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Começa na próxima terça(14), a 26a CASACOR Minas Gerais

A CASACOR Minas, o primeiro grande evento da capital desde o início da pandemia, será aberta ao público no próximo dia 14, seguindo um rigoroso protocolo com o objetivo de garantir a segurança de todos os participantes e do público.

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Começa na próxima terça(14), a 26a CASACOR Minas Gerais
Henrique Queiroga / Casa Voktum - Barbara Nobre

Todas as energias estão concentradas neste momento na finalização das obras para a abertura para o público, da 26ª edição da CASACOR Minas, considerado o maior evento do setor no estado. A seleção de profissionais deste ano inclui um vasto time formado por veteranos, além de jovens talentos da arquitetura, do design e também do paisagismo. Serão ao todo 47 ambientes, concebidos por 71 profissionais. O tema central desta edição é “A Casa Original”. A temática provoca uma série de reflexões, sobretudo pelo evidente desejo de retorno às origens, buscando na ancestralidade e na simplicidade o equilíbrio necessário entre o passado e o futuro. A inspiração para o conceito surgiu antes mesmo da pandemia, que trouxe como principal consequência, a ressignificação da nossa relação com a casa, inaugurando uma série de novas reflexões sobre o morar contemporâneo.

Entre os arquitetos e designers de interiores que participam desta edição estão veteranos como Lena Pinheiro, Patrícia Hermanny, Cristina Menezes, Flávio Bahia, Lena Pinheiro e Norah Fernandes, além de profissionais de destaque no mercado como Alexandre Rousset, Ângelo Coelho, Ângelo Coelho Filho e Cristina Morethson, Júnior Piacesi, Sérgio Vianna, Juliana Vasconcellos, Rosângela Brandão Mesquita, Janaina Pacheco, Patrícia Abreu, Roger Lages, José Lourenço, Linda Martins, Andrea Pinto Coelho, Casa Tereze, Daniel Tavares, Igor Zanon, Bárbara Nobre, além de uma intervenção do designer Gustavo Greco e da fotógrafa Leca Novo. Somam-se à lista, um time de estreantes na mostra como Duo Arquitetos, Cynthia Vianna, Liga Arquitetura, João Daniel Silva, Evandro Melato, Ivia Maia, Rafael Mineiro, entre outros, ampliando também de forma expressiva a participação de profissionais do interior do estado.

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Jomar Bragança / Casa da Serra – Júnior Piacesi

Outro ponto interessante é que esta é uma das edições com grande destaque ao paisagismo uma vez que a maior parte dos ambientes estará concentrada nas áreas abertas do Palácio das Mangabeiras. Serão seis ao todo: Droysen Tomich, Felipe Fontes, Katiene Rodrigues, Nãna Guimarães, Rafael Mineiro e Valter Braga. Todos revelando soluções, ampliando o desejo de um maior contato com a natureza e, naturalmente, reverenciando o grande mestre Roberto Burle Marx, autor dos jardins originais do Palácio das Mangabeiras, pela segunda edição, palco da CASACOR Minas. 

O público irá se surpreender com os projetos e soluções apresentadas nesta edição. Entre os destaques estão uma série de projetos que foram inteiramente construídos especialmente para o evento, utilizando métodos construtivos inovadores, reduzindo significativamente os impactos ambientais. A CMC, indústria do grupo mineiro Lafaete, forneceu 25 módulos, cada um com 12 metros quadrados e pé direito de três metros, uma tecnologia que se assemelha na forma, mas que é bastante diferente dos contêineres marítimos, uma vez  que sã construídos de forma industrial e exclusivamente para a construção de habitações, assumindo diversas medidas, o que possibilita mais opções aos projetos.

Além de sintonizados com a sustentabilidade, os ambientes permitem mais segurança aos visitantes, por serem edificações ao ar livre. A tudo isso, soma-se o novo formato: quem visitou a edição de 2019, também no Palácio das Mangabeiras irá se surpreender. O lugar é o mesmo, mas tudo mudou. A partir da entrada, a sensação é de estar em um outro endereço. Leveza, alto astral, paisagismo exuberante e projetos incríveis de ambientes para serem vivenciados do lado de fora e deliciados do lado de dentro. Dentro do Palácio das Mangabeiras, novos impactos esperam o visitante.

