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Plataformização já é tendência consolidada no Brasil

Modelo de trabalho que define a “gig economy” ainda carece de regulação apropriada, conclui estudo da FGV que identificou 101 plataformas operantes no Brasil; CEO de empresa de tecnologia aponta aspectos positivos e negativos da tendência

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23/2/2024 –

Modelo de trabalho que define a “gig economy” ainda carece de regulação apropriada, conclui estudo da FGV que identificou 101 plataformas operantes no Brasil; CEO de empresa de tecnologia aponta aspectos positivos e negativos da tendência

Segundo uma pesquisa de 2022 feita pela Fundação Getulio Vargas, havia 101 plataformas integrantes da chamada “gig economy” em operação no Brasil. O “gig economy” é um termo criado para designar “o ambiente de negócios em que há intermediação de trabalho humano por meio de plataformas digitais”, explica o resumo da pesquisa.

O estudo, intitulado “Futuro do trabalho e gig economy: questões regulatórias sobre tecnologia e proteção social” fez um mapeamento, em junho de 2021, dos aplicativos de intermediação de trabalho que operam no Brasil. As 101 plataformas analisadas foram classificadas de acordo com tipo de app, tipo de remuneração, cálculo de remuneração, forma de avaliação na plataforma e autoria da avaliação.

A partir dos resultados, os autores concluíram, por exemplo, que existe uma “assimetria informacional” neste modelo de trabalho, gerando espaço para dificuldades com o gerenciamento do trabalho. O estudo apontou, também, que algumas plataformas compartilham poucos detalhes sobre seu funcionamento.

Luiz Madeira é CEO da GWCloud, empresa de TI, e avalia que esta “plataformização” da economia brasileira é “uma evolução natural no contexto da digitalização global e da transformação digital que permeia todos os setores”. Para ele, a tendência “está redefinindo modelos de negócios, cadeias de valor e a própria estrutura do mercado em várias indústrias”.

Apesar de comumente identificada com serviços de entrega de comida e de transporte, a gig economy também envolve diversos outros serviços como ensino, limpeza, cuidados de animais e pequenos consertos e obras, de acordo com o mapeamento da FGV. O estudo conclui que a gig economy é um “ecossistema heterogêneo” e que isso levanta dúvidas sobre como regular o trabalho.

“A regulação dessas plataformas apresenta outro desafio, já que muitas vezes a legislação existente não é adequada para lidar com as nuances e a velocidade da inovação digital. Além disso, a questão da equidade e do acesso justo às plataformas precisa ser endereçada, garantindo que os benefícios da plataformização sejam amplamente distribuídos e não apenas concentrados em alguns poucos atores dominantes”, resume Madeira.

A pesquisa da FGV identificou 17 categorias de serviços nas quais há plataformas operando no Brasil. A maioria delas, diz o relatório, atua nacional ou regionalmente, sendo poucas as plataformas que operam apenas em uma cidade. Várias delas têm, inclusive, atuação internacional.

“A plataformização tem democratizado o acesso a mercados, permitindo que pequenos fornecedores ou prestadores de serviços alcancem um público global com custos reduzidos de entrada. Isso estimula a inovação, a diversidade de ofertas e a competição”, diz Madeira sobre os impactos positivos deste tipo de economia. Das 101 plataformas analisadas pela FGV, 20 tinham atuação global.

A equipe da FGV mapeou também a resposta atual do legislativo brasileiro à popularização da plataformização. O mesmo estudo mapeou 128 projetos de lei relacionados à regulação do trabalho em plataformas digitais. Apesar da grande diversidade de serviços previamente identificado no estudo, os pesquisadores notaram que os projetos de lei se concentram em motoristas e entregadores de aplicativos, provavelmente devido à “maior visibilidade dessas categorias e de suas vulnerabilidades”

“Enquanto avançamos mais fundo na era da plataformização, é crucial que stakeholders, incluindo empresas, consumidores, reguladores e a sociedade como um todo, colaborem para moldar um ecossistema digital que seja inovador, justo e sustentável”, conclui Madeira. Para ele e também para os pesquisadores da FGV, há a necessidade de observar o  crescimento desse setor e regulá-lo corretamente.

