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Agronegócio exporta US$ 100 bilhões em 2020

O agronegócio foi responsável por quase metade das exportações totais do Brasil em 2020, com participação recorde de 48%.

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Mato Grosso 14/1/2021 – Já tínhamos indicadores positivos que levavam a crer que a pandemia não impactou o agronegócio, agora com esse resultado podemos esperar um 2021 de avanços

O agronegócio foi responsável por quase metade das exportações totais do Brasil em 2020, com participação recorde de 48%.

Em plena pandemia que abalou os mercados mundiais, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 100,81 bilhões em 2020, segundo maior valor da série histórica, atrás somente de 2018 (US$ 101,17 bilhões). Em relação a 2019, houve crescimento de 4,1% nas vendas externas do setor.
Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a expansão foi resultado do aumento do quantum exportado (+9,9%), uma vez que o índice de preço caiu 5,3%. O agronegócio foi responsável por quase metade das exportações totais do Brasil em 2020, com participação recorde de 48%.
Já as importações de produtos do agronegócio apresentaram queda de 5,2%, chegando a US$ 13,05 bilhões. O aumento das exportações e queda das importações resultou em um saldo superavitário de US$ 87,76 bilhões para o setor.
Na visão do CEO do Grupo VMX Agro e especialista no setor, Carlos César Floriano, o resultado foi promissor. “Já tínhamos indicadores positivos que levavam a crer que a pandemia não impactou o agronegócio, agora com esse resultado podemos esperar um 2021 de avanços”, afirma o especialista.
O complexo soja (grão, óleo e farelo) foi o principal produto da pauta exportadora, com US$ 35,24 bilhões e 101,04 milhões de toneladas. As exportações do grão representaram 81,1% do valor exportado e alcançaram o segundo maior montante da série histórica, com US$ 28,56 bilhões e 82,97 milhões de toneladas. A exportação foi maior em valor e quantidade do produto apenas em 2018: US$ 33,05 bilhões e 83,25 milhões de toneladas.
Carlos César Floriano destaca a agropecuária 
As carnes ocuparam a segunda posição no ranking dos setores exportadores do agronegócio em 2020, com US$ 17,16 bilhões. As vendas de carne bovina corresponderam a 49,4% desse montante, com crescimento de 11,1% ante 2019. As exportações de carne bovina in natura registraram recorde em valor (US$ 7,45 bilhões) e quantidade (1,72 milhão de toneladas). 
“Observamos que a procura pela carne brasileira também tem aumentado significativamente, pela qualidade e pelo crescimento da demanda global”, explica Carlos César Floriano. 
As exportações de carne de frango representaram 34,9% do total exportado pelo setor de carnes nos 12 meses, com US$ 5,99 bilhões. Já as vendas externas de carne suína somaram US$ 2,25 bilhões, do quais 94,1% corresponderam ao produto in natura. O montante registrado nas exportações de carne suína in natura foi recorde histórico, tanto em valor (US$ 2,12 bilhões), quanto em quantidade (901,10 mil toneladas). 
Em relação aos compradores, a China adquiriu 73,2% da soja em grão exportada, o que correspondeu a US$ 20,91 bilhões (2,2% superior a 2019). E também foi o principal destino da carne bovina in natura exportada, 54,2% (US$ 4,04 bilhões). O país contribuiu para o crescimento dessas vendas (carne bovina), uma vez que adquiriu US$ 1,35 bilhão a mais do que em 2019 (+50,3%).
Em dezembro de 2020, as exportações do agronegócio somaram US$ 7,30 bilhões, recuo de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior (US$ 7,59 bilhões). A queda ocorreu em função da redução do índice de preço e de quantum dos produtos exportados, que caíram 1,1% e 2,7%, respectivamente. 
 
As importações de produtos do agronegócio subiram de US$ 1,21 bilhão em dezembro de 2019 para US$ 1,35 bilhão em dezembro de 2020, alta de 11,5%.
Os destaques do mês foram milho e açúcar. Os embarques de milho foram de 5 milhões de toneladas ou o equivalente a US$ 945,3 milhões (+33,5%).  Os três principais compradores de milho foram: Egito (US$ 164,39 milhões; +427,4%); Vietnã (US$ 148,32 milhões; +96,8%) e Irã (US$ 119,57 milhões; +91,2%).
As vendas externas de açúcar em bruto foram de US$ 740,08 milhões (+119,3%) ou 2,6 milhões de toneladas. A China foi a maior importadora de açúcar, com US$ 156,84 milhões (+665,3%). Outros países que importaram foram: Argélia (US$ 98,34 milhões; +72%); Malásia (US$ 69,86 milhões); Nigéria (US$ 56,17 milhões; +15,3%) e Emirados Árabes Unidos (US$ 50,69 milhões).

