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A nova geração de produtores rurais no Brasil

Com o passar dos anos, as novas gerações vão se destacando em suas profissões e ocupando cargos de destaque. Na agricultura, os jovens buscam modernizar cada vez mais os processos e encontrar novas alternativas de plantio sustentável. Mas afinal, qual é o perfil dessa nova geração de produtores rurais e o que pensam?

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São Paulo, SP 18/2/2021 – A agricultura familiar, por exemplo, gera emprego e renda para cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil. Movimentando anualmente R$ 107 bilhões na economia.

Com o passar dos anos, as novas gerações vão se destacando em suas profissões e ocupando cargos de destaque. Na agricultura, os jovens buscam modernizar cada vez mais os processos e encontrar novas alternativas de plantio sustentável. Mas afinal, qual é o perfil dessa nova geração de produtores rurais e o que pensam?

A produção agrícola tem sido cada vez mais importante para o cenário econômico do Brasil. Nesse sentido, a agropecuária é o destaque, sendo responsável por 27% do PIB brasileiro.

Mas para além dos grandes produtores rurais, a agricultura brasileira também se fortalece nos pequenos e médios agricultores, principalmente no segmento de produtos orgânicos. Essa crescente acontece muito em função da nova geração de produtores rurais.

Com ênfase maior nos estudos científicos, alimentação saudável e proteção do meio ambiente, essa nova geração vem mudando a forma como a agricultura é tratada no Brasil.

Mas para entender melhor quais são as principais características dessa nova geração de produtores rurais, em quais regiões do Brasil a nova geração se desenvolve, principais cultivos e tudo mais, confira a partir de agora mais explicações sobre o tema.

Importância da agricultura no Brasil

Conforme já mencionado anteriormente, a agricultura possui uma relevante importância no cenário econômico brasileiro.

A agricultura familiar, por exemplo, gera emprego e renda para cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil. Movimentando anualmente R$ 107 bilhões na economia, aproximadamente 23% da produção agropecuária do país.

Além disso, a nova geração de produtores rurais produz 60% das hortaliças que são comercializadas em feiras e mercados.

Mas a importância da agricultura brasileira vai além dos valores financeiros. O aumento de produção e, consequentemente de consumo, dos produtos orgânicos representa também uma importante melhoria na alimentação da população.

Faixa etária da agricultura brasileira

A partir de 1995 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou a fazer um censo sobre as atividades econômicas relacionadas à agropecuária.

Dentre as informações trazidas no último Censo Agropecuário, publicado em 2017, está a faixa etária dos produtores rurais.

Portanto, entre aqueles que são considerados da nova geração de produtores rurais, o maior percentual fica entre 25 e menos de 35 anos, com 450 mil produtores. Entre todas as faixas etárias, o maior volume fica com a faixa entre 45 e menos de 55 anos.

Desse modo, com estes dados pode-se notar que, mesmo com o crescimento da nova geração de produtores rurais, os agricultores com mais experiência ainda formam a maioria entre os produtores consultados pelo IBGE.

Ademais, segue o volume de produtores rurais por faixa etária:

Menor de 25 anos 95 995
De 25 a menos de 35 450 228
De 35 a menos de 45 863 317
De 45 a menos de 55 1 160 078
De 55 a menos de 65 1 116 393
De 65 a menos de 75 726 980
De 75 e mais 329 070

Perfil da nova geração produtores rurais

A partir destas informações sobre a faixa etária da nova geração de produtores rurais pode-se entender melhor qual é o perfil deste público.

Portanto, uma das características que pode-se notar é a maior valorização e uso da ciência para otimizar os resultados no campo.

