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Brasil passa dos 66,5 milhões de inadimplentes em maio

Após 5 meses seguidos no aumento de inadimplência, novo recorde é quebrado e o Brasil se aproxima dos 67 milhões de pessoas que não conseguem pagar suas dívidas.

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Campinas, SP 28/7/2022 – O setor bancário considera que o ano de 2023 será “desafiador” e que a tendência da inadimplência é seguir em deterioração

Após 5 meses seguidos no aumento de inadimplência, novo recorde é quebrado e o Brasil se aproxima dos 67 milhões de pessoas que não conseguem pagar suas dívidas.

Segundo o mais recente Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas no Brasil, realizado pelo Serasa Experian em maio de 2022, o número de inadimplentes atingiu um novo recorde no país, chegando a 66,58 milhões de pessoas. Esse valor representa um aumento de 0,68% em relação ao número de devedores do mês de abril apresentando a quinta alta seguida.

Um dos dados presentes no estudo que chama a atenção, é o valor médio das dívidas, em que rompeu a barreira de 1 salário mínimo, atingindo o valor de R$ 1.212,41, representando um aumento de 0,88% em relação ao mês de abril. Além disso, conforme o Mapa da Inadimplência de maio, existem cerca de 229,52 milhões de dívidas no país, então multiplicando o valor médio das dívidas pela quantidade de dívidas no país, é possível encontrar o valor total das dívidas presentes no Brasil, atingindo o valor de R$ 278,27 bilhões de reais.

Considerando a faixa etária dos inadimplentes, é possível observar através dos dados fornecidos pela Serasa Experian, que o grupo de pessoas de 26 até 40 anos representam 35,2% do total de inadimplentes do país, e os jovens adultos até 25 anos fazem parte apenas de 12,5% do total de devedores.

Por outro lado, o Serasa também observou em seu levantamento, em que a faixa etária de 18 a 30 anos, representa 39,72% do total de pessoas que negociaram suas dívidas através do Serasa Limpa Nome. Evidenciando que os jovens adultos são a maior parcela da população que negocia suas inadimplências.

Nesse mesmo estudo está descrito que, dentre os segmentos que sofrem com o descumprimento das responsabilidades financeiras de seus clientes, os mais atingindo são os bancos e cartões de crédito, que possuem aproximadamente R$ 78,42 bilhões de valor a receber.

Esse cenário de aumento de inadimplência causa um impacto negativo direto nas instituições financeiras, conforme os Estudos Especiais do Banco Central e matéria publicada pela EFIC Soluções, esse impacto gera um aumento das taxas de juros e torna os processos de análise de crédito mais rígidos pelas instituições financeiras para emissão de empréstimos e cartões de crédito.

Mesmo com esse impacto negativo aumentando a dificuldade de pessoas inadimplentes ou com score baixo em emitirem um cartão de crédito, o valor transicionado por esse meio de pagamento cresceu 42,26% em relação ao mesmo período de 2021, segundo informações da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços.

A projeção para concessão de crédito também vai na contramão da alta de inadimplência do país. De acordo com dados da Federação Brasileira de Bancos, a expectativa é uma ligeira alta no valor de 2,6% no volume de concessões de crédito no geral. Além disso, a liberação de crédito para famílias possuí uma projeção de aumento no valor de 3% no mês de junho em comparação a maio, incentivado pelo crédito rural visando a safra 2022/2023.

Para o segundo semestre de 2022, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), a tendência é uma diminuição do porcentual de famílias endividadas em situação de maior vulnerabilidade, que recebem até 10 salários mínimos. Após atingir o pico de 78,1%, no mês de abril, de famílias dessa faixa de renda, com uma ou mais contas atrasadas, o mês de maio e junho apresentaram uma queda para 77,4% e 76,7% respectivamente. Esse número deve diminuir ainda mais esse ano, impulsionado pelas medidas governamentais recentes com a PEC 1/2022, na qual causa um impacto direto e a curto prazo na população mais vulnerável financeiramente, porém o porcentual deve voltar a um patamar maior em 2023, segundo o Doutor em economia da FEARP/USP Luciano Nakabashi.

Website: https://creditis.com.br/score-baixo

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Estudo apresenta dados de sondagem industrial na construção

Dados mostram que o nível de atividade do setor atingiu 43,7 pontos, abaixo dos 45,4 pontos registrados em dezembro de 2024 e janeiro de 2024.

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Brasil 13/3/2025 – O cenário atual impacta diretamente o segmento da construção civil, essencial para a execução de obras de diferentes portes.

