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ONU lista princípios para redução do impacto da pandemia na carreira de mulheres

Milhões de mulheres deixaram a força de trabalho no Brasil desde o início da pandemia. As empresas precisam criar programas destinados a apoiar suas funcionárias e trazê-las de volta ao mercado de trabalho.

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São Paulo 9/3/2021 – Se a igualdade de gênero avançasse, poderia ser dado um impulso de 12 bilhões de dólares no PIB mundial de agora até 2025.

Milhões de mulheres deixaram a força de trabalho no Brasil desde o início da pandemia. As empresas precisam criar programas destinados a apoiar suas funcionárias e trazê-las de volta ao mercado de trabalho.

Um ano após o início da pandemia do coronavírus, 8,5 milhões de mulheres deixaram o trabalho no Brasil, os dados são do último levantamento feito pela Pnad (Pesquisa Nacional de Domicílios),  do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho a OIT, sobre o impacto da pandemia de Covid-19 no mundo do trabalho, globalmente cerca de 5% das mulheres contra 3,9 % dos homens  perderam seus empregos, nos EUA, 2,3 milhões de mulheres deixaram o trabalho desde o início da pandemia, na América Latina, 13 milhões de mulheres ficaram sem trabalho devido à pandemia de Covid-19.

A crise econômica em decorrência de Covid-19 agravou as disparidades de gênero na força de trabalho e gerou um retrocesso de ao menos uma década. Ao contrário de outras recessões modernas, a recessão pandêmica está afetando fortemente setores como hotelaria e varejo, esses setores empregam muitas mulheres, e é um dos causadores do desemprego de mulheres no mundo, outro fator importante é que não se trata apenas de demissões, desde o início da pandemia muitas mulheres deixaram o trabalho devido ao fechamento de escolas e creches, e as necessidades de cuidados com idosos, as implicações são de longo alcance, esse êxodo pode fazer com que o progresso das mulheres no mercado de trabalho retroceda uma geração inteira e resultar em um aumento da disparidade salarial de gênero. “Este é um momento importante para os empregadores descobrirem como podem reagir, as empresas precisam criar programas destinados a apoiar suas funcionárias e trazê-las de volta ao mercado de trabalho”, aponta Neiva Gonçalves Diretora de Carreira da Success People.

Ciente do papel das empresas para o crescimento das economias e para o desenvolvimento humano, a ONU Mulheres e o Pacto Global criaram os Princípios de Empoderamento das Mulheres. Os Princípios são um conjunto de considerações que ajudam a comunidade empresarial a incorporar em seus negócios valores e práticas que visem à equidade de gênero e equiparação salarial.

Estes são os sete Princípios de Empoderamento das Mulheres:

  1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
  2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
  3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
  4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
  5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
  6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
  7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

 

“Queremos construir um mundo de trabalho distinto para as mulheres”, relata Phumzile Mlambo-Ngcuka, subsecretária geral das Nações Unidas e diretora executiva da ONU Mulheres, “À medida que crescem, as meninas devem ter a possibilidade de acessar ampla variedade de carreiras e devem ser encorajadas a decidir para além das opções tradicionais que lhes permitam conseguir empregos na indústria, arte, função pública, agricultura moderna e ciência. No mundo, é necessária uma mudança significativa na educação de meninas, se a igualdade de gênero avançasse, poderia ser dado um impulso de 12 bilhões de dólares no PIB mundial de agora até 2025”, complementa.

De acordo com Flavia de Oliveira, psicóloga especializada em desenvolvimento pessoal e gestão de carreiras na Success People, para alcançar a igualdade no ambiente de trabalho será preciso ampliar as oportunidades: “É necessário ser dada a voz para as próprias mulheres gerarem as soluções que permitam superar as barreiras atuais, é preciso atuar com determinação para eliminar a discriminação que as mulheres se deparam e que convergem para além do tema de disparidade salarial”.

