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Aprender idiomas molda a mente e amplia o potencial cerebral

Aprender idiomas e ser bilíngue traz uma série de benefícios cognitivos importantes, refletindo positivamente não apenas na habilidade linguística, mas também em várias outras funções cerebrais. Sem esquecer que ser fluente em linguas abre portas nos campos pessoal e profissional.

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Belo Horizonte-MG 26/2/2024 – “Uma língua coloca-nos no corredor da vida. Duas línguas abrem todas as portas ao longo do caminho”. Frank Smith.

Aprender idiomas e ser bilíngue traz uma série de benefícios cognitivos importantes, refletindo positivamente não apenas na habilidade linguística, mas também em várias outras funções cerebrais. Sem esquecer que ser fluente em linguas abre portas nos campos pessoal e profissional.

Em um mundo cada vez mais globalizado, ser bilíngue (falar dois idiomas) transcende as fronteiras da comunicação, oferecendo notáveis benefícios cognitivos. Pesquisas recentes revelam que aprender idiomas não só melhora a função executiva e a memória, as habilidades de realizar multitarefas e o processo de tomada de decisão e também pode atrasar o início de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. 

Ellen Bialystok da York University, Fergus I.M. Craik da Rotman Research Institute of Baycrest e Gigi Luk da Harvard Graduate School of Education no artigo Bilingualism: Consequences for Mind and Brain (Bilinguismo: Consequências para a mente e o cérebro) investigaram como o bilinguismo afeta a função executiva, incluindo atenção e habilidades de resolução de problema e demonstraram que indivíduos bilíngues possuem maior capacidade de focar, resolver problemas complexos e gerenciar tarefas múltiplas eficientemente e identificaram que as crianças bilíngues eram superiores aos monolíngues na maioria dos testes, especialmente naqueles que requeriam manipulação e reorganização de símbolos.

Esta diferença inesperada entre crianças monolíngues e bilíngues foi posteriormente explorada em estudos que demonstraram uma vantagem significativa para as crianças bilíngues na sua capacidade de resolver problemas linguísticos baseados na compreensão de conceitos como a diferença entre forma e significado, ou seja, consciência metalinguística e problemas não-verbais que exigiam que os participantes ignorassem informações enganadoras.

Lin Luo, Fergus I M Craik, Sylvain Moreno e Ellen Bialystok no artigo Bilingualism interacts with domain in a working memory task: evidence from aging (O bilinguismo interage com o domínio numa tarefa de memória de trabalho: provas do envelhecimento). Pesquisaram o impacto do bilinguismo na memória de trabalho identificando as causas de envelhecimento da memória e como isso se relaciona com a idade dos indivíduos.

Adultos mais jovens e mais velhos, monolíngues ou bilíngues, foram testados com tarefas da memória de trabalho verbal e espacial. O envelhecimento foi associado a um maior declínio da memória espacial do que da memória de trabalho verbal, mas os declínios relacionados com a idade foram equivalentes em ambos os grupos linguísticos. Os participantes bilíngues tiveram um desempenho superior ao dos monolíngues na memória de trabalho espacial, mas atingiram níveis de desempenho inferiores aos dos monolíngues na memória de trabalho verbal.

Boaz Keysar, Sayuri L Hayakawa, Sun Gyu An no artigo The foreign-language effect: Thinking in a foreign tongue reduces decision biases? (O efeito da língua estrangeira: pensar numa língua estrangeira reduz os enviesamentos de decisão?). O artigo discute como o uso de uma língua estrangeira poderia afetar a tomada de decisões, levando a escolhas menos enviesadas e mais analíticas. O artigo estudou se uma pessoa faria as mesmas decisões usando uma língua estrangeira e concluiu que a utilização de uma língua estrangeira reduz o enviesamento no processo de tomada de decisões.  

Jean Marc Dewaele e Li Wei no artigo Is multilingualism linked to a higher tolerance of ambiguity? (O multilinguismo está associado a uma maior tolerância à ambiguidade?). Este estudo explora a relação entre multilinguismo, tolerância à ambiguidade e sensibilidade cultural.

O estudo investigou a relação entre o multilinguismo (falar diversas línguas) e o traço de personalidade tolerante à ambiguidade (TA) entre 2.158 monolíngues, bilíngues e multilíngues. Os monolíngues e os bilíngues obtiveram uma pontuação significativamente mais baixa no que se refere à tolerância à ambiguidade em comparação aos multilíngues. Um nível elevado de proficiência global em várias línguas estava associado a pontuações mais elevadas em tolerância à ambiguidade.

