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Números da liderança feminina em empresas ainda são baixos

Apesar do aumento na quantidade de mulheres em cargos de liderança nos últimos anos, elas representam apenas 33% dos líderes em empresas financeiras, como bancos e fintecs.

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2/4/2024 –

Apesar do aumento na quantidade de mulheres em cargos de liderança nos últimos anos, elas representam apenas 33% dos líderes em empresas financeiras, como bancos e fintecs.

As mulheres representam mais da metade da população brasileira. É o que diz o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, apenas 17% das mulheres desempenham cargos de liderança no país, segundo o Panorama Mulheres 2023, estudo feito pelo Talenses Group com o Insper. 

Apesar de baixo, o número é positivo. Isso porque ele mostra o crescimento da participação feminina em cargos de liderança, que foi de 13% em 2019 a 17% em 2022. Contudo, mesmo que a participação feminina esteja crescendo, no mercado financeiro, como bancos e fintechs, os chamados cargos C-Level – como diretoria e vice-presidência – ainda são ocupados majoritariamente por homens.

A FESA Group fez um recente levantamento com  82 empresas, 249 pessoas e 12 posições de trabalho e chegou à conclusão de que apenas 33,86% dos cargos de liderança das empresas de finanças são ocupados por mulheres.

Para a empresária e profissional da área de tecnologia Cristina Boner, ”este número reflete avanços significativos em algumas áreas, mas também destaca a persistência de barreiras sistêmicas que limitam a participação feminina em posições de liderança“.

Preconceito é um dos fatores que leva à desigualdade

O estudo da FESA Group revela, ainda, que a disparidade da presença entre homens e mulheres em setores como o de invest banking (BI), responsável por grandes operações financeiras, é a maior. A presença feminina está presente apenas em 17% dos cargos de alta liderança.

O levantamento mostra que a questão não é, necessariamente, a competência ou capacidade profissional das mulheres. Uma das explicações para essa baixa representatividade feminina reside no fato de que a área financeira foi majoritariamente masculina por muito tempo. Isso impediu, por exemplo, a capacitação e o acúmulo de bagagem por mulheres no setor – cujos cargos de liderança exigem, em média, 10 a 15 anos de experiência.

Cristina aponta a desigualdade de gênero e os preconceitos, ainda que inconscientes nos processos seletivos como alguns dos fatores que colaboram para a baixa presença de mulheres em posições de liderança. E acrescenta que a falta de políticas que apoiem o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e os poucos modelos femininos em cargos altos que inspirem as novas gerações também fazem parte dessa equação. 

Por outro lado, o levantamento da FESA Group revela que determinadas áreas do mercado de trabalho ainda são majoritariamente ligadas às mulheres. São elas:

  • Recursos Humanos (RH), com 61,54%;
  • Relações Institucionais e Sustentabilidade, com 56,52%;
  • Gestão de Patrimônio, com 45,95%;
  • Jurídico, com 40%.

A empresária acredita que essa diferença se deve a diversos fatores, como o fato das mulheres serem vistas, historicamente, como cuidadoras ou com um olhar mais voltado para áreas que requerem mais habilidades sociais. Já setores mais técnicos ou estratégicos seriam classificados como mais adequados aos homens. 

“Esse fenômeno reflete não apenas preconceitos de gênero nas práticas de contratação e promoção, mas também o impacto de normas culturais e educacionais que influenciam as escolhas profissionais de homens e mulheres desde cedo”, ressalta Cristina. 

Os benefícios da diversidade

Desde 2023, a paridade salarial entre homens e mulheres é um direito constitucional, com a sanção da Lei nº 14.611 pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva. E assim como o pagamento, as oportunidades também deveriam ser iguais entre os gêneros. Cristina Boner enfatiza que estudos já mostram que a diversidade em conselhos e altos cargos tendem a ter melhor desempenho financeiro e empresarial.

“É fundamental reconhecer a importância da liderança feminina não apenas como uma questão de justiça social ou equidade de gênero, mas também pelo valor que traz em termos de diversidade de perspectivas, inovação e desempenho organizacional”, aponta a empresária.