Para Bárbara Gomes, especializada em Neurociência aplicada no RH, integrante do comitê de inovações da Success People a pandemia trouxe reflexões  no que se refere a força da liderança feminina: “Em um contexto de tanta instabilidade as mulheres demonstraram ser muito mais assertivas e bem-sucedidas do que os homens no enfrentamento da crise de Covid-19, Jacinda Ardern, a Primeira-ministra da Nova Zelândia, país que teve a melhor resposta ao vírus em todo o mundo, com baixíssimo índice de contágio, Angela Merkel, chanceler da Alemanha, sempre muito firme encarou com coragem o problema obtendo excelentes resultados e Luiza Helena Trajano, no Brasil, a dona do Magazine Luiza que conseguiu valorizar a sua marca durante a pandemia criando oportunidades, estão entre as líderes que são exemplos da capacidade feminina, os pontos fortes dessa liderança são a coragem no enfrentamento com rápida reação em momentos difíceis, tomadas de decisões, intuição e afeição pelo próximo”.

 

Website: http://www.successpeople.com.br

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Covid-19: pessoas já infectadas devem esperar um mês antes de vacinar

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Crédito: ©Tânia Rêgo/Agência Brasil

Recomendação é de médicos infectologista.

O Brasil registrou até ontem (10) 13.445.006 pessoas infectadas desde o início da pandemia, cerca de 6% da população brasileira. No momento em que a vacinação contra a covid-19 está sendo realizada no país, uma das dúvidas mais comuns é o que muda no caso de quem já teve a doença quando da aplicação da vacina.

Segundo o infectologista Hemerson Luz, quem já teve a covid-19 deve esperar ao menos um mês antes de tomar a vacina contra a doença. Esse intervalo é contado a partir de 14 dias depois do diagnóstico positivo, quando foi convencionado que a pessoa se livra do vírus.

Ele explica que ainda não há publicações e estudos demonstrando efeitos, mas que médicos têm adotado esse tempo mínimo para evitar potenciais efeitos adversos.

Se a pessoa tiver com a doença aguda, com febre e com sintomas da covid-19, ela não deve se vacinar. Antes disso, deve procurar um médico para receber orientações e ter um diagnóstico se está ou não com a covid-19.

“Se tiver com sintomas vou esperar encerrar o meu quadro. Se eu tiver com sintomas, tenho que procurar o médico para verificar o diagnóstico. Se tiver infectado, tem que aguardar até resolver o quadro e aí depois de 30 dias”, explica o infectologista.

Luz lembra que a vacina pode causar efeitos adversos, em geral no local da aplicação, como inchaço, vermelhidão, febre ou indisposição. Mas essas reações não duram mais de 48 horas e podem ser tratadas com remédios como analgésicos e antitérmicos.

O infectologista alerta que quem já foi infectado pode contrair a covid-19 novamente, mas o quadro deve ser brando. “A [vacina] CoronaVac tem eficácia de 50% para pegar a doença, mas é 100% eficaz contra o caso grave. A [vacina] Oxford/AstraZeneca é um pouco mais efetiva, a 70%, mas mesmo assim existe possibilidade de ficar doente”, disse.

O infectologista ressalta a importância da vacinação mesmo para quem já teve a covid-19. E acrescenta que não é preciso ter receio, pois não há chance da vacina causar doenças. Mesmo aquelas que utilizam vírus inativados não têm qualquer possibilidade de replicação do vírus no organismo.

 

Por | Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília

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Cadastro de imóveis rurais será completamente digitalizado

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Crédito: ©Marcelo Camargo/Agência Brasil

Procedimento poderá ser concluído em página da Receita na internet.

Os donos de imóveis rurais não precisarão mais ir a uma unidade de atendimento da Receita Federal para atualizarem ou cadastrarem a propriedade. O procedimento poderá ser concluído diretamente no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC).

Agora, todos os documentos pedidos pela Receita Federal para validar o cadastro rural podem ser enviados digitalmente pelo e-CAC. Segundo o Ministério da Economia, a medida faz parte do Plano de Ação da Receita Federal no cenário pós-pandemia e contribui para a digitalização dos serviços públicos.

