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UNIFAL-MG: Balanço da Onda Roxa em uma semana

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Foto: Reprodução/Freepik

Uma semana de Onda Roxa em Minas Gerais foi insuficiente para reverter o quadro epidemiológico, aponta estudo da UNIFAL-MG.

Em suplemento ao boletim de indicadores de Covid-19 divulgado nesta quinta-feira, 25/03, após uma semana de Onda Roxa, pesquisadores da UNIFAL-MG afirmam que a situação epidêmica da Covid-19 em Minas Gerais não foi revertida, assim como o cenário da região sul de Minas.

De acordo com o estudo, liderado pelo epidemiologista e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Sinézio Inácio da Silva Júnior, já era esperado que apenas uma semana não fosse suficiente para mudar o quadro epidemiológico. Coerente com o pouco tempo decorrido de vigência da Onda Roxa em Minas Gerais, uma semana após a implantação da medida, o quadro epidemiológico geral não apenas não melhorou, como teve piora”, avaliam no estudo.

Segundo os pesquisadores, os números mostram índice de 33% de isolamento social vivido no estado e 32% na região sul de Minas.  O boletim destaca que são necessários índices acima de 60% para que seja constatada maior efetividade no controle e diminuição dos casos.

“Após uma semana de Onda Roxa, há tendência de crescimento de casos, internações e óbitos na região sul do estado. Na regional de Alfenas, houve crescimento na média semanal de casos e internações em relação à situação de estabilidade verificada no primeiro dia de onda roxa (17/03/2021) e o crescimento de mortes foi o maior entre as regionais”, alerta a equipe responsável pela pesquisa.

O estudo apresenta como aspecto positivo, somente a tendência de internações para o estado, que manteve em estabilidade. No entanto, os pesquisadores observam que essa estabilidade no quadro é de superlotação, o que ainda é considerado extremamente grave.

Nenhuma das 14 regiões mineiras apresentou tendência de diminuição de casos, após a primeira de Onda Roxa, o que na avaliação dos pesquisadores pode ser interpretado como uma “leve piora”.  “A região Triângulo Norte no primeiro dia da Onda Roxa apresentava tendência de diminuição da curva de casos, mas uma semana depois essa tendência se reverteu para estabilidade. Exatamente as únicas três regiões do território mineiro que se apresentam em estabilidade e não crescimento (Noroeste, Triângulo Norte e Sul), são justamente aquelas que recentemente vivenciaram as situações mais dramáticas antes da Onda Roxa”, ressaltam os pesquisadores.

Conforme análise, nessas regiões, já tinham sido adotadas as medidas de prevenção mais rígidas antes da onda roxa, dessa forma, elas vivenciam agora uma melhora no ritmo do contágio. “Nas outras 12 regiões de Minas Gerais e no estado como um todo, o ritmo do contágio segue crescendo. Desde o início da Onda Roxa até uma semana depois, entre os dez municípios com as maiores populações sul-mineiras, observamos que apenas Varginha não piorou em aumento de casos novos, mantendo-se na situação de uma semana atrás.”

O balanço da primeira semana da Onda Roxa mostra ainda que considerando toda a região sul-mineira, é possível observar que dos seus 154 municípios (100%), 100 (65%) municípios pioraram a situação em número de novos casos, 7 (5%) ficaram na mesma situação e 47 (30%) melhoraram.

Na região sul de Minas, registrou-se o aumento de 39% na média semanal de casos nesse período entre o início da Onda Roxa e uma semana depois. “Desde o último dia 21 de março, o sul-mineiro vem quebrando sucessivos recordes de média semanal de novos casos, marcando uma semana depois de iniciada a Onda Roxa o valor do recorde atual de 1.301”, enfatizam os pesquisadores.

Os boletins semanais integram o projeto de Iniciação Científica “Indicadores Covid-19”, cujo objetivo é verificar o perfil epidemiológico e possíveis correlações entre parâmetros de saúde e a evolução da doença nacional e regionalmente, bem como monitorar o número de casos confirmados, recuperados, internados e óbitos.