A partir da entrada, que conta com Pavilhão assinado por Andrea Pinto Coelho, a sensação é de estar em um outro endereço. Leveza, alto astral, paisagismo exuberante criando cenários bucólicos como o espaço Horto Laguna, assinado por Rafael Mineiro e Natália Azevedo, um pequeno oásis que inclui um lago, que na verdade é uma piscina natural, cercada de plantas. Outro destaque é a intervenção Siré (Xirê) assinada pelo designer Gustavo Greco reunindo diversos cobogós em mogno africano, exibindo dentro de um pequeno labirinto, símbolos que representam os orixás. A partir daí o público poderá encontrar uma série de ambientes incríveis, projetados para serem vivenciados do lado de fora e deliciados do lado de dentro.

É o caso do espaço projetado por Júnior Piacesi, que se chama Casa da Serra, todo em estrutura metálica encapada por breezes, com rasgos de luz no teto, revestido em madeira, da Duratex. Nele, a proporção interna se equivale à do deck externo, ambos com 150m2 cada. No ambiente projetado por Sérgio Vianna, batizado de Gourmet dos Sentidos Deca, recursos tecnológicos e integração com a natureza funcionam em total sintonia. Na parte interna, a ilha é o ponto central, para preparo de receitas culinárias e, do lado de fora, um deck suspenso propõe uma cena mais rústica integrada à natureza, além de total integração com a natureza surpresas para encantar o visitante. A dupla Evandro Melato e Pabrício Amaral escolheram prestar uma homenagem ao minerador, geólogo, empresário e grande incentivador da cultura e da arte, Osmar Puperi, fundador da Quartzito do Brasil.

Na Casa Voktum, a arquiteta Barbara Nobre utiliza a transparência do vidro, tanto no teto como nas paredes externas, com a proposta de que o morador possa ver o céu e os jardins sem ter que sair do conforto de ambientes integrados e fluidos. Bárbara Fonseca e Lucas Belisário, da Liga Arquitetura apresentam o que há de mais moderno para uma casa de montagem rápida, com a Cabana Soluções Usiminas, inspirada no design escandinavo, que pode ser implantada em qualquer tipo de terreno e feita para durar uma vida inteira. No quesito arte, a Galeria Bel Lar surpreende o visitante tanto com o projeto de Patricia Hermanny, quanto com a brilhante curadoria de trabalhos do artista homenageado, Israel Kislansky.

Começa na próxima terça(14), a 26a CASACOR Minas Gerais

Henrique Queiroga / Espaço (COM)VIVER – Assis Humberto e Marcus Vinicius

Dentro do Palácio das Mangabeiras, novos impactos esperam o visitante. Destaque para o Gabinete, que tem projeto de Lena Pinheiro, para a Sala de Estar JK, assinada por Juliana Vasconcellos em parceria com a Studio 31, passando pela Sala de Jantar, de Flávio Bahia e Letícia Rennó, culminando com a Sala de Estar de Norah Fernandes e João Uchoa, recheada de peças modernistas garimpadas em antiquário. Completando a cena no interior do Palácio, os quartos chamam bastante atenção como a Suite Master da Maraú Design, o Quarto da Jovem Empreendedora, de Aline Castro e Natália Leite e o Quarto dos Filhos, da Situar Arquitetura. O cinema do Palácio, que está passando por um processo de restauro, foi transformado no Living Prima Linea, um espaço intimista do trio Ângelo Coelho, Ângelo Coelho Filho e Cristina Morethson. E a Galeria Abreu, de Patrícia Abreu, que também assina a Sala de Imprensa, é um espaço de apreciação artística, com destaque para os trabalhos de Christus Nóbrega.