Vale destacar que ambientes que promovam a diversidade em cargos de liderança geralmente possuem políticas inclusivas que abrangem, ainda, os demais níveis organizacionais.

”Nesse sentido, é essencial que as organizações adotem medidas concretas para promover a igualdade de gênero”, aponta Cristina, citando o desenvolvimento de diretrizes de promoção e contratação, programas de mentoria e patrocínio como algumas das soluções para o tema. 

Ela ainda destaca a importância da implementação de práticas de trabalho flexíveis que permitam a todos, independentemente do gênero, conciliar suas carreiras com suas vidas pessoais. “Também é crucial trabalhar na mudança cultural dentro das organizações para desafiar e transformar os estereótipos de gênero e promover um ambiente verdadeiramente inclusivo e acolhedor para todos”, finaliza a empresária.

Para mais informações, basta acessar: Cristina Boner | LinkedIn

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Debate aborda formas de combater o trabalho escravo

O encontro é iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) do Coexistir, que reúne mais de 100 participantes de 40 empresas de vários segmentos, além do varejo de alimentos, e faz parte do Acordo de Cooperação Técnica com a Superintendência Regional do Trabalho.

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Sao Paulo, SP 12/4/2024 –

O encontro é iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) do Coexistir, que reúne mais de 100 participantes de 40 empresas de vários segmentos, além do varejo de alimentos, e faz parte do Acordo de Cooperação Técnica com a Superintendência Regional do Trabalho.

O Sincovaga-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo), que representa mais de 35 mil empresas do segmento, realizará no dia 17/04, quarta-feira, das 9h às 11h30, um encontro para debater o tema “Não ao trabalho escravo – Construindo pontes para o trabalho digno”, no auditório da sede da entidade (R. 24 de Maio, nº 35, 16º andar, Centro, São Paulo/SP.).

O encontro é iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) do Coexistir, que reúne mais de 100 participantes de 40 empresas de vários segmentos, além do varejo de alimentos, e faz parte do Acordo de Cooperação Técnica com a Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo.

Os especialistas convidados são

– Evandro Afonso de Mesquita – Auditor Fiscal do Trabalho;

– Paulo Roberto Warlet da Silva – Auditor Fiscal do Trabalho;

– Luís Gustavo Ponciano Pereira – Chefe da Seção de Operações na Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal em São Paulo.

Serviço

Debate: “Não ao trabalho escravo – Construindo pontes para o trabalho digno”

Data: 17/04, quarta-feira, das 9h às 11h30

Local: Sincovaga-SP (Rua 24 de Maio, nº 35, Sala 1.616, República, São Paulo/SP.)

Inscrições gratuitas: Até o dia 15/04, clicando aqui.

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Website: https://www.sincovaga.com.br

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Brasileiro mira no mercado de cibersegurança nos EUA

A empresa Barroso Security Dynamics será conduzida pelo especialista Fábio Costa Barroso e se concentrará em fornecer soluções avançadas para proteger empresas, indivíduos e entidades governamentais

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Vespasiano, MG 12/4/2024 – Na era digital, proteger informações sensíveis é primordial para preservar a integridade de espaços privados e comerciais

A empresa Barroso Security Dynamics será conduzida pelo especialista Fábio Costa Barroso e se concentrará em fornecer soluções avançadas para proteger empresas, indivíduos e entidades governamentais

A segurança cibernética é um assunto que vem sendo tema de discussões em nível mundial. Conforme dados de um relatório da Trend Micro, empresa de segurança de dados, os Estados Unidos foram o país que mais sofreram com ataques cibernéticos em 2023. Para se ter uma ideia, o tipo mais comum de crime cibernético relatado ao Centro de Reclamações de Crimes na Internet do país foi o phishing e spoofing, afetando aproximadamente 298 mil pessoas. Além disso, mais de 55 mil casos de violações de dados pessoais foram relatados ao IC3 durante o ano passado.

Com o advento da internet, pessoas físicas, empresas e sistemas governamentais estão sujeitos a esse tipo de crime. Dentre as complicações que um ataque cibernético pode causar estão comprometer a privacidade de dados e documentos, deixar sistemas fora do ar e restringir controle de dispositivos, como câmeras de segurança de residências, por exemplo.