Coordenado pelo pelo epidemiologista Sinézio Inácio da Silva Júnior, o projeto conta com a participação das pesquisadoras Ana Carolina Carvalho da Silva, acadêmica do curso de Farmácia, e Ana Clara Figueredo Dias, do curso de Biomedicina.

Acesse o boletim completo aqui.

As edições do boletim são divulgadas semanalmente e podem ser acessadas no endereço: https://www.unifal-mg.edu.br/portal/indicadores-covid-19/.

 


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Cadastro de imóveis rurais será completamente digitalizado

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Crédito: ©Marcelo Camargo/Agência Brasil

Procedimento poderá ser concluído em página da Receita na internet.

Os donos de imóveis rurais não precisarão mais ir a uma unidade de atendimento da Receita Federal para atualizarem ou cadastrarem a propriedade. O procedimento poderá ser concluído diretamente no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC).

Agora, todos os documentos pedidos pela Receita Federal para validar o cadastro rural podem ser enviados digitalmente pelo e-CAC. Segundo o Ministério da Economia, a medida faz parte do Plano de Ação da Receita Federal no cenário pós-pandemia e contribui para a digitalização dos serviços públicos.

Os documentos serão enviados ao e-CAC por meio de Dossiê Digital de Atendimento. Caso sejam necessários novos documentos, eles deverão ser apresentados por meio da juntada de documentos, disponível na aba “Meus Processos”. Esclarecimentos adicionais e a confirmação de que o cadastro foi concluído passarão a ser efetuados eletronicamente.

Todos os imóveis rurais precisam ser inscritos no Cadastro de Imóveis Rurais (Cafir), mesmo os que têm imunidade ou isenção de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). Administrado pela Receita Federal, o Cafir lista os titulares, os condôminos e copossuidores das propriedades rurais.

Além do Cafir, os imóveis rurais são registrados no Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (Cnir), que integra dados do Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O envio eletrônico de documentos está disponível para quem inicia o processo pelos dois cadastros. Tanto quem usa o Sistema Cnir como para quem usa o Sistema Coletor Web, associado ao Cafir e administrado pela Receita Federal, poderá concluir o processo pelo e-CAC.

 

Por | Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

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Intelsat abre três novos Centros de Suporte a Clientes no Brasil, África do Sul e Índia

Empresa expande sua capacidade de atendimento ao cliente

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9/4/2021 –

Empresa expande sua capacidade de atendimento ao cliente

A Intelsat, operadora da maior rede integrada terrestre e por satélite do mundo, está expandindo sua capacidade de suporte ao cliente com a abertura de três novos Centros de Operações aos Clientes no Rio de Janeiro (Brasil), em Joanesburgo (África do Sul) e em Chennai (Índia).

Os centros são um componente-chave da experiência ao cliente Intelsat, 24 horas por dia, 7 dias por semana, fornecendo solução de problemas no idioma local, ativações de serviço, monitoramento e todo tipo de suporte em diferentes fusos horários e idiomas, incluindo português, inglês, francês e espanhol.

Todos os três centros já estão em operação, com funcionários trabalhando remotamente por causa das precauções de segurança para evitar a COVID-19. E todos foram concebidos tendo como base os Centros de Suporte ao Cliente da Intelsat existentes em Ellenwood, na Geórgia e McLean, na Virginia.

A Intelsat contratou 10 funcionários para o centro sediado no Rio de Janeiro e planeja contratar especialistas adicionais no segundo semestre de 2021. Os técnicos da equipe são fluentes em português e espanhol para ajudar a atender às centenas de clientes da Intelsat em toda a América Latina. A Intelsat também planeja incluir mais especialistas às equipes de Joanesburgo e Chennai até o fim do ano.

“Ser capaz de fornecer esse tipo de suporte aos nossos clientes, em sua própria região e idioma, é uma grande mudança. Nossa equipe sabe exatamente como resolver qualquer problema para que nossos clientes não tenham preocupação alguma”, explica Felippe Paiva, especialista sênior em atendimento ao cliente na Intelsat Brasil.