Preservação e Memória

Em 2021, a CASACOR Minas continua investindo na preservação da memória, resgatando aspectos históricos da edificação. Nesta edição, apresentamos mais uma parte do projeto de recuperação e implementação dos jardins originais de Burle Marx, um trabalho desenvolvido pela paisagista Nãna Guimarães. E outra novidade é que a fonte criada por Burle Marx em uma das áreas externas laterais da construção foi inteiramente recuperada. Em dois níveis de pedra, ela tem como base um espelho d’água com espécies aquáticas e está em meio a um rico jardim que envolve tons de roxo e de verde, entre dracenas, marantas, asparagos, jiboias, peperoneas, columeias, samambaias e variedade de espécies que o preenche. Alguidares dentro e fora da água criam composição que os apresentam vazios e com plantas. Outra novidade para esta edição é que a CASACOR Minas, em parceria com a Codemge e a equipe da Novus 3D, desenvolveram um passeio virtual pelo Palácio das Mangabeiras mostrando como ele era na época de sua inauguração, em 1955. A visita foi desenvolvida a partir de um extenso levantamento histórico, resgatando imagens e dados do projeto original e será disponibilizada em breve aos visitantes.  

Gastronomia

A gastronomia sempre foi um dos pontos de destaque da CASACOR Minas, refletindo de forma muito fiel a relação que os mineiros possuem com a cozinha. Por conta disso, a mostra já foi palco de vários lançamentos, ativação de marcas e experimentação na área, reunindo a cada edição um público ávido por novidades. E nesta edição, mesmo neste contexto atípico que estamos enfrentando, não será diferente. A CASACOR Minas vem ampliando cada vez mais sua conexão com a cultura gastronômica, fomentando o setor, colocando-se na vanguarda das tendências.  

Focada em oferecer experiências cada vez mais inovadoras e marcantes para o público, a mostra está repleta de novidades. Quem assume a curadoria e concepção gastronômica desta edição é o premiado chef italiano Massimo Bataglini, que juntamente com Henrique Benerick, da Benericks, está a frente do Outland, um bar e restaurante a céu aberto, que alia boa gastronomia, uma extensa carta de coquetéis e, claro, um bom design. Levando essa proposta para dentro da CASACOR, o Outland comandará o restaurante, um café e os bares desta edição. O restaurante “Outland Al Mare” terá projeto arquitetônico assinado pela equipe do escritório Casa Tereze, oferecendo um menu exclusivo e o conceito foi todo inspirado no mar Adriático. Entre as apostas do chef estão o Rosbife de atum com mel de figo e amêndoas, melão, melancia e pepino e a Bruschetta com carpaccio de bacalhau cru.

A inspiração para o bar Benericks, no entorno da piscina, com projeto de Daniel Tavares e Cynthia Vianna, veio dos bares venezianos, e por este motivo, o Negroni será o tema principal e e o vermelho predomina. O cardápio contará com uma extensa carta de drinks e antepastos que fazem parte dos aperitivos italianos.

O café Panini e Jardim, assinado pela equipe da Duo Arquitetos, que faz sua estreia na mostra, em parceria com o paisagista Droysen Tomich, também funcionará sob comandando do chef Massimo Bataglini, que preparou um cardápio dedicado à criações que utilizam o pão como base principal.

A CASACOR Minas ainda conta com uma Cozinha Funcional, com projeto assinado por Ivia Maia e Mirlene Sales, que receberá uma programação com pequenos eventos gastronômicos, direcionados para grupos fechados.

Começa na próxima terça(14), a 26a CASACOR Minas Gerais

Gustavo Amorim / Horto Laguna – Horto dos Buritis

Segurança

Buscando oferecer um ambiente seguro para a visitação, a CASACOR Minas investiu em uma série de ações e de aparatos tecnológicos voltados para garantir a segurança de todos os presentes. A primeira delas será que as visitas deverão ser realizadas com hora marcada. O visitante terá a opção de escolher a faixa de horário pretendida durante o momento da compra do ingresso. Além do controle preciso de visitantes dentro da mostra e a visita agendada por horário, haverá ainda a higienização frequente de todos os espaços de circulação, dispensers de álcool gel em todos os ambientes e uma das principais mudanças está no processo de entrada na mostra, que será alterada para um modelo inovador e tecnológico.