Para saber mais, basta acessar https://www.gwcloud.company

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Debate aborda formas de combater o trabalho escravo

O encontro é iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) do Coexistir, que reúne mais de 100 participantes de 40 empresas de vários segmentos, além do varejo de alimentos, e faz parte do Acordo de Cooperação Técnica com a Superintendência Regional do Trabalho.

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Sao Paulo, SP 12/4/2024 –

O encontro é iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) do Coexistir, que reúne mais de 100 participantes de 40 empresas de vários segmentos, além do varejo de alimentos, e faz parte do Acordo de Cooperação Técnica com a Superintendência Regional do Trabalho.

O Sincovaga-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo), que representa mais de 35 mil empresas do segmento, realizará no dia 17/04, quarta-feira, das 9h às 11h30, um encontro para debater o tema “Não ao trabalho escravo – Construindo pontes para o trabalho digno”, no auditório da sede da entidade (R. 24 de Maio, nº 35, 16º andar, Centro, São Paulo/SP.).

O encontro é iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) do Coexistir, que reúne mais de 100 participantes de 40 empresas de vários segmentos, além do varejo de alimentos, e faz parte do Acordo de Cooperação Técnica com a Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo.

Os especialistas convidados são

– Evandro Afonso de Mesquita – Auditor Fiscal do Trabalho;

– Paulo Roberto Warlet da Silva – Auditor Fiscal do Trabalho;

– Luís Gustavo Ponciano Pereira – Chefe da Seção de Operações na Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal em São Paulo.

Serviço

Debate: “Não ao trabalho escravo – Construindo pontes para o trabalho digno”

Data: 17/04, quarta-feira, das 9h às 11h30

Local: Sincovaga-SP (Rua 24 de Maio, nº 35, Sala 1.616, República, São Paulo/SP.)

Inscrições gratuitas: Até o dia 15/04, clicando aqui.

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Website: https://www.sincovaga.com.br

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Brasileiro mira no mercado de cibersegurança nos EUA

A empresa Barroso Security Dynamics será conduzida pelo especialista Fábio Costa Barroso e se concentrará em fornecer soluções avançadas para proteger empresas, indivíduos e entidades governamentais

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Vespasiano, MG 12/4/2024 – Na era digital, proteger informações sensíveis é primordial para preservar a integridade de espaços privados e comerciais

A empresa Barroso Security Dynamics será conduzida pelo especialista Fábio Costa Barroso e se concentrará em fornecer soluções avançadas para proteger empresas, indivíduos e entidades governamentais

A segurança cibernética é um assunto que vem sendo tema de discussões em nível mundial. Conforme dados de um relatório da Trend Micro, empresa de segurança de dados, os Estados Unidos foram o país que mais sofreram com ataques cibernéticos em 2023. Para se ter uma ideia, o tipo mais comum de crime cibernético relatado ao Centro de Reclamações de Crimes na Internet do país foi o phishing e spoofing, afetando aproximadamente 298 mil pessoas. Além disso, mais de 55 mil casos de violações de dados pessoais foram relatados ao IC3 durante o ano passado.

Com o advento da internet, pessoas físicas, empresas e sistemas governamentais estão sujeitos a esse tipo de crime. Dentre as complicações que um ataque cibernético pode causar estão comprometer a privacidade de dados e documentos, deixar sistemas fora do ar e restringir controle de dispositivos, como câmeras de segurança de residências, por exemplo.