Website: http://vmxagro.com.br/

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Brasil passa a fazer parte do Protocolo de Nagoia sobre biodiversidade

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Recuperação mata atlântica/ fauna/ flora

Documento regulamenta repartição de recursos genéticos.

O Brasil depositou na Organização das Nações Unidas (ONU) a carta de ratificação do Protocolo de Nagoia, que regulamenta o acesso e a repartição de benefícios, monetários e não monetários, dos recursos genéticos da biodiversidade. De acordo com nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente, o documento assinado pelo presidente Jair Bolsonaro foi entregue ontem (4) à ONU.

O protocolo é um acordo multilateral acessório à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), elaborada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92), realizada no Rio de Janeiro em 1992. Ele foi concluído durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção (COP-10), em 2010, em Nagoia, no Japão, e assinado pelo Brasil no ano seguinte, em Nova York.

O documento tem por objetivo viabilizar a repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos da biodiversidade, como plantas, animais e micro-organismos, e dos conhecimentos tradicionais a eles associados. O tratado abrange pontos como pagamento de royalties, estabelecimento de joint ventures (associação de empresas), financiamentos de pesquisa, compartilhamento de resultados e transferência de tecnologias e capacitação.

Como é um tratado internacional, a entrada em vigor no Brasil dependia de aprovação do Congresso Nacional. Em agosto do ano passado, o documento foi então aprovado pela Câmara e pelo Senado e promulgado em decreto legislativo. “A entrega da carta de ratificação encerra um processo de debates que se estendia há anos no âmbito do governo federal e do Poder Legislativo. O engajamento do governo e o compromisso estabelecido entre representações do agronegócio e da área ambiental propiciaram a conclusão do processo de ratificação”, diz nota conjunta.

De acordo com o governo, o Brasil poderá participar das deliberações futuras no âmbito do protocolo, que ocorrerão já a partir da próxima Conferência das Partes da CDB, “na qualidade de país que dispõe de legislação avançada sobre biodiversidade e repartição de benefícios e que conta com um setor agropecuário moderno, com inestimáveis recursos genéticos derivados de seu patrimônio ambiental”.

Para os ministérios, a adesão do país ao Protocolo de Nagoia contribuirá para trazer segurança jurídica aos usuários e fornecedores de material genético e poderá desempenhar papel importante no processo de valorização dos ativos ambientais brasileiros, sobretudo no âmbito do pagamento por serviços ambientais e no desenvolvimento da bioeconomia.

“O Brasil reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e seu engajamento com o sistema multilateral, ao mesmo tempo em que persegue sua autonomia tecnológica e econômica e o fortalecimento da soberania sobre os recursos naturais em seu território”, finaliza a nota.

 

Por | Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

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Iniciativa busca investimentos para projetos sustentáveis no Amazonas

Nascida na pandemia, empresa de impacto social quer mostrar potencial do estado em pesquisa, inovação, tecnologia e bioeconomia

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5/3/2021 – “Estamos conversando com instituições financeiras e empresas de tecnologia”, revela Tatiane.

Nascida na pandemia, empresa de impacto social quer mostrar potencial do estado em pesquisa, inovação, tecnologia e bioeconomia

A pandemia da Covid-19 escancarou as necessidades do Amazonas e provocou uma rede de solidariedade para sanar a falta de insumos básicos de saúde, como a escassez de oxigênio. A tragédia colocou a lupa no estado que precisa mais do nunca ser reconstruído. Uma iniciativa nascida no início da crise sanitária busca apoio para essa reconstrução, dando visibilidade para projetos socioambientais alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Liderado pela amazonense Tatiane Simão, o Somos Todos Amazonas quer mostrar o potencial do estado em tecnologia, pesquisa, inovação e bioeconomia. Para isso, selecionou 15 projetos de entidades, como o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT) e a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), para buscar investimentos no Brasil e no exterior. E fez alianças institucionais importantes com o Polo Digital, a Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável (Abraps) e o governo do estado do Amazonas.

“Com as parcerias fechadas e os projetos definidos, passamos para a etapa de captação. Estamos conversando com instituições financeiras e empresas de tecnologia”, revela Tatiane.

Entre os projetos selecionados está o Programa Carbono Neutro (PCN), do Idesam, que permite que empresas, iniciativas e pessoas neutralizem suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), responsabilizando-se pelo impacto que geram ao planeta.