O evento contará com catracas inteligentes, em que a pessoa poderá entrar por meio de reconhecimento facial ou ao apresentar um QR Code gerado durante a compra do ingresso pela internet. Durante a compra online, o visitante deverá marcar um horário para visitar a mostra. Assim, o sistema só liberará a entrada dentro da faixa especificada no ato da compra.  

Desenvolvida pela empresa ZK Teco, e comercializado pela Templuz, essa nova tecnologia de entrada é projetada para atuar em diferentes tipos de cenários, sendo compatível com a mais recente tecnologia de visão computacional. Além disso, as catracas estão preparadas para um volume de tráfego elevado e evitam qualquer tipo de contato físico e a formação de filas na bilheteria. Outro ponto importante é que a mostra investiu bastante em acessibilidade, proporcionando que cadeirantes possam possam explorar todos os ambientes.

A 26ª CASACOR Minas começa no dia 14 de setembro e segue até  17 de outubro, no Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte. As visitas deverão ser agendadas em horário fixo, visando controle de acesso do público. A maior parte dos ambientes estará concentrada nas áreas externas, uma área ao ar livre com mais de 12 mil metros quadrados, possibilitando a visitação de forma segura, além de garantir a realização de um rigoroso protocolo. Uma nova tecnologia permitira que visitantes tenham acesso à mostra sem nenhum tipo de contato com outra pessoa, acessando o evento através de uma catraca eletrônica que capaz de fazer o reconhecimento facial cadastrado na internet no ato da compra do ingresso.

 

Sobre a CASACOR Minas

A CASACOR é reconhecida como a maior e melhor mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas e reúne, anualmente, renomados profissionais. Em 2021 chega à sua 26a edição em Minas Gerais e com mais de 20 eventos nacionais (Alagoas, Bahia, Brasília, Campinas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Interior de SP, Litoral de SP, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina) e seis internacionais (Miami, Peru, Chile, Equador, Bolívia e Paraguai).

SITE: www.casacor.com

FACEBOOK: www.facebook.com/casacorminas

INSTAGRAM: @casacorminas

 

Serviço

CASACOR Minas Gerais

Onde: Palácio das Mangabeiras -Praça Ephigênio de Salles, 01, Mangabeiras, Belo Horizonte – MG

Quando: de 14 de setembro a 17 de novembro de 2021

Horário de funcionamento:

Terça a Sexta – 14h às 22h

Sábado – 12h às 22h

Domingo – 11h às 20h

Ingressos pelo site: https://casacormg.byinti.com/#/

Até 13/09 – desconto de 10% no ingresso com o código CASACORMG10

Informações: https://casacor.abril.com.br/

 

Por | Fábio Gomides – A Dupla Informação

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Pesquisa revela maior medo da mulher brasileira

Autoestima da mulher brasileira está relacionada com a utilidade que elas sentem ter na sociedade

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Foto: Divulgação / Freepik

Sentir-se inútil, incapaz e insegura. Estes são os principais medos que as mulheres brasileiras enfrentam atualmente, segundo mostra uma pesquisa de opinião realizada pela ArtCoco Semijoias. O levantamento ocorreu durante o mês de agosto de 2021 e ouviu cerca de 500 mulheres espalhadas por todo o Brasil.

O objetivo foi explorar questões relacionadas ao campo da autoestima que mais assustam as pessoas. Entre as respondentes, 95,3% eram mulheres e apenas 4,7% estavam divididos entre os demais gêneros. Todas as entrevistadas informaram ter mais de 16 anos de idade.

Ficaram de fora da pesquisa temas já bastante abordados durante a pandemia por outros estudos, como morrer, perder familiares e amigos, ficar desempregado (a), contrair doenças graves e falar em público. O foco consistiu em explorar as queixas ligadas aos sentimentos.

Em relação às opções apresentadas no levantamento, “sentir-se inútil”, com 22,2%, foi a mais assinalada, seguida por “sentir-se incapaz” (21,1%), “ficar sozinho (a)” (11,1%), “sentir-se inseguro (a)” (9,7%) e “envelhecer” (8,2%). As demais respostas apresentaram percentuais abaixo de 8%.