Tom A Schweizer, Jenna Ware, Corinne E Fischer, Fergus I M Craik e Ellen Bialystok no artigo Bilingualism as a contributor to cognitive reserve: evidence from brain atrophy in Alzheimer’s disease O bilinguismo como fator de reserva cognitiva: provas da atrofia cerebral na doença de Alzheimer) concluíram que o bilinguismo parece contribuir para o aumento da reserva cognitiva (RC), atrasando assim o início da doença de Alzheimer (DA) e exigindo a presença de uma maior quantidade de neuropatologia antes da doença se manifestar.

Benefícios econômicos de ser proficiente em idiomas

Dados recentes da última pesquisa de remunerações da consultoria de RH Catho indicou que “um profissional brasileiro com fluência no idioma pode ter o salário até 61% maior do que alguém sem essa habilidade. Por exemplo, nos cargos de coordenação, uma pessoa que fala inglês pode ganhar até 61% a mais do que um trabalhador que tem apenas conhecimentos básicos no idioma. Já nos cargos de diretoria, a diferença salarial é de até 56%”.

O professor e economista Diercio Ferreira, autor do livro Seu futuro no mercado financeiro – certificação profissional Anbima CPA-20 descomplicada entende que “conforme revelado pela pesquisa da Catho, a fluência em um idioma estrangeiro pode significar não apenas uma vantagem competitiva no mercado de trabalho, mas também uma expressiva valorização salarial, ilustrando o valor tangível que habilidades linguísticas podem adicionar à trajetória profissional de um indivíduo”.

O Professor Diercio também reforça que “em um mundo cada vez mais globalizado, onde as interações multiculturais e as oportunidades de carreira internacional se expandem, aprender idiomas emerge não apenas como um diferencial competitivo, mas como uma necessidade premente. Portanto, encorajar o aprendizado de idiomas é mais do que uma questão de expansão intelectual; é um imperativo econômico e profissional, capaz de abrir portas para oportunidades inestimáveis, enriquecendo nossa compreensão do mundo e posicionando-nos de maneira privilegiada no cenário global”.

Website: https://yazigipampulha.com.br/

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Debate aborda formas de combater o trabalho escravo

O encontro é iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) do Coexistir, que reúne mais de 100 participantes de 40 empresas de vários segmentos, além do varejo de alimentos, e faz parte do Acordo de Cooperação Técnica com a Superintendência Regional do Trabalho.

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Sao Paulo, SP 12/4/2024 –

O encontro é iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) do Coexistir, que reúne mais de 100 participantes de 40 empresas de vários segmentos, além do varejo de alimentos, e faz parte do Acordo de Cooperação Técnica com a Superintendência Regional do Trabalho.

O Sincovaga-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo), que representa mais de 35 mil empresas do segmento, realizará no dia 17/04, quarta-feira, das 9h às 11h30, um encontro para debater o tema “Não ao trabalho escravo – Construindo pontes para o trabalho digno”, no auditório da sede da entidade (R. 24 de Maio, nº 35, 16º andar, Centro, São Paulo/SP.).

O encontro é iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) do Coexistir, que reúne mais de 100 participantes de 40 empresas de vários segmentos, além do varejo de alimentos, e faz parte do Acordo de Cooperação Técnica com a Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo.

Os especialistas convidados são

– Evandro Afonso de Mesquita – Auditor Fiscal do Trabalho;

– Paulo Roberto Warlet da Silva – Auditor Fiscal do Trabalho;

– Luís Gustavo Ponciano Pereira – Chefe da Seção de Operações na Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal em São Paulo.

Serviço

Debate: “Não ao trabalho escravo – Construindo pontes para o trabalho digno”

Data: 17/04, quarta-feira, das 9h às 11h30

Local: Sincovaga-SP (Rua 24 de Maio, nº 35, Sala 1.616, República, São Paulo/SP.)

Inscrições gratuitas: Até o dia 15/04, clicando aqui.

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Website: https://www.sincovaga.com.br

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Brasileiro mira no mercado de cibersegurança nos EUA

A empresa Barroso Security Dynamics será conduzida pelo especialista Fábio Costa Barroso e se concentrará em fornecer soluções avançadas para proteger empresas, indivíduos e entidades governamentais

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Vespasiano, MG 12/4/2024 – Na era digital, proteger informações sensíveis é primordial para preservar a integridade de espaços privados e comerciais

A empresa Barroso Security Dynamics será conduzida pelo especialista Fábio Costa Barroso e se concentrará em fornecer soluções avançadas para proteger empresas, indivíduos e entidades governamentais

A segurança cibernética é um assunto que vem sendo tema de discussões em nível mundial. Conforme dados de um relatório da Trend Micro, empresa de segurança de dados, os Estados Unidos foram o país que mais sofreram com ataques cibernéticos em 2023. Para se ter uma ideia, o tipo mais comum de crime cibernético relatado ao Centro de Reclamações de Crimes na Internet do país foi o phishing e spoofing, afetando aproximadamente 298 mil pessoas. Além disso, mais de 55 mil casos de violações de dados pessoais foram relatados ao IC3 durante o ano passado.