Paiva e outros especialistas do Centro de Operações aos Clientes irão ajudar a:

– Resolver quaisquer problemas técnicos ou de serviço;
– Monitorar sinais e níveis de serviço;
– Realizar consultas sobre novos serviços e soluções;
– Ativar e configurar novos serviços e terminais.
– “Estamos expandindo nossa infraestrutura de suporte para potencializar o futuro de nossos clientes,” diz Mike DeMarco, Chief Services Officer da Intelsat. “Nossas equipes regionais falam a língua local, entendem a cultura, as prioridades, as equipes e as plataformas de serviço dos nossos clientes.”

DeMarco completa, “A excelente equipe de operações de experiência ao cliente da Intelsat fornece uma camada adicional de suporte técnico aos nossos clientes, com um time dedicado para garantir não só o atendimento como a superação de suas expectativas. É a experiência completa da Intelsat – nossa rede, nosso pessoal e nosso suporte ao cliente – que nos torna os melhores nesse mercado.”

Além de suporte presencial ao vivo, a Intelsat também oferece a conveniência de várias ferramentas digitais de autoatendimento para simplificar a experiência de serviço de seus clientes. “Para saber mais sobre o suporte ao cliente Intelsat, basta acessar: www.intelsat.com/about-us/customer-experience/.

Website: https://www.intelsat.com/pt-br/

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Expectativa de vida aumenta e demanda urgência nas reservas financeiras

Especialista destaca que, além dos cuidados com a saúde, viver a vida mais longa que as estatísticas têm apontado requer empenho no âmbito financeiro e previdenciário

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9/4/2021 –

Especialista destaca que, além dos cuidados com a saúde, viver a vida mais longa que as estatísticas têm apontado requer empenho no âmbito financeiro e previdenciário

Dados publicados pelo IBGE indicam que a esperança de vida ao nascer no Rio Grande do Sul passou de 72,4 anos em 2000 para 78,3 anos em 2018. Na comparação com a expectativa de vida da década de 40, a estatística atualizada representa um ganho de mais de 30 anos de vida.

Um aumento que, na opinião de especialistas em áreas como a previdenciária, tem dois vieses possíveis: ao mesmo tempo em que traz entusiasmo, também aumenta a responsabilidade e os esforços necessários para que o tempo a mais de vida seja vivido com mais qualidade.

Conforme Danielle Cristine da Silva, servidora pública do estado do Rio Grande do Sul e diretora-presidente da Fundação RS-Prev, o cenário de uma vida mais longeva exige cada vez mais das políticas públicas de saúde promovidas pelos entes federativos (União, estados e municípios), e se constitui como um grande desafio para a previdência social (pública e privada), mas os esforços não podem ser exclusivos destes agentes.

“Chamo atenção para um aspecto: é necessário que o próprio beneficiário desta vida longa seja previdente, seja o maior responsável pela busca de seu futuro confortável”, ressalta Danielle.

Para a presidente, pensar, planejar e efetivamente agir em prol da acumulação de uma reserva financeira, voltada a assegurar uma aposentadoria digna e suficiente, é o caminho mais indicado para quem se preocupa em viver bem por muitos anos.

“Logo, é necessário iniciar o quanto antes a prática de reservar. E uma boa opção para isto é a adesão a uma previdência complementar”, explica a executiva.

Segundo ela, isto se dá porque, assim como o desejo de se ter longevidade com uma boa saúde física e mental demanda muito empenho nos cuidados com alimentação, exercícios físicos, entre outros, fazer uma reserva financeira, por meio de uma previdência complementar, também exige atitude e, além disso, urgência.

“Viveremos mais tempo do que viveram nossos antepassados! Para que este tempo a mais seja bem aproveitado, agora é a hora de prepararmos nossas reservas financeiras”, finaliza Danielle.

 

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