Para a Dra. Anny Karinna, médica psiquiatra e Analista de Comportamento na Comportarte, os medos de inutilidade não necessariamente têm a ver com aspectos relacionados às lutas por direitos.

Eles são medos universais. “Eles são  medos universais, que dizem  respeito à ocupação de espaços dentro dos nossos grupos sociais e à  nossa capacidade de corresponder às  expectativas que nós  e os nossos pares temos de nós.  Em algumas instâncias isto pode estar relacionado, sim, ao desempenho de papéis atribuídos ao homem ou à mulher e à  ocupação de espaços reservados a um ou outro.

Mas antes disso precisamos pensar que mulheres diferentes partem de lugares diferentes. O significado de utilidade às  vezes passa pela ideia de provisão e sustento; às  vezes está na possibilidade de ser ouvida, amada, vista como importante emocionalmente e valorizada como pessoa ou segundo a sua importância afetiva. A necessidade e até mesmo a demanda social de exercer bem múltiplos papéis  têm deixado, na verdade, quase todos nós com a impressão de não estarmos preenchendo bem algum espaço ou papel social. O quanto aquele papel é  importante para cada um determina quão grande será a sensação ou ameaça de nos sentirmos inúteis ou incapazes.

A família e o trabalho, por exemplo, podem demandar atenção e oferecer reconhecimento diferente para mulheres solteiras que morem com os pais, divorciadas que morem com os filhos, casadas sem filhos ou casadas com filhos. Consequentemente, a importância e grandeza do que fará cada uma delas dar mais importância ao tipo de trabalho, tempo disponível ou salário variará muito.

A mulher de formação sócio-econômica privilegiada, executiva e que tem auxílio de babás pode se sentir menos útil e valorizada se estiver inserida em um contexto machista, sem amigos e num casamento infeliz do que a solteira com um filho pequeno, de classe média – baixa, trabalho subordinado, valorizada pela família e que tem vários amigos. O círculo social individual contribui muito para o quanto estas ameaças parecem mais presentes em nosso dia-a-dia.’- aponta.

Mulheres no mercado de trabalho

As questões abordadas na pesquisa não são isoladas, elas têm relação com o contexto socioeconômico da sociedade brasileira. As respostas mais apontadas, por sua vez, também retratam traços de uma população em que o mercado de trabalho é cada vez mais ocupado pelas mulheres.

Nesse sentido, os anseios e receios entre elas são diferentes quando comparados com outras épocas. O cuidado com o lar e com os filhos – tarefa historicamente delegada às mulheres – passou a disputar espaço com as preocupações com a carreira, com o desemprego, além das necessidades de se qualificar e ascender socialmente.

Os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) sobre Estatísticas de Gênero, divulgados em 2019, revelam que a taxa de participação feminina na força de trabalho era de 54,5% à época do levantamento. Desde 2012, quando do início da série histórica da pesquisa, esse índice cresceu 2,9 pontos percentuais.

Ou seja, nunca houve tanta mulher trabalhando no Brasil e, correlacionando essa informação com a pesquisa da ArtCoco Joias, compreende-se porque os sentimentos de inutilidade e incapacidade foram as alternativas mais assinaladas.

“A insegurança e o medo são possibilidades humanas; cada um de nós pode senti-las de formas diferentes ao longo da vida. Também, o que é  ameaçador para cada um de nós  depende muito da nossa realidade e história de vida.

A mulher que vive na periferia tem uma realidade diferente da mulher que reside em uma região mais privilegiada, por exemplo, mas se ambas forem pretas e lésbicas, por exemplo, alguns medos as aproximam mais do que alguns podem imaginar. Por outro lado, a mulher que tem filhos ou que auxilia no sustento dos pais lida e sente o machismo e o assédio rotineiros de forma diferente do que ocorre com a mulher solteira que mora com os pais. A mulher que já  foi estuprada ou abusada teme ficar ou relacionar-se com homens de um jeito que mulheres que nunca passaram por esta experiência não conseguem nem imaginar.

O medo de se sentir insegura, portanto, não significa a mesma coisa para mulheres diferentes. Não  é  medo em si. É  medo de ter medo.”- Afirma a Dra. Anny.

