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Profissão ator: atriz fala sobre o trabalho e dá dicas de como e onde começar

Escolher cursos técnicos e profissionalizantes são alguns dos requisitos para ingressar na área

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São Paulo 26/8/2022 – “Ser ator é muito diferente de querer ser famoso. Vai além”, Mariana Queiroz

Escolher cursos técnicos e profissionalizantes são alguns dos requisitos para ingressar na área

Téspis, de Icária, foi o primeiro ator que desempenhou vários papéis, simultaneamente, em suas peças, segundo fontes da Grécia Antiga, em especial, Aristóteles. Com o passar dos séculos, o teatro passou por muitas transformações e os atores ganharam outros meios para trabalharem com a arte. Em 1895 surgiu o cinema. A primeira telenovela no Brasil foi exibida na TV Tupi de São Paulo em 1951 e o streaming atual de filmes, como é conhecida hoje, começou a operar nos Estados Unidos em 2007, chegando no Brasil em 2011.

Ainda que a arte de atuar exista há séculos, no Brasil passou a ser profissão regulamentada em 1978, o que exige que a pessoa interessada busque formação em um curso de nível técnico ou superior e obtenha um registro na Delegacia Regional do Trabalho (DRT).  Com ele, é possível exercer a função em programas de TV, filmes no cinema ou peças de teatro. Os atores amadores, que não possuem registro, podem trabalhar apenas como figurantes ou personagens sem fala nestas produções, segundo dados do SEBRAE.

De acordo com a atriz e apresentadora Mariana Queiroz, formada pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) e que soma no currículo participações em novelas da Globo e da Record, bem como experiência no teatro e em longa-metragem, para se um ator é preciso muito estudo  e dedicação. ”O ideal é buscar escolas profissionalizantes, faculdades, cursos reconhecidos, que deem uma base para interpretação. Este é sem dúvida o melhor caminho para quem busca entrar na área de forma profissional”, afirma.

Porém, a atriz ressalta que para seguir na profissão o diploma e o registro profissional não são suficientes. “Muitas pessoas acreditam que a profissão é só glamur, mas é preciso ter muita persistência, ler muito, amar  o que faz, porque o caminho apresenta muitos desafios”, frisa Mariana, que dá 8 dicas para quem busca se preparar para a carreira:

  • Idade: Não existe idade certa pra ser ator e atriz porque existem papeis para todas as idades. A pessoa pode começar a galgar trabalhos como ator a qualquer momento;
  • Pouca Experiência: testes para comerciais podem ser uma opção para quem não tem experiência ou tem pouca. Mas para trabalhos em TV, são raras as oportunidades;
  • Olheiros: aquela pessoa que descobre artistas em potencial até existe, mas quem quer se tornar ator não deve contar com esse caminho, pois não é muito certo. As chances podem até aumentar para quem é blogueiro famoso, modelo, um ex-BBB, ainda assim, é preciso estudar muito;
  • Os testes: são por meio de agências. É preciso cadastrar o material, o portfólio, fotos, currículo, monólogos, vídeos de interpretação,  para passar a receber convites para os testes;
  • Peças de teatro, novela e cinema: é preciso estudar muito. Ter um bom network também é importante. Além disso, cursos técnicos e de formação, ou por meio de peças de teatro amadoras, que é uma maneira para começar a ter contato com a arte, são caminhos para chegar aos trabalhos. Assim, os convites para testes também podem começar a surgir, bem como a oportunidade de enviar o material de trabalho para pessoas importantes do meio, que podem se interessar pelo artista para projetos futuros;
  • Características: não existem características especificas para se tornar ator, e sim, comprometimento, estudo e muita dedicação, persistência e querer sempre aprender mais para se tornar um profissional de excelência. Muitas vezes os atores precisam saber outros idiomas, outras artes que possam complementar a carreira, assim como a dança e o canto;
  • Responsabilidades: Ser culto. É necessário ler bastante. O ator é um profissional da comunicação e é preciso saber falar sobre vários assuntos, pois ele também é um formador de opinião que, por meio da sua arte, do seu trabalho, traz muitas reflexões para quem o assiste, o acompanha. A profissão de ator não serve apenas para entreter, mas também é capaz de provocar reflexões na sociedade, com pautas necessárias, através de  trabalhos mais profundos;
  • Vocação: o teste vocacional para ser ator é a pessoa começar a fazer arte. São tantos obstáculos que a própria profissão seleciona quem vai ter vocação para continuar ou não. Como disse Fernanda Montenegro para quem quer ser ator: “Desista. Porém, se não conseguir ficar longe da arte, se sentir que está para  morrer porque não está fazendo isso, se adoecer, se ficar em tal desassossego que não tem nem como dormir, aí volte, mas se não passar por esse distanciamento e pela necessidade dessas tábuas, não é do ramo! Não é do ramo!”;
  • Cursos: o ideal é escolher cursos renomados com bons professores, de duração mediana, no mínimo. Cursos rápidos não são indicados para quem quer ser ator profissional. Diversas cidades do Brasil oferecem formação para atores em escolas particulares de artes, bem como curso de Artes Cênicas disponível em faculdades e universidades.