Para o advogado e policial militar Fábio Costa Barroso, a digitalização é uma das grandes responsáveis pelo aumento de ameaças digitais e a prevalência de roubos, tanto físicos quanto cibernéticos, exige atenção imediata. “Na era digital, proteger informações sensíveis é primordial para preservar a integridade de espaços privados e comerciais”, explica ele, que atua na área há mais de 15 anos.

Pensando nisso, Barroso decidiu investir no mercado norte-americano de cibersegurança e comandará a Barroso Security Dynamics. A empresa, que ficará localizada em Orlando, na Flórida, se concentrará em fornecer soluções tanto para segurança cibernética quanto física para empresas, indivíduos e entidades governamentais. “Reconheço a necessidade crítica de medidas de segurança avançadas, por isso trabalharei com uma abordagem integrada para antecipar futuras necessidades de segurança, estabelecendo assim um novo padrão em serviços de segurança privada”, determina o profissional.

De acordo com Barroso, as operações de segurança da organização estão alinhadas com iniciativas nacionais de cibersegurança, como a Ordem Executiva 14028, que se concentra na redução do crime e na prosperidade econômica dos Estados Unidos, visando áreas carentes do país. “Por meio dessas iniciativas, pretendo atender às demandas de segurança atuais e me posicionar como um jogador-chave na formação de uma sociedade mais segura nos Estados Unidos”, finaliza.

Sobre o profissional:

Fábio Costa Barroso é bacharel em Direito pela Universidade Novos Horizontes, em Minas Gerais, e possui pós-graduação em Direito aplicado à Segurança Pública. Ao longo de sua carreira, dedicou mais de 15 anos à Polícia Militar de Minas Gerais. 

Website: https://premiumgmp.com/

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Busca pela aparência movimenta mercado da estética

Uma pesquisa da ISAPS apontou que procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos tiveram aumento de 19,3%

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Belo Horizonte 12/4/2024 – a busca por tratamentos modernos e não-evasivos reflete a mudança de paradigma por resultados estéticos e métodos minimamente invasivos

Uma pesquisa da ISAPS apontou que procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos tiveram aumento de 19,3%

Uma pesquisa feita pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética – International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), divulgou resultados sobre procedimentos estéticos/cosméticos, apontando um aumento geral de 19,3 % nos procedimentos feitos por cirurgiões plásticos em 2021, com mais de 12,8 milhões de métodos cirúrgicos e 17,5 milhões não cirúrgicos realizados no planeta. Ainda de acordo com a pesquisa, os cinco procedimentos mais comuns no mundo continuam sendo a lipoaspiração, o aumento dos seios, a cirurgia de pálpebras, a rinoplastia e a abdominoplastia. Já os não cirúrgicos são a toxina botulínica, o ácido hialurônico, a depilação, o lifting facial e a redução de gordura.

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), só em 2023 mais de 2 milhões de procedimentos foram realizados pela população brasileira, sendo que a lipoaspiração seguida das próteses mamárias foram os procedimentos mais procurados pelos pacientes.

No panorama da estética, de acordo com Simone Barros, fisioterapeuta dermatofuncional, fundadora da Clínica Simone Barros, em Belo Horizonte, “a busca por tratamentos modernos e não-evasivos reflete a mudança de paradigma por resultados estéticos e métodos minimamente invasivos”. E complementa dizendo que “essa direção reflete não apenas uma mudança nas expectativas do paciente, mas também uma valorização da individualidade”. 

Simone diz que, “na Clínica Simone Barros, nos últimos dois anos, os procedimentos mais procurados pelos pacientes incluem criolipólise, endolaser, ultraformer, radiofrequência, lavien, morpheus, depilação e laser”.

Clínica Simone Barros

Fundada em Belo Horizonte (MG), a Clínica Simone Barros presta serviços de estética e tem parcerias com médicos dermatologistas e nutricionistas. A clínica valoriza a saúde e o relacionamento com o paciente, além da estética. Cada caso é avaliado e tratado individualmente e o objetivo é superar as expectativas dos clientes.

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