Dados mostram que o nível de atividade do setor atingiu 43,7 pontos, abaixo dos 45,4 pontos registrados em dezembro de 2024 e janeiro de 2024.

De acordo com dados publicados no Portal da Indústria, o setor da construção civil registrou uma desaceleração em janeiro de 2025, tanto na comparação com o mês anterior quanto com o mesmo período do ano passado. Segundo os dados apresentados na Sondagem da Indústria da Construção, o nível de atividade do setor atingiu 43,7 pontos, abaixo dos 45,4 pontos registrados em dezembro de 2024 e janeiro de 2024. A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) também apresentou queda, situando-se em 67%, um ponto percentual a menos do que em janeiro de 2024, quando o indicador marcava 68%.

Conforme informado na publicação, a redução na atividade da construção tem sido acompanhada por um cenário de menor confiança dos empresários do setor. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da construção caiu para 49,3 pontos em fevereiro de 2025, abaixo da linha divisória de 50 pontos, indicando falta de confiança. De acordo com a publicação, esse é o segundo mês consecutivo em que o indicador permanece nesse patamar, refletindo a percepção negativa dos empresários em relação às condições econômicas do país e das empresas na comparação com os seis meses anteriores.

Segundo dados apontados no estudo, apesar do desempenho mais fraco da indústria da construção no início do ano, algumas expectativas para os próximos meses seguem positivas. O relatório aponta que os índices de expectativa para nível de atividade, número de empregados e novos empreendimentos se mantêm acima da linha de 50 pontos, sugerindo otimismo do setor para o curto prazo. O índice de novos empreendimentos e serviços, por exemplo, avançou 0,6 ponto, chegando a 53,3 pontos em fevereiro de 2025. Já a expectativa de compra de insumos e matérias-primas apresentou queda de 1,2 ponto, mas ainda se mantém em patamar otimista.

No entanto, a intenção de investimento da indústria da construção recuou em fevereiro de 2025, atingindo 42 pontos, uma queda de 3,1 pontos em relação ao mês anterior. O indicador também se mostra inferior ao registrado em fevereiro de 2024, quando marcava 44,5 pontos. Apesar da retração, o valor ainda se mantém acima da média histórica de 37,9 pontos, o que demonstra que a propensão a investir continua maior que o usual.

José Antônio Valente, diretor da empresa de franquia de lojas locação de equipamentos para construção civil Franquias Trans Obra, afirmou que o cenário impacta diretamente o segmento da construção civil, essencial para a execução de obras de diferentes portes e com a UCO em queda e a confiança dos empresários abaixo da linha dos 50 pontos, é provável que haja uma retração na demanda por locação de máquinas, especialmente em curto prazo.

Os dados analisados também indicam que a evolução do número de empregados no setor segue estável. O índice ficou em 45,6 pontos em janeiro de 2025, praticamente inalterado em relação a dezembro de 2024, quando havia registrado 45,7 pontos. Na comparação anual, houve um leve avanço, já que em janeiro de 2024 o índice era de 44,9 pontos. A expectativa para os próximos meses também se mantém positiva, com o indicador projetando crescimento no número de contratações. “A locação continua sendo uma alternativa viável para empresas que buscam manter produtividade sem comprometer o capital de giro, especialmente em um cenário econômico instável”.

Perguntado ainda sobre o estudo divulgado, José Antônio disse que a queda na intenção de investimento é um ponto de atenção, pois pode indicar menor renovação de frota e inovação no setor da construção. No entanto, o fato de o indicador estar acima da média histórica sugere que ainda há espaço para investimentos estratégicos e por causa disso as empresas de locação de equipamentos devem estar atentas para oferecer recursos para empresas da construção com qualidade, como acontece com a unidade de locação de equipamentos em Santos, São Paulo. “O setor da construção civil passa por um momento de ajuste, mas a tendência de recuperação nos próximos meses pode impulsionar a demanda por locação de equipamentos, especialmente em regiões com forte atividade imobiliária e infraestrutura”.

Website: https://franquiatransobra.com.br/

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Inscrições para o Prêmio Ser Humano 2025 seguem até o dia 31/03

Premiação da ABRH Paraná reconhece práticas de gestão das empresas

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Curitiba 13/3/2025 –

Premiação da ABRH Paraná reconhece práticas de gestão das empresas

A Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Paraná (ABRH-PR) continua com as inscrições abertas para o Prêmio Ser Humano (PSH) 2025, que reconhece iniciativas e profissionais que promovem o lado humano da gestão de RH. Empresas e profissionais de Gestão de Pessoas estão aptos a participarem da premiação, considerada uma das mais importantes do Paraná.