Website: https://www.instagram.com/marianadqueiroz/

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Onde investir o 13° salário?

“Apenas” 29% dos beneficiados com o 13° salário pensam em poupar ou investir o recurso

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Foto: Reprodução da internet

Daniel Abrahão, assessor na iHUB Investimentos / Foto: Divulgação

O décimo terceiro salário é sempre esperado pelos mais de 42 milhões de brasileiros com carteira assinada no país. O dinheiro “extra” sempre dá aquela ajudinha no final de ano com presentes de natal, comemorações e até dívidas a pagar.

De acordo com uma pesquisa realizada pela CNDL/SPC Brasil, cerca de 43% dos trabalhadores utilizarão o benefício para as comemorações de Natal e Ano Novo ou comprar produtos que tinham vontade; 36% gastarão com presentes de Natal para toda a família; e apenas 29% dos trabalhadores brasileiros vão economizar, poupar ou investir.

A última opção, muitas vezes, não é a primeira escolha dos brasileiros. Investimentos quase sempre são deixados em segundo plano na hora de gerir as finanças. As dívidas, os gostos pessoais e o lazer são postos em primeiro lugar. “Em suma, investir é abrir mão do presente para ter mais conforto no futuro. Pode ser para algo maior, como a compra de uma casa, um carro, ou até a sonhada independência financeira”, comenta Daniel Abrahão, assessor na iHUB Investimentos.

O primeiro pilar para começar a investir e ter uma vida financeira saudável é construir uma reserva de emergência. Esse resguardo pode ser construído investindo uma parte do décimo terceiro. Após construída a reserva, o start para os investimentos diversificados pode ser dado.

Abrir mão de um celular novo, pago em algumas parcelas com juros, durante o Natal, pode ser um caminho viável para comprá-lo à vista no futuro. Outro cenário é estar em uma situação de emergência, conseguir pagar as contas sem precisar recorrer a empréstimos ou cheque especial, apenas usando os recursos investidos, uma opção consciente do investidor.

 

Investir as parcelas do 13° ou esperar o montante cair na conta?

A primeira parcela do benefício deverá ser paga até o dia 30 de novembro, já a segunda, até 20 de dezembro. Para Daniel Abrahão, deixar o dinheiro parado na conta bancária nunca é uma opção viável. “Dinheiro parado não rende, logo é uma péssima opção. Atualmente, o mercado financeiro oferece diversos investimentos de liquidez diária, ou seja, que podem ser resgatados imediatamente”, declara o especialista.

Ao obter o valor total do salário extra, o investidor pode optar pela diversificação em classes de ativos, recompondo e balanceando a carteira com possibilidades de maior risco, como renda variável e utilizando da renda fixa como composição.

 

Como investir o dinheiro do 13° em um objetivo de curto prazo?

Partindo do princípio de um curto prazo de até dois anos, o investidor deve optar por investimentos conservadores e com liquidez curta ou com vencimento próximo ao período de retirada dos recursos.

Opções como Tesouro Selic, Renda Fixa Privada e fundos de investimentos são boas classes de ativos para atender a necessidade do curto prazo, valendo atentar-se aos vencimentos das Renda Fixas Privadas.

 

Inserir o 13° no objetivo a longo prazo é a melhor opção?

Tendo em vista uma perspectiva além de cinco anos, o tempo jogará a favor do investidor. Nesse sentido, o leque de opções é bem maior e pode envolver operações tanto conservadoras como arrojadas.

Em linha com o risco, as ações são opções plausíveis para quem quer atuar em renda variável. “Os papéis são uma fração do capital social de uma empresa. Dessa maneira, ao comprar uma ação, o investidor se torna sócio do negócio, inclusive participando dos lucros e prejuízos. Elas não são a única forma de investir em renda variável, mas a mais conhecida”, comenta Abrahão.

O mundo dos investimentos é repleto de oportunidades e cada necessidade de investimento é individual, cada indivíduo possui um objetivo, um sonho a ser realizado ou uma meta a alcançar com os investimentos. “Não existe resposta certeira ou uma forma única para cada um. Na hora de investir, diversos fatores pessoais também devem ser levados em consideração”, finaliza o assessor de investimentos.

 

Sobre iHUB Investimentos

A iHUB Investimentos é uma empresa especializada em assessoria de investimentos credenciada pela XP Investimentos. Possui mais de 3,5 mil clientes, somando mais de R$1,5 bilhão em valores investidos sob custódia.