Autoestima e saúde mental da mulher

O terceiro maior medo indicado no levantamento está relacionado com a insegurança, conceito bastante abrangente que pode dialogar com diversas variáveis, como autoconfiança, violência doméstica e urbana, entre outras.

Como o foco da pesquisa é o campo da autoestima, é importante considerar os fatores que podem fazer com que uma mulher se sinta insegura.

A Dra. Anny aponta ainda que “A saúde mental tem sido cada vez mais discutida e a pandemia e a realidade contemporânea trouxeram problemáticas próprias para esta área das nossas vidas.

A competitividade está  globalmente maior, as pessoas se veem inseguras e confusas e os valores e conceitos sociais estão mudando de forma frenética e muitas vezes irracional. Há um forte  patrulhamento do outro, com o desrespeito às  diferenças travestido de defesa de valores, associado a muito egocentrismo e individualização nas relações interpessoal. De forma interessante, quanto mais nos aproximamos através da globalização e mídias sociais, mais nos afastamos e deixamos de lado os que estão próximos de nós. Quanto mais nos conhecemos, mais nos apegamos ao conhecimento que tínhamos e mais valorizamos a nossa ignorância com a intolerância. As mulheres, que já tinham suas próprias lutas a travar e espaços a conquistar, se veem imersas nesta realidade, com necessidade de ainda assim não parar de lutar.

Além  disso, mulheres e homens se veem envolvidos em um momento no qual a luta e o reconhecimento de um requer aprendizado e segurança do outro, o que potencialmente pode fazer ambos adoecerem, se não houver diálogo.

A saúde mental, diante disso tudo e somada às ameaças e perdas reais que a pandemia trouxe, está  seriamente ameaçada. Muitos, se não adoecem, funcionam em um estado limítrofe, “por um fio”, que não cede, mas também não permite gozar de saúde plena ou bem-estar. Precisamos urgentemente de informação e educação a este respeito, para que as pessoas possam investir em tratamento e prevenção.”

Envelhecer, eis a questão

O medo de envelhecer foi apontado por 8% das pessoas entrevistadas. Além  da questão estética, a ideia de envelhecimento envolve abandono, vulnerabilização, redução das capacidades e forças, menor capacidade produtiva, etc. O medo inicial pode não ser da velhice, mas desta redução ou perda do poder e vulnerabilidade reais que a juventude traz.

Além disso, infelizmente, o medo de envelhecer tem como base preconceitos presentes na sociedade que fazem com que as pessoas mais vulneráveis ou com valores/necessidades mais superficiais façam esta busca incessante pela aparência mais jovem.

Quando envelhecemos, não somos mais paquerados (nem mesmo pelos nossos contemporâneos), as pessoas não nos dão mais a mesma atenção (nem os familiares), não temos mais oportunidades de trabalho como antes (ou não temos nenhuma oportunidade) e, nem mesmo os prestadores de serviço têm o mesmo interesse ou desenvolvem os produtos da mesma forma que faziam quando éramos mais velhos.

Com isso, desenvolvemos a clareza de que valemos mais para este grupo quando mais jovens. Naturalmente, envelhecer traz um peso atrelado ao fato. As pessoas precisam estar maduras e cientes de si para se sentirem seguras e valiosas apesar do envelhecimento. Acredito que é  daí  que a busca incessante pela juventude vem. Do desejo de continuarmos a ter o que tínhamos antes, ou da dificuldade de buscarmos outros objetivos e desenvolvermos novos valores, já que o que tínhamos antes não  está mais disponível. O mercado apenas estimula isso criando e valorizando o consumo de determinados produtos voltados para esta busca. As pessoas que investem mais nela são  aquelas que podem e querem  fazer este investimento ou que têm  mais dificuldade de abrir mão dele. E como em todas as situações, os menos preparados ou mais vulneráveis tendem a extremos e se sentem inseguros diante de tais ameaças. Nós todos, se fragilizados, podemos sentir mais estas ameaças em certas épocas das nossas vidas ou diante de certos problemas.