Os documentos serão enviados ao e-CAC por meio de Dossiê Digital de Atendimento. Caso sejam necessários novos documentos, eles deverão ser apresentados por meio da juntada de documentos, disponível na aba “Meus Processos”. Esclarecimentos adicionais e a confirmação de que o cadastro foi concluído passarão a ser efetuados eletronicamente.

Todos os imóveis rurais precisam ser inscritos no Cadastro de Imóveis Rurais (Cafir), mesmo os que têm imunidade ou isenção de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). Administrado pela Receita Federal, o Cafir lista os titulares, os condôminos e copossuidores das propriedades rurais.

Além do Cafir, os imóveis rurais são registrados no Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (Cnir), que integra dados do Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O envio eletrônico de documentos está disponível para quem inicia o processo pelos dois cadastros. Tanto quem usa o Sistema Cnir como para quem usa o Sistema Coletor Web, associado ao Cafir e administrado pela Receita Federal, poderá concluir o processo pelo e-CAC.

 

Por | Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

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Intelsat abre três novos Centros de Suporte a Clientes no Brasil, África do Sul e Índia

Empresa expande sua capacidade de atendimento ao cliente

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9/4/2021 –

Empresa expande sua capacidade de atendimento ao cliente

A Intelsat, operadora da maior rede integrada terrestre e por satélite do mundo, está expandindo sua capacidade de suporte ao cliente com a abertura de três novos Centros de Operações aos Clientes no Rio de Janeiro (Brasil), em Joanesburgo (África do Sul) e em Chennai (Índia).

Os centros são um componente-chave da experiência ao cliente Intelsat, 24 horas por dia, 7 dias por semana, fornecendo solução de problemas no idioma local, ativações de serviço, monitoramento e todo tipo de suporte em diferentes fusos horários e idiomas, incluindo português, inglês, francês e espanhol.

Todos os três centros já estão em operação, com funcionários trabalhando remotamente por causa das precauções de segurança para evitar a COVID-19. E todos foram concebidos tendo como base os Centros de Suporte ao Cliente da Intelsat existentes em Ellenwood, na Geórgia e McLean, na Virginia.

A Intelsat contratou 10 funcionários para o centro sediado no Rio de Janeiro e planeja contratar especialistas adicionais no segundo semestre de 2021. Os técnicos da equipe são fluentes em português e espanhol para ajudar a atender às centenas de clientes da Intelsat em toda a América Latina. A Intelsat também planeja incluir mais especialistas às equipes de Joanesburgo e Chennai até o fim do ano.

“Ser capaz de fornecer esse tipo de suporte aos nossos clientes, em sua própria região e idioma, é uma grande mudança. Nossa equipe sabe exatamente como resolver qualquer problema para que nossos clientes não tenham preocupação alguma”, explica Felippe Paiva, especialista sênior em atendimento ao cliente na Intelsat Brasil.

Paiva e outros especialistas do Centro de Operações aos Clientes irão ajudar a:

– Resolver quaisquer problemas técnicos ou de serviço;
– Monitorar sinais e níveis de serviço;
– Realizar consultas sobre novos serviços e soluções;
– Ativar e configurar novos serviços e terminais.
– “Estamos expandindo nossa infraestrutura de suporte para potencializar o futuro de nossos clientes,” diz Mike DeMarco, Chief Services Officer da Intelsat. “Nossas equipes regionais falam a língua local, entendem a cultura, as prioridades, as equipes e as plataformas de serviço dos nossos clientes.”

DeMarco completa, “A excelente equipe de operações de experiência ao cliente da Intelsat fornece uma camada adicional de suporte técnico aos nossos clientes, com um time dedicado para garantir não só o atendimento como a superação de suas expectativas. É a experiência completa da Intelsat – nossa rede, nosso pessoal e nosso suporte ao cliente – que nos torna os melhores nesse mercado.”

Além de suporte presencial ao vivo, a Intelsat também oferece a conveniência de várias ferramentas digitais de autoatendimento para simplificar a experiência de serviço de seus clientes. “Para saber mais sobre o suporte ao cliente Intelsat, basta acessar: www.intelsat.com/about-us/customer-experience/.

Website: https://www.intelsat.com/pt-br/

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