 

Por | Matheus Correa – Analista de comunicação – Agência Contatto

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Juridiquês: você não precisa disso

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*Advogada Gabriella Ibrahim / Foto: Divulgação
*Advogada Gabriella Ibrahim / Foto: Divulgação

Por muitos anos, o Direito, assim como o universo jurídico, foi pensado apenas para os advogados e profissionais que possuem conhecimento na área. Nunca foi uma área acessível para os clientes e cidadãos que não possuem formação jurídica.

A relação entre advogados e clientes sempre foi uma relação desequilibrada, em que o profissional do Direito era o único possuidor do conhecimento jurídico, enquanto o cliente ficava apenas de expectador.

Dessa forma, ao mesmo tempo que a nossa Constituição prega o princípio do acesso à justiça, a cultura jurídica afasta essa mesma justiça dos leigos, ou seja, de qualquer cidadão que não possua formação jurídica.

*Advogada Gabriella Ibrahim / Foto: Divulgação

A maior dificuldade do meio jurídico sempre foi o seu distanciamento da realidade, o seu formalismo exagerado e a linguagem rebuscada, o famoso juridiquês. Quem nunca se sentou à mesa com mais de um advogado e pareceu estar ouvindo outro idioma? Ou pegou um contrato para ler e teve certeza de que aquele documento foi feito para prejudicar? Por exemplo, há pessoas que possuem medo de alugar o apartamento ou a casa, pois não conseguem compreender o texto do contrato de locação.

O juridiquês só gera receio e dúvidas. Mas há boas notícias. Um novo conceito jurídico tem ganhado força no mercado: o Legal Design. É uma técnica que utiliza ferramentas e elementos de Design, unidos ao Design Thinking para tornar documentos jurídicos mais acessíveis e compreensíveis para o destinatário final daquele documento.

A proposta é colocar o destinatário final do documento jurídico como foco de toda estratégia de elaboração. Em âmbito contratual, podemos citar o exemplo de um contrato, que, em regra, no dia a dia, é lido por pessoas comuns, que não são da área jurídica, e que pode ser redigido utilizando uma linguagem simplificada e objetiva, usando elementos de design (gráficos, tabelas, fluxogramas).

A ideia é trazer mais clareza. A pessoa precisa entender o papel que está assinando desde a primeira linha.  O objetivo do Legal Design é tornar documentos jurídicos mais acessíveis, compreensíveis e estratégicos, fazendo com que sejam mais eficientes e que melhorem a experiência dos usuários finais. Portanto, que possamos deixar de lado o juridiquês para sermos cada vez mais claros e transparentes. Consumidores, clientes, magistrados e todos aqueles que têm contato com o documento agradecem.

(*) Advogada contratualista, especialista em Legal Design, criadora da Formação Completa em Legal Design e Visual Law – Metodologia LDFD, pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho e pós-graduanda na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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Como as telas implicam na vida das crianças

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Foto: Divulgação

* Luciana Brites é CEO do Instituto Neurosaber e doutoranda em distúrbios do desenvolvimento / Foto: Divulgação

Um estudo da American Academy Of Child e Adolescent Psychiatry (AACAP), mostrou que crianças americanas, com idade entre 8 a 12 anos, passam de quatro a seis horas usando telas. Já quando se trata de adolescentes, esse tempo passa para até nove horas.

As crianças estão cada vez mais expostas às telas, sejam elas de celular, tablet ou até mesmo da TV. É importante reforçar que, como tudo na vida, a tecnologia também deve ser usada com moderação. Ela traz muitos benefícios quando bem usada e quando usada em excesso pode fazer mal.

Vale ressaltar que os jogos digitais estimulam a criatividade e o raciocínio lógico das crianças. Dependendo do jogo, pode até despertar mais interesse por alguma matéria escolar.

É na primeira infância quando a gente mais se desenvolve. Pensando nos pequenos, os jogos voltados para eles devem ser mais lúdicos e com as músicas mais baixas para não afetar a audição. Os jogos estimulam muitos neurotransmissores. Isso faz com que a criança queira jogar cada vez mais.

Por isso, os pais devem limitar um tempo para que elas joguem sem ter prejuízos no desenvolvimento. Lembre-se que a criança precisa ter contato social. Os responsáveis devem evitar jogos com muito barulho e sem objetivo. Verifique a faixa etária dos jogos e veja se eles se adequam a idade do seu filho.

É importante reforçar que já há trabalhos que correlacionam o uso de telas com atraso de linguagem. Isso é muito preocupante e por isso a necessidade de um limite de tempo é necessária. Quando esse atraso acontece na fase de alfabetização, essa criança também pode ter uma demora para aprender a ler e escrever.

Então, aproveite e limite o tempo de uso de tecnologias. Além disso, incentive-o a praticar esportes, participar de jogos coletivos e interagir socialmente com outras crianças para que ela se desenvolva da forma correta e sem prejuízos.

(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber (https://institutoneurosaber.com.br/), autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, palestrante, especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie.

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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