Além disso, a nova geração de produtores rurais utiliza a comunicação e demais técnicas de venda para melhorar o retorno financeiro e também diminuir a dependência de intermediários, como as cooperativas.
Estas são alguns dos principais pontos do perfil da nova geração de produtores rurais, conforme pode-se também ver na lista a seguir:

Maior utilização de técnicas multidisciplinares;

Aprimoramento das estratégias de negócios e plantio;
Uso da comunicação para ampliar vendas;
Conhecimento das novas técnicas de agricultura, como Agricultura 4.0 e Agricultura de precisão;
Investimento maior em produtos orgânicos;
Crédito para os novos produtores rurais.

Apesar do novo mercado que é explorado pela nova geração de produtores rurais e o aperfeiçoamento dos resultados, o acesso às linhas de crédito ainda são um dos principais problemas.

Conforme o próprio Censo Agropecuário, a principal fonte de financiamento das safras são os bancos, seguidos das cooperativas de crédito. Entretanto, a maior parte dos financiamentos são para a pecuária e não para a agricultura.

Para contornar este problema, o Governo Federal desenvolve programas de financiamento e incentivo aos produtores rurais. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Jovem (Pronaf Jovem) é o principal programa nesse sentido.

De acordo com dados apresentados pelo Ministério da Agricultura ao portal de notícias G1, o programa destinado à nova geração de produtores rurais recebe 13,2% do valor total do Pronaf.

Ademais, confere-se na tabela a seguir quais as principais fontes de crédito para os produtores rurais, segundo o IBGE:

Bancos 654 636
Cooperativas de crédito 105 047
Governo 55 281
Fornecedores 3 248
Empresa Integradora 6 859
Outras instituições financeiras 4 086
Parentes e amigos 2 174
Outro agente 2 796

Principais desafios da nova geração de produtores rurais

Para além do acesso aos recursos financeiros, a nova geração de produtores rurais enfrenta também outros desafios para alcançar a relevância no mercado agropecuário.

Desse modo, um dos principais desafios é na questão da infraestrutura. Conforme o Censo Agropecuário, aproximadamente 70% das propriedades rurais não possuem acesso à internet.

Além disso, os cursos de qualificação ainda não se tornaram totalmente acessíveis à nova geração de produtores rurais, mesmo com os programas realizados pela Emater e a expansão de universidades pelo interior do país.

Ademais, confere a seguir os principais desafios para os novos produtores rurais:

Acesso as linha de crédito de bancos e cooperativas;
Relação com produtores rurais de gerações anteriores;
Falta de acesso à internet;
Acesso a cursos de qualificação;

Website: https://www.sitiopema.com.br/

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Onde investir o 13° salário?

“Apenas” 29% dos beneficiados com o 13° salário pensam em poupar ou investir o recurso

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Foto: Reprodução da internet

Daniel Abrahão, assessor na iHUB Investimentos / Foto: Divulgação

O décimo terceiro salário é sempre esperado pelos mais de 42 milhões de brasileiros com carteira assinada no país. O dinheiro “extra” sempre dá aquela ajudinha no final de ano com presentes de natal, comemorações e até dívidas a pagar.

De acordo com uma pesquisa realizada pela CNDL/SPC Brasil, cerca de 43% dos trabalhadores utilizarão o benefício para as comemorações de Natal e Ano Novo ou comprar produtos que tinham vontade; 36% gastarão com presentes de Natal para toda a família; e apenas 29% dos trabalhadores brasileiros vão economizar, poupar ou investir.

A última opção, muitas vezes, não é a primeira escolha dos brasileiros. Investimentos quase sempre são deixados em segundo plano na hora de gerir as finanças. As dívidas, os gostos pessoais e o lazer são postos em primeiro lugar. “Em suma, investir é abrir mão do presente para ter mais conforto no futuro. Pode ser para algo maior, como a compra de uma casa, um carro, ou até a sonhada independência financeira”, comenta Daniel Abrahão, assessor na iHUB Investimentos.

O primeiro pilar para começar a investir e ter uma vida financeira saudável é construir uma reserva de emergência. Esse resguardo pode ser construído investindo uma parte do décimo terceiro. Após construída a reserva, o start para os investimentos diversificados pode ser dado.

