implementar o trabalho à distância, de acordo com a “Pesquisa Gestão de Pessoas na Crise Covid-19”, também elaborada pela FIA.

Neste contexto, algumas ferramentas podem aumentar a produtividade de uma empresa, possibilitando a continuidade do regime de teletrabalho para seus funcionários, afirma Marcelo Menezes, cofundador da Lean Solutions, empresa que atua com treinamentos corporativos e transformação digital.

“O home office é uma realidade do mercado. Não é raro encontrar pessoas que trabalham para empresas a quilômetros de distância do conforto da sua casa. A principal necessidade para esta nova configuração laboral está na facilitação da comunicação, na gestão de atividades e no controle da produtividade”, afirma.

Neste aspecto, para Menezes, algumas suítes de ferramentas são ideais para o desenvolvimento do teletrabalho. “Como referência nestas funções, estão o Microsoft Office 365, o Google Workstation e Salesforce. A grande diferença entre eles está no custo para implementação e a interface de uso, permitindo a adequação das soluções de teletrabalho a empresas de qualquer tamanho. Antes, limitado apenas às grandes corporações”.

Na visão do cofundador da Lean Solutions, o home office é um modelo que deve permanecer em voga no futuro pós-pandêmico, já que não existe uma discussão de retrocessos em diversos setores da indústria e dos serviços. O que se discute hoje é como implementar, em alguns casos, o trabalho híbrido, com preferência ao trabalho remoto.

“As oportunidades proporcionadas e a qualidade de vida que os colaboradores possuem trabalhando à distância criaram uma cadeia profissional, na qual os profissionais podem determinar qual tipo de trabalho melhor se adequa a seu próprio perfil”, explica Menezes. “Antes, as imposições vinham de cima para baixo. Hoje, empresas que voltaram ao modelo 100% presencial têm tido dificuldade em manter seus principais talentos”, acrescenta.

De fato, o home-office ampliou as possibilidades em um mercado de trabalho global. Segundo dados da Page Group, negócio de recrutamento do Reino Unido, a contratação de brasileiros por empresas estrangeiras cresceu 20% nos últimos 12 meses.

Para mais informações, basta acessar: https://www.leansolutions.com.br/office-365/

Website: https://www.leansolutions.com.br/office-365/

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