Em todos estes casos, a ameaça sobre a saúde mental depende muito da predisposição genética e do ambiente de vida e trabalho de cada uma. Às  vezes a pessoa não adoece mentalmente, mas não consegue ser feliz ou sentir-se satisfeita com a vida que constrói,  fantasiando segundo critérios falsos impostos pelos grupos sociais aos quais ela pertence ou aos quais quer pertencer.

Foto: Divulgação

 

Por | Carolina Peres – Hedgehog Digital

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Neurologista infantil com TDAH lança livro sobre o tema

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Dr Clay Brites lança novo livro – “Como lidar com mentes a mil por hora” / Foto: Divulgação

Apesar do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) atingir entre 5% e 6% da população mundial infantil e entre 2% e 3% da adulta, no Brasil, o tema é pouco esclarecido e ainda gera muitos mitos. Pensando nisso, o pediatra e Neurologista Infantil Dr. Clay Brites lança o livro “Como lidar com mentes a mil por hora”, pela editora Gente. A proposta é levar informação baseada na ciência de forma simples para pais, profissionais das áreas de saúde e educação, além de interessados.

Segundo o autor, o TDAH é uma alteração de neurodesenvolvimento caracterizada por uma excessiva dificuldade em iniciar, manter e direcionar a atenção durante as atividades do cotidiano. Brites comenta que há muitas pessoas que tem o transtorno, mas que passam a vida sem saber o que acontece com elas, porque há uma série de mitos em volta, além de um alto índice de desconhecimento do diagnóstico entre educadores e até mesmo entre profissionais da saúde.

– Em mais de vinte anos atendendo pacientes com esses transtornos – e eu sendo um deles –, percebo que muitas pessoas não compreendem que há distúrbios e alterações reais não detectadas em exames de sangue ou de imagem – alerta.

Estresse e sentimento de culpa

Pesquisas já mostraram que pais de crianças com TDAH têm maior nível de estresse do que os pais de crianças com asma. Dr. Clay explica que isso acontece pelo fato de crianças com a síndrome comumente sofrem acidentes, enfrentam dificuldades e até reprovações na escola. “Muitas são excluídas de círculos de amizades, sentem imenso desamparo, além de terem problemas alimentares e de sono em frequência maior do que crianças sem o transtorno”.

Brites também diz que muitos pais chegam ao consultório se culpando, pois acham que os problemas da filha ou do filho vêm de algum tipo de erro deles na educação. “O livro pretende ser uma oportunidade desses cuidadores reencontrarem paz de espírito”.

Danos na fase adulta

Segundo o autor do prefácio do livro, Dr. Joseph A. Sergeant, Professor Emérito de Neuropsicologia Clínica Da Vrije Universiteit, Amsterdam (Países Baixos) e fundador e Coordenador da European Adhd Guidelines Group (Eagg), pais e professores precisam ser devidamente informados sobre o que a ciência diz do tema. “Não é uma tarefa fácil, uma vez que o TDAH, ao contrário de muitas outras condições, não se mantém estável com o desenvolvimento da criança e do adolescente até a idade adulta”.

Sergeant comenta que estudos recentes mostraram ainda que podem ocorrer casos nos quais indivíduos que não tiveram o transtorno na infância apresentam sintomas na idade adulta; e que o TDAH na infância, embora tenha gravidade reduzida – no que diz respeito ao número de sintomas – na idade adulta, continuam a se manifestar comportamentos emocional e sociopatológico significativos.

Dr. Clay Brites comenta que, na grande maioria dos casos, o TDAH chega à fase adulta e os prejuízos externos (que afetam o dia a dia) e internos (que afetam o emocional) levam a um aumento da vulnerabilidade do indivíduo, que sofre mais quando criança, continua mal na adolescência e chega destituído, emocional e fisicamente, na vida adulta. “São imensos – e ainda incalculáveis – os custos à vida individual e social, e também ao sistema de saúde”.

Entretanto, dois amplos e reconhecidos estudos populacionais realizados mais recentemente revelaram que as consequências do transtorno nos adultos também podem ser muito comprometedoras, como, por exemplo, aumento nos índices de desemprego, acidentes, comportamento criminoso, problemas com a justiça, pagamento recorrente de honorários a advogados, penas de prisão e outros tipos de sentenças, envolvimento com entorpecentes e crises que culminam em separação conjugal.