Abrir mão de um celular novo, pago em algumas parcelas com juros, durante o Natal, pode ser um caminho viável para comprá-lo à vista no futuro. Outro cenário é estar em uma situação de emergência, conseguir pagar as contas sem precisar recorrer a empréstimos ou cheque especial, apenas usando os recursos investidos, uma opção consciente do investidor.

 

Investir as parcelas do 13° ou esperar o montante cair na conta?

A primeira parcela do benefício deverá ser paga até o dia 30 de novembro, já a segunda, até 20 de dezembro. Para Daniel Abrahão, deixar o dinheiro parado na conta bancária nunca é uma opção viável. “Dinheiro parado não rende, logo é uma péssima opção. Atualmente, o mercado financeiro oferece diversos investimentos de liquidez diária, ou seja, que podem ser resgatados imediatamente”, declara o especialista.

Ao obter o valor total do salário extra, o investidor pode optar pela diversificação em classes de ativos, recompondo e balanceando a carteira com possibilidades de maior risco, como renda variável e utilizando da renda fixa como composição.

 

Como investir o dinheiro do 13° em um objetivo de curto prazo?

Partindo do princípio de um curto prazo de até dois anos, o investidor deve optar por investimentos conservadores e com liquidez curta ou com vencimento próximo ao período de retirada dos recursos.

Opções como Tesouro Selic, Renda Fixa Privada e fundos de investimentos são boas classes de ativos para atender a necessidade do curto prazo, valendo atentar-se aos vencimentos das Renda Fixas Privadas.

 

Inserir o 13° no objetivo a longo prazo é a melhor opção?

Tendo em vista uma perspectiva além de cinco anos, o tempo jogará a favor do investidor. Nesse sentido, o leque de opções é bem maior e pode envolver operações tanto conservadoras como arrojadas.

Em linha com o risco, as ações são opções plausíveis para quem quer atuar em renda variável. “Os papéis são uma fração do capital social de uma empresa. Dessa maneira, ao comprar uma ação, o investidor se torna sócio do negócio, inclusive participando dos lucros e prejuízos. Elas não são a única forma de investir em renda variável, mas a mais conhecida”, comenta Abrahão.

O mundo dos investimentos é repleto de oportunidades e cada necessidade de investimento é individual, cada indivíduo possui um objetivo, um sonho a ser realizado ou uma meta a alcançar com os investimentos. “Não existe resposta certeira ou uma forma única para cada um. Na hora de investir, diversos fatores pessoais também devem ser levados em consideração”, finaliza o assessor de investimentos.

 

Sobre iHUB Investimentos

A iHUB Investimentos é uma empresa especializada em assessoria de investimentos credenciada pela XP Investimentos. Possui mais de 3,5 mil clientes, somando mais de R$1,5 bilhão em valores investidos sob custódia.

 

Por | Matheus Correa – Analista de comunicação – Agência Contatto

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Juridiquês: você não precisa disso

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*Advogada Gabriella Ibrahim / Foto: Divulgação
*Advogada Gabriella Ibrahim / Foto: Divulgação

Por muitos anos, o Direito, assim como o universo jurídico, foi pensado apenas para os advogados e profissionais que possuem conhecimento na área. Nunca foi uma área acessível para os clientes e cidadãos que não possuem formação jurídica.

A relação entre advogados e clientes sempre foi uma relação desequilibrada, em que o profissional do Direito era o único possuidor do conhecimento jurídico, enquanto o cliente ficava apenas de expectador.

Dessa forma, ao mesmo tempo que a nossa Constituição prega o princípio do acesso à justiça, a cultura jurídica afasta essa mesma justiça dos leigos, ou seja, de qualquer cidadão que não possua formação jurídica.