Para o advogado e policial militar Fábio Costa Barroso, a digitalização é uma das grandes responsáveis pelo aumento de ameaças digitais e a prevalência de roubos, tanto físicos quanto cibernéticos, exige atenção imediata. “Na era digital, proteger informações sensíveis é primordial para preservar a integridade de espaços privados e comerciais”, explica ele, que atua na área há mais de 15 anos.

Pensando nisso, Barroso decidiu investir no mercado norte-americano de cibersegurança e comandará a Barroso Security Dynamics. A empresa, que ficará localizada em Orlando, na Flórida, se concentrará em fornecer soluções tanto para segurança cibernética quanto física para empresas, indivíduos e entidades governamentais. “Reconheço a necessidade crítica de medidas de segurança avançadas, por isso trabalharei com uma abordagem integrada para antecipar futuras necessidades de segurança, estabelecendo assim um novo padrão em serviços de segurança privada”, determina o profissional.

De acordo com Barroso, as operações de segurança da organização estão alinhadas com iniciativas nacionais de cibersegurança, como a Ordem Executiva 14028, que se concentra na redução do crime e na prosperidade econômica dos Estados Unidos, visando áreas carentes do país. “Por meio dessas iniciativas, pretendo atender às demandas de segurança atuais e me posicionar como um jogador-chave na formação de uma sociedade mais segura nos Estados Unidos”, finaliza.

Sobre o profissional:

Fábio Costa Barroso é bacharel em Direito pela Universidade Novos Horizontes, em Minas Gerais, e possui pós-graduação em Direito aplicado à Segurança Pública. Ao longo de sua carreira, dedicou mais de 15 anos à Polícia Militar de Minas Gerais. 

Website: https://premiumgmp.com/

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Busca pela aparência movimenta mercado da estética

Uma pesquisa da ISAPS apontou que procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos tiveram aumento de 19,3%

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Belo Horizonte 12/4/2024 – a busca por tratamentos modernos e não-evasivos reflete a mudança de paradigma por resultados estéticos e métodos minimamente invasivos

Uma pesquisa da ISAPS apontou que procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos tiveram aumento de 19,3%

Uma pesquisa feita pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética – International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), divulgou resultados sobre procedimentos estéticos/cosméticos, apontando um aumento geral de 19,3 % nos procedimentos feitos por cirurgiões plásticos em 2021, com mais de 12,8 milhões de métodos cirúrgicos e 17,5 milhões não cirúrgicos realizados no planeta. Ainda de acordo com a pesquisa, os cinco procedimentos mais comuns no mundo continuam sendo a lipoaspiração, o aumento dos seios, a cirurgia de pálpebras, a rinoplastia e a abdominoplastia. Já os não cirúrgicos são a toxina botulínica, o ácido hialurônico, a depilação, o lifting facial e a redução de gordura.

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), só em 2023 mais de 2 milhões de procedimentos foram realizados pela população brasileira, sendo que a lipoaspiração seguida das próteses mamárias foram os procedimentos mais procurados pelos pacientes.

No panorama da estética, de acordo com Simone Barros, fisioterapeuta dermatofuncional, fundadora da Clínica Simone Barros, em Belo Horizonte, “a busca por tratamentos modernos e não-evasivos reflete a mudança de paradigma por resultados estéticos e métodos minimamente invasivos”. E complementa dizendo que “essa direção reflete não apenas uma mudança nas expectativas do paciente, mas também uma valorização da individualidade”. 

Simone diz que, “na Clínica Simone Barros, nos últimos dois anos, os procedimentos mais procurados pelos pacientes incluem criolipólise, endolaser, ultraformer, radiofrequência, lavien, morpheus, depilação e laser”.

Clínica Simone Barros

Fundada em Belo Horizonte (MG), a Clínica Simone Barros presta serviços de estética e tem parcerias com médicos dermatologistas e nutricionistas. A clínica valoriza a saúde e o relacionamento com o paciente, além da estética. Cada caso é avaliado e tratado individualmente e o objetivo é superar as expectativas dos clientes.

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