“Fazemos a equação para identificar o volume de emissões de cada organização e transformamos essa quantidade em número de árvores que precisam ser plantadas. Também capacitamos produtores locais, entregamos mudas de qualidade e ajudamos na preparação do terreno para produzir. Com isso, temos um sistema que compensa as emissões desse parceiro e, ao mesmo tempo, os produtores têm assistência técnica e ajuda para a produção sustentável e para a comercialização”, explica Carlos Gabriel Koury, diretor-técnico do Idesam.

O Programa Carbono Neutro contempla mais de 70 famílias dos municípios de Apuí, Itapiranga e São Sebastião do Uatumã e já plantou mais de 100 mil árvores. Com metas ambiciosas, o programa busca mais empresas interessadas na carboneutralização. “O Somos Todos Amazonas traz a oportunidade de visibilidade ao projeto. Pensando no Brasil inteiro, só 10% da população está no Amazonas, então temos que nos conectar aos outros 90%”, pontua Koury.

O crescente interesse das empresas por práticas sustentáveis impulsiona o trabalho do Somos Todos Amazonas, que também busca negócios de baixo impacto ambiental para se instalar no estado. Os benefícios fiscais oferecidos pela Zona Franca de Manaus são atrativos.

“O Somos Todos Amazonas surgiu na emergência da pandemia e foi crescendo de forma orgânica, tornando-se uma empresa de impacto socioambiental e trazendo em seu DNA o desenvolvimento sustentável do estado”, afirma Tatiane.

Website: https://somostodosamazonas.com.br/

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Por que a avó materna é tão importante para os netos?

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Por que a avó materna é tão importante para os netos?

Entenda essa ligação de amor que transcende gerações.

Há uma ligação muito especial entre a avó materna e os seus netos e isso não surpreende ninguém. Essa relação é muito importante na vida de uma criança por muitos motivos e isso não se deve apenas pelo aspecto emocional. Muitos netos podem não frequentar tanto a casa da avó, porém, mesmo assim, eles estão unidos para toda a vida.

A avó materna é em particular “acusada” de ter responsabilidade direta com os netos. Além disso, sua influência passa por gerações, devido aos valores e aprendizados que ela ensina.

Além disso, em relação a genética, ela também é muito importante. Esta mulher é literalmente duplamente mãe, principalmente se sua prole for do sexo feminino. A mulher nasce com os óvulos já desenvolvidos, ou seja, seus netos também estavam dentro do seu ventre durante a gestação.

Como a ciência esclarece a importância da avó materna?

Conforme a teoria de Alejandro Jodorowsky, ensaísta chileno, não importa sua afinidade ou quantas lembranças de infância você tem da sua avó materna, pois você está ligado a ela por genes. Considerando essa abordagem, devemos analisar cuidadosamente como uma criança recebeu tal influência.

Aparentemente, a carga genética transmitida da mãe para o filho está diretamente relacionada à avó. De todos os avós, a avó materna é a que tem maior participação na herança genética.

A semelhança não necessita ser física, mas certamente esta avó deixou sua marca no nível genético. Muitas vezes, a semelhança é totalmente perceptível, como uma verruga, seus olhos ou a maneira como você anda. Também existem semelhanças internas, como por exemplo as características dos ossos, músculos ou e até alguma doença.

A formação do bebê dentro do útero da mãe recebe muito material biológico materno. Apesar de ambos os pais tenham participação de 50% na formação do embrião, para que ele se desenvolva, ele deve continuar se alimentando da mãe. Ou seja, quando acaba geneticamente a participação do pai, a mãe continua agindo.

Se a avó colaborou de alguma maneira na formação de seu neto conforme o seu DNA, então seus traços podem ser transferidos para a criança. Porém, Jodorowsky esclarece que não são apenas as características físicas que são herdadas. Aparentemente, as experiências emocionais da avó materna igualmente podem ser herdadas.

Conforme o ensaísta Jodorowsky, as emoções que a avó vivenciou ao engravidar da filha foram transferidas para ela e talvez para os futuros netos. Sendo assim, essa influência emocional pode continuar ativa no DNA, mesmo após uma geração.

Como sabemos, a informação do DNA mitocondrial, ou seja, aquele que é oriundo da mãe, é maior no momento da formação do embrião. O esperma do pai precisa desse tipo de informação, então os avós paternos não agem mais. Porém, alguns estudos genéticos estimam que as características genéticas do pai são mais dominantes em relação à hereditariedade.

Da mesma maneira, de um ponto de vista amplamente sentimental, na maioria dos casos, a avó materna está muito mais envolvida com a gravidez, o parto e a criação dos netos. A relevância desta figura é indiscutível. Podemos não perceber o que herdamos das nossas avós, mas sua presença em nossas vidas é muito importante em todos os pontos de vista.

 

Por | Suzana Villanuevawww.educadoreslive.com

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