*Advogada Gabriella Ibrahim / Foto: Divulgação

A maior dificuldade do meio jurídico sempre foi o seu distanciamento da realidade, o seu formalismo exagerado e a linguagem rebuscada, o famoso juridiquês. Quem nunca se sentou à mesa com mais de um advogado e pareceu estar ouvindo outro idioma? Ou pegou um contrato para ler e teve certeza de que aquele documento foi feito para prejudicar? Por exemplo, há pessoas que possuem medo de alugar o apartamento ou a casa, pois não conseguem compreender o texto do contrato de locação.

O juridiquês só gera receio e dúvidas. Mas há boas notícias. Um novo conceito jurídico tem ganhado força no mercado: o Legal Design. É uma técnica que utiliza ferramentas e elementos de Design, unidos ao Design Thinking para tornar documentos jurídicos mais acessíveis e compreensíveis para o destinatário final daquele documento.

A proposta é colocar o destinatário final do documento jurídico como foco de toda estratégia de elaboração. Em âmbito contratual, podemos citar o exemplo de um contrato, que, em regra, no dia a dia, é lido por pessoas comuns, que não são da área jurídica, e que pode ser redigido utilizando uma linguagem simplificada e objetiva, usando elementos de design (gráficos, tabelas, fluxogramas).

A ideia é trazer mais clareza. A pessoa precisa entender o papel que está assinando desde a primeira linha.  O objetivo do Legal Design é tornar documentos jurídicos mais acessíveis, compreensíveis e estratégicos, fazendo com que sejam mais eficientes e que melhorem a experiência dos usuários finais. Portanto, que possamos deixar de lado o juridiquês para sermos cada vez mais claros e transparentes. Consumidores, clientes, magistrados e todos aqueles que têm contato com o documento agradecem.

(*) Advogada contratualista, especialista em Legal Design, criadora da Formação Completa em Legal Design e Visual Law – Metodologia LDFD, pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho e pós-graduanda na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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Como as telas implicam na vida das crianças

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Foto: Divulgação

* Luciana Brites é CEO do Instituto Neurosaber e doutoranda em distúrbios do desenvolvimento / Foto: Divulgação

Um estudo da American Academy Of Child e Adolescent Psychiatry (AACAP), mostrou que crianças americanas, com idade entre 8 a 12 anos, passam de quatro a seis horas usando telas. Já quando se trata de adolescentes, esse tempo passa para até nove horas.

As crianças estão cada vez mais expostas às telas, sejam elas de celular, tablet ou até mesmo da TV. É importante reforçar que, como tudo na vida, a tecnologia também deve ser usada com moderação. Ela traz muitos benefícios quando bem usada e quando usada em excesso pode fazer mal.

Vale ressaltar que os jogos digitais estimulam a criatividade e o raciocínio lógico das crianças. Dependendo do jogo, pode até despertar mais interesse por alguma matéria escolar.

É na primeira infância quando a gente mais se desenvolve. Pensando nos pequenos, os jogos voltados para eles devem ser mais lúdicos e com as músicas mais baixas para não afetar a audição. Os jogos estimulam muitos neurotransmissores. Isso faz com que a criança queira jogar cada vez mais.

Por isso, os pais devem limitar um tempo para que elas joguem sem ter prejuízos no desenvolvimento. Lembre-se que a criança precisa ter contato social. Os responsáveis devem evitar jogos com muito barulho e sem objetivo. Verifique a faixa etária dos jogos e veja se eles se adequam a idade do seu filho.

É importante reforçar que já há trabalhos que correlacionam o uso de telas com atraso de linguagem. Isso é muito preocupante e por isso a necessidade de um limite de tempo é necessária. Quando esse atraso acontece na fase de alfabetização, essa criança também pode ter uma demora para aprender a ler e escrever.

Então, aproveite e limite o tempo de uso de tecnologias. Além disso, incentive-o a praticar esportes, participar de jogos coletivos e interagir socialmente com outras crianças para que ela se desenvolva da forma correta e sem prejuízos.

(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber (https://institutoneurosaber.com.br/), autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, palestrante, especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie.

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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