Com o advento da internet, pessoas físicas, empresas e sistemas governamentais estão sujeitos a esse tipo de crime. Dentre as complicações que um ataque cibernético pode causar estão comprometer a privacidade de dados e documentos, deixar sistemas fora do ar e restringir controle de dispositivos, como câmeras de segurança de residências, por exemplo.

Para o advogado e policial militar Fábio Costa Barroso, a digitalização é uma das grandes responsáveis pelo aumento de ameaças digitais e a prevalência de roubos, tanto físicos quanto cibernéticos, exige atenção imediata. “Na era digital, proteger informações sensíveis é primordial para preservar a integridade de espaços privados e comerciais”, explica ele, que atua na área há mais de 15 anos.

Pensando nisso, Barroso decidiu investir no mercado norte-americano de cibersegurança e comandará a Barroso Security Dynamics. A empresa, que ficará localizada em Orlando, na Flórida, se concentrará em fornecer soluções tanto para segurança cibernética quanto física para empresas, indivíduos e entidades governamentais. “Reconheço a necessidade crítica de medidas de segurança avançadas, por isso trabalharei com uma abordagem integrada para antecipar futuras necessidades de segurança, estabelecendo assim um novo padrão em serviços de segurança privada”, determina o profissional.

De acordo com Barroso, as operações de segurança da organização estão alinhadas com iniciativas nacionais de cibersegurança, como a Ordem Executiva 14028, que se concentra na redução do crime e na prosperidade econômica dos Estados Unidos, visando áreas carentes do país. “Por meio dessas iniciativas, pretendo atender às demandas de segurança atuais e me posicionar como um jogador-chave na formação de uma sociedade mais segura nos Estados Unidos”, finaliza.

Sobre o profissional:

Fábio Costa Barroso é bacharel em Direito pela Universidade Novos Horizontes, em Minas Gerais, e possui pós-graduação em Direito aplicado à Segurança Pública. Ao longo de sua carreira, dedicou mais de 15 anos à Polícia Militar de Minas Gerais. 

Website: https://premiumgmp.com/

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Busca pela aparência movimenta mercado da estética

Uma pesquisa da ISAPS apontou que procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos tiveram aumento de 19,3%

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Belo Horizonte 12/4/2024 – a busca por tratamentos modernos e não-evasivos reflete a mudança de paradigma por resultados estéticos e métodos minimamente invasivos

Uma pesquisa da ISAPS apontou que procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos tiveram aumento de 19,3%

Uma pesquisa feita pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética – International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), divulgou resultados sobre procedimentos estéticos/cosméticos, apontando um aumento geral de 19,3 % nos procedimentos feitos por cirurgiões plásticos em 2021, com mais de 12,8 milhões de métodos cirúrgicos e 17,5 milhões não cirúrgicos realizados no planeta. Ainda de acordo com a pesquisa, os cinco procedimentos mais comuns no mundo continuam sendo a lipoaspiração, o aumento dos seios, a cirurgia de pálpebras, a rinoplastia e a abdominoplastia. Já os não cirúrgicos são a toxina botulínica, o ácido hialurônico, a depilação, o lifting facial e a redução de gordura.

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), só em 2023 mais de 2 milhões de procedimentos foram realizados pela população brasileira, sendo que a lipoaspiração seguida das próteses mamárias foram os procedimentos mais procurados pelos pacientes.

No panorama da estética, de acordo com Simone Barros, fisioterapeuta dermatofuncional, fundadora da Clínica Simone Barros, em Belo Horizonte, “a busca por tratamentos modernos e não-evasivos reflete a mudança de paradigma por resultados estéticos e métodos minimamente invasivos”. E complementa dizendo que “essa direção reflete não apenas uma mudança nas expectativas do paciente, mas também uma valorização da individualidade”. 

Simone diz que, “na Clínica Simone Barros, nos últimos dois anos, os procedimentos mais procurados pelos pacientes incluem criolipólise, endolaser, ultraformer, radiofrequência, lavien, morpheus, depilação e laser”.

Clínica Simone Barros

Fundada em Belo Horizonte (MG), a Clínica Simone Barros presta serviços de estética e tem parcerias com médicos dermatologistas e nutricionistas. A clínica valoriza a saúde e o relacionamento com o paciente, além da estética. Cada caso é avaliado e tratado individualmente e o objetivo é superar as expectativas dos clientes.

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