– A intenção de escrever este livro surgiu da vontade de materializar o conhecimento sobre TDAH com as devidas atualizações e amplificar determinados temas relacionados ao assunto que merecem maior atenção – conclui.

 

Sobre o autor

Dr. Clay Brites, MD, PhD, é Pediatra e Neurologista Infantil (Pediatrician and Child Neurologist); Doutor em Ciências Médicas/UNICAMP (PhD on Medical Science); Membro da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil e Profissões Afins (ABENEPI-PR) e Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP (Titular Member of Pediatric Brazilian Society); e cofundador do Instituto Neurosaber.

 

Serviço:

Livro: “Como lidar com mentes a mil por hora”

Autor: Dr. Clay Brites

Editora Gente

Páginas: 192

Dimensão: 23×16

Link para comprar:

https://www.amazon.com.br/Como-lidar-com-mentes-hora/dp/6555441496

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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Enem: 7 técnicas de memorização para melhorar os estudos

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Técnicas de memorização para o Enem / Foto: Divulgação

* Leonardo Chucrute é Diretor-geral do Colégio e Curso ZeroHum

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2021 será realizado nos dias 21 e 28 de novembro, tanto na versão digital quanto na impressa. Com a proximidade da prova, é normal a pessoa ficar nervosa, principalmente no dia. Por exemplo, quem não ficou desesperado ao ter o famoso branco diante do exame? Ou mesmo durante a preparação não sabia como memorizar o conteúdo para conseguir ter uma boa nota?

É importante ressaltar que a memorização ajuda, porém, o mais importante é entender o conteúdo. Assim você pode com suas palavras e entendimento explicar o que aprendeu. Mas vale ressaltar que a memorização não é algo que acontece rápido. Trata-se de um treino para aumentar a capacidade da sua mente de reter um conteúdo.

Minha primeira dica é ‘sair do óbvio’. Já ouviu dizer que, quando a gente foge do comum, aprendemos mais? Por isso, fuja do piloto automático. Para que você reprograme o cérebro para aumentar a capacidade de aprender coisas novas, comece pelo simples. Estude em ambientes novos. Ao fazer algo diferente, força sua cabeça a pensar mais e achar outras soluções que não as mesmas de sempre.

Outro método é ter foco. A Memorização está ligada ao foco. Portanto, pratique sua percepção. Use técnicas de relaxamento para não deixar que os problemas te atrapalhem ou sejam uma distração no momento de estudar. Dessa forma, ao estudar bem e focado, vai conseguir se lembrar mais do que aprendeu.

Memorização para o Enem 2021 / Foto: Divulgação

A terceira dica é a auto-explicação. Já ouviu falar que professor aprende mais dando aula? Isso é porque nós estamos revisando tudo o que aprendemos e que temos que ensinar. Inspire-se no seu professor preferido e explique em voz alta para você o conteúdo, pois assim seu cérebro vai captar mais o que tem que aprender.

O fichamento é outra técnica. Fichamento é fazer tópicos com palavras-chave do que lemos. Assim, conseguimos memorizar melhor e mais rápido. A quinta dica é praticar a memória reversa. A memória reversa é relembrar de tudo o que aconteceu no seu dia antes de dormir. Ao fazer isso, estamos forçando a nossa memória a se expandir e a aumentar a capacidade de lembrança.

O penúltimo método de memorização é o flashcards. São cards de papel em que você escreve a pergunta na frente e a resposta atrás. Além de ajudar a lembrar do conteúdo, pode ser uma forma de estudar em grupo, pois parece com jogos de perguntas e respostas.

Por último, indico que faça sua revisão semanal para melhorar a memorização dos estudos. É necessário estudar constantemente para não esquecer. Utilize essas dicas e não se esqueça que cada um tem seu jeito de estudar. Encontre o seu e pratique! Dedique-se e terá uma excelente nota no Enem.

 

(*) Leonardo Chucrute é diretor-geral do Colégio e Curso ZeroHum, Professor de matemática, ex-cadete da AFA e autor de livros didáticos.

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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