As inscrições seguem até o dia 31 de março, pelo site https://psh.abrh-pr.org.br/. Após essa etapa, os projetos poderão ser entregues de 1º a 11 de abril, com validação prevista entre 21 de abril e 30 de maio. A premiação dos vencedores acontecerá no dia 26 de junho.

De acordo com a diretora responsável pelo PSH 2025, Lúcia Fernandes, o prêmio é uma iniciativa de grande relevância que destaca e valoriza as boas práticas de gestão de pessoas. “O PSH reconhece profissionais e projetos que priorizam o ser humano”, pontua. Para ela, iniciativas como essa são essenciais não apenas para premiar, mas para disseminar ideias e práticas que podem fazer a diferença na vida de muitos. “É uma oportunidade de compartilhar experiências e histórias de sucesso que falam de pessoas”, acentua.

Nesta edição, o PSH contará com as seguintes categorias: Desenvolvimento, Excelência Organizacional, ESG (Environmental, Social and Governance), Jovem e Profissional de Destaque em Gestão de Pessoas.

Para mais informações e inscrição, acessar https://psh.abrh-pr.org.br/

Website: https://psh.abrh-pr.org.br/

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Lei Lucas: Afya ensina primeiros socorros a educadores

Para ajudar instituições de educação básica e recreação infantil a se adequarem à Lei Federal, faculdades de Medicina da Afya criam projeto de extensão que capacita educadores de 13 estados a agir em situações de emergência

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Nova Lima, março de 2025 13/3/2025 – Nosso objetivo é garantir que, além dos educadores, os próprios alunos estejam preparados para agir em situações críticas – Luiz Cláudio Pereira, da Afya

Para ajudar instituições de educação básica e recreação infantil a se adequarem à Lei Federal, faculdades de Medicina da Afya criam projeto de extensão que capacita educadores de 13 estados a agir em situações de emergência

Professores e estudantes de Medicina da Afya, hub de educação e soluções para prática médica do Brasil, estão formando professores e profissionais de educação para agir com rapidez em emergências. Criado como um projeto de extensão, iniciativa que une teoria e prática durante a graduação, o “Treinando para Salvar Vidas” tem o objetivo de prevenir acidentes graves no ambiente escolar.

A ação está alinhada à Lei Federal nº 13.722/2018, conhecida como Lei Lucas, que tornou obrigatório o treinamento de professores e funcionários de instituições de educação básica e recreação infantil para atuação em situações emergenciais. A legislação homenageia Lucas Begalli Zamora, uma criança de 10 anos que faleceu em 2017, em Campinas (SP), após engasgar com um pedaço de cachorro-quente durante o intervalo escolar.

Os treinamentos são ministrados por alunos acompanhados de professores de 13 faculdades da Afya do Amazonas, Bahia, Alagoas, Piauí, Pará, Tocantins, Minas Gerais e Paraná. As aulas incluem manobras de desobstrução de vias aéreas por corpo estranho (engasgo), atendimento a queimaduras de primeiro e segundo grau, manejo de crises convulsivas, procedimentos para afogamento, tratamento de quedas, ferimentos, fraturas e entorses, além de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) com utilização do DEA (Desfibrilador Externo Automático). Também é fornecida orientação sobre a rede local de atendimento às urgências, como o SAMU (192).

Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria revelam que a aspiração de corpo estranho é mais frequente em crianças do sexo masculino entre 1 e 3 anos de idade. Mais de 50% dos casos ocorrem antes dos 4 anos e 94%, até os 7 anos.

“Nosso objetivo é garantir que, além dos educadores, os próprios alunos estejam preparados para agir em situações críticas. Estamos fomentando uma cultura de prevenção e segurança dentro das escolas, reafirmando o compromisso da Afya com a sociedade”, destaca Luiz Cláudio Pereira, diretor acadêmico de graduação.

O projeto se destaca pela abordagem de “aprender ensinando”, utilizando simuladores e materiais didáticos desenvolvidos por estudantes e professores da Afya. “Os alunos da área de saúde aprimoram suas habilidades técnicas enquanto promovem uma comunidade mais segura”, complementa Pereira. Com planos de expansão, a iniciativa pretende levar a capacitação a mais regiões, ampliando o impacto positivo em todo o país.

O “Treinando para Salvar Vidas” integra as ações de extensão da Afya, que conectam teoria e prática para os estudantes. Entre 2022 e 2023, foram realizadas mais de 4 mil atividades, beneficiando diversas comunidades e reforçando o compromisso da instituição com a formação cidadã e o bem-estar social.

Website: https://www.afya.com.br/

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