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Estratégias Práticas para o Desenvolvimento Infantil

Estratégias Práticas para o Desenvolvimento Infantil / Imagem Pexels - Foto de Karolina Grabowska

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Luciana Brites – NeuroSaber / Crédito – Samara Garcia

* Psicopedagoga Luciana Brites, CEO do Instituto Neurosaber

O desenvolvimento infantil é um processo repleto de marcos importantes que influenciam a aprendizagem e o futuro das crianças. Os pais devem proporcionar para as crianças estímulos, além de inseri-las em um ambiente que as ajudem a se desenvolver.

As neurociências apontam que os primeiros três anos de vida são cruciais para o desenvolvimento infantil. Este período, referido como primeira infância, é caracterizado pelo intenso desenvolvimento cerebral, uma época em que ocorrem 90% do desenvolvimento do cérebro.

Portanto, podemos afirmar que as crianças têm maiores probabilidades de prosperar quando têm acesso a cuidados de saúde, nutrição, educação e serviços de assistência social de qualidade durante os primeiros anos, assim como a estímulos adequados.

Uma forma de fazer isso é a estimulação de habilidades que precisam ser adquiridas em cada faixa etária, como linguagem ou habilidades motoras em crianças bem pequenas, por exemplo.

Estratégias Práticas para o Desenvolvimento Infantil / Imagem Pexels – Foto de Yan Krukau

Também devemos estimular a leitura desde cedo através do exemplo. Os pais devem ensinar o hábito da leitura mesmo antes da criança começar a falar. Isso pode ser feito à noite com a contação de histórias por meio de livros infantis. Também é uma forma de estimular a imaginação do pequeno e conforme for crescendo se tornará um leitor assíduo e com excelente desempenho escolar.

Ao estimular o desenvolvimento de determinadas habilidades específicas, os pais oferecem incentivo positivo e criam um ambiente familiar seguro. Ainda impulsionam as habilidades cognitivas, emocionais e sociais das crianças.

(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber (https://institutoneurosaber.com.br), autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, pedagoga, palestrante, especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie.

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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Livro de contos desafia a imaginação entre realidade e subjetividade

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Livro O cântico de Medusa / Foto: Divulgação

Escritora Alexandra Vieira de Almeida – Foto – Tiberius Drumond

Mergulhar nas profundezas da existência e refletir a dualidade entre realidade e subjetividade. Essa é a experiência literária que a poeta e escritora Alexandra Vieira de Almeida proporciona em seu primeiro livro de contos e crônicas, “O cântico de Medusa”.

Publicado pela editora Penalux, a obra transita entre a linguagem poética e a análise crítica na composição dos contos e crônicas, desafiando normas e explorando a fragilidade das fronteiras entre sanidade e loucura. Para a autora, o livro traz um público, a cada página, uma grande jornada dentro de um universo reflexivo e intrigante.

Para Alexandra, o objetivo do “O cântico de Medusa” é impactar o leitor, tirando-o da zona de conforto. A obra busca, ao mesmo tempo, transmitir mensagens fortes e encantar, despertando o imaginário do leitor com uma imagem desconcertante.

– Quero mostrar a própria imagem da Medusa, não aquela horrorosa, mas uma bela Medusa como numa escultura clássica em que os cabelos dela fossem labaredas do sol e a boca da Medusa produzisse sons harmônicos – reflete a autora.

A orelha do livro é assinada pela escritora e cineasta Lisa Alves, coeditora do portal cultural espanhol Liberoamerica e resenhista de livros para a revista portuguesa Incomunidade. Para ela, “O cântico de Medusa” apresenta a habilidade excepcional da autora em entrelaçar a profundidade poética com uma reflexão crítica, com uma narrativa repleta de simbolismos, convidando os leitores a explorar os mistérios e complexidades do ser humano e do mundo ao seu redor.

– Alexandra consegue desnudar um turbilhão de pensamentos e vivências que desafiam os limites entre o real e o ilusório – comenta Lisa Alves, autora do livro de poemas Arame Farpado (2015, Pernalux) e do livro transmídia “Quando tudo for possível” (2022, Mirada).

Capa – Livro O cântico de Medusa

Sobre a autora
Alexandra Vieira de Almeida é professora da Secretaria de Estado de Educação — Rio de Janeiro. Foi tutora a distância durante oito anos da faculdade de Letras do Consórcio Cederj — UFF. É doutora em Literatura Comparada pela UERJ e atualmente está fazendo dois pós-docs — um na UnB e outro na PUC-Goiás. Tem oito livros de poemas publicados, sendo o mais recente A mecânica da palavra, 2022 (Editora Penalux). Tem poemas traduzidos para vários idiomas. O cântico de Medusa é seu primeiro livro em prosa.

Ficha técnica:
Livro: O cântico de Medusa (2024)
Autora: Alexandra Vieira de Almeida
Gênero literário: Conto e crônica
Editora: Penalux
Tamanho: 21 cm x 14 cm
Páginas: 112
Preço: R$ 44,00

Link para comprar: https://www.editorapenalux.com.br/loja/o-cantico-de-medusa

Book trailer https://www.youtube.com/watch?v=Z7oiDNV6oFo

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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Dia Mundial da Energia: cooperativismo mineiro é referência em projeto de geração de energia solar

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Foto: Reprodução da internet

Um amplo movimento envolvendo setores público e privado está mantendo Minas Gerais na vanguarda em geração de energia fotovoltaica no Brasil. Na data de 29 de maio, quando se comemora o Dia Mundial da Energia, o Estado se posiciona como gerador de um quinto da energia solar do país, num patamar de 8 GW de produção atingidos no mês de abril, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Na esfera pública, parte desse protagonismo se deve a ações de estímulo à geração de fontes energéticas limpas e renováveis. No campo privado, setores como o cooperativismo têm feito a diferença ao abraçar a sustentabilidade e promover investimentos para ampliar a participação da energia solar na matriz energética nacional. “As cooperativas estão totalmente engajadas no propósito de contribuir para a redução dos efeitos climáticos que estão provocando tragédias no mundo inteiro. Somos parceiros nisso e temos projetos que são referência em geração de energia limpa e sustentável”, explica o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato.

A entidade é uma das organizações convidadas a participar dos encontros preparatórios para o “Seminário Técnico sobre Crise Climática e seus Impactos em Minas Gerais”, que será promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em agosto, em Belo Horizonte. As reuniões, que já foram realizadas em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha – que em novembro do ano passado registrou a marca de 44,8° C, maior temperatura da história de medições do País –, e em Itajubá, no sul de Minas, acontecerão também em Juiz de Fora, Governador Valadares, Montes Claros, Uberlândia e Unaí. “Fomos convidados devido à nossa experiência e a todo o conhecimento que podemos compartilhar, como o Programa MinasCoop Energia, que temos desenvolvido junto com nossas cooperativas”, afirma o assessor institucional do Sistema Ocemg, Geraldo Magela da Silva. O encontro preparatório de Montes Claros, que ocorrerá no dia 14 de junho, contará com a presença do Superintendente do Sistema Ocemg, Alexandre Gatti, que apresentara o Programa MinasCoop Energia, tendo em vista a construção das pautas que serão discutidas no evento de agosto.

Em Itajubá, a Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé) apresentou seu projeto Minas D’Água, iniciativa pioneira que cuidará da preservação do rio que abastece o município. A coop está recuperando 290 hectares de áreas de preservação permanente.

MinasCoop – O Sistema Ocemg, signatário do Pacto Global, lançou o Programa MinasCoop Energia em 2021. A proposta da entidade era implementar uma ação que tivesse uma abordagem preventiva aos desafios ambientais, mas também buscasse de forma ativa um modo de reduzir os impactos negativos ao meio ambiente e promover a adoção de práticas sustentáveis pelo principal elo de sua cadeia de valor, as cooperativas. Assim, o MinasCoop Energia vem estimulando, ano a ano, um crescimento significativo na geração de energia sustentável nas cooperativas mineiras.

A proposta do programa é incentivar a instalação de usinas fotovoltaicas nas cooperativas e a doação de parte da energia gerada a instituições de assistência social. A iniciativa tem dado resultados, e já conseguiu gerar investimentos de R$ 37,6 milhões para a construção de 68 usinas, por 38 cooperativas mineiras. Juntos, esses empreendimentos produzem 78,8 MGW de energia limpa, dos quais 2,3 milhões de KW/hora são doados anualmente para 53 instituições, beneficiando mais de 4 milhões de pessoas. São 46 cidades contempladas com a instalação das usinas e a geração de 600 empregos diretos. Além disso, 172 novas usinas estão em processo de entrada no programa. Números que, no que depender do caráter inovador do programa – que já foi apresentado na Conferência das Partes sobre Mudanças do Clima (COP26) e já levou o Sistema Ocemg às edições de 2022 (COP27) e 2023 (COP28) desse mesmo evento, como parceiro estratégico do Estado de Minas Gerais no combate às ações climáticas –, só tendem a subir.

 

Por Renata – Etc Comunicação / SISTEMA OCEMG

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Dicas para cuidar e adotar pets vítimas de enchentes

Animais precisam de tratamento físico e emocional e adoção responsável; médicos-veterinários têm papel relevante no enfrentamento da crise e cuidados posteriores.

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Logo após o resgate, a prioridade é estabilizar os sinais vitais e tratar quadros de desidratação, hipoglicemia e hipotermia / Imagem: AdobeStock

A calamidade que o estado do Rio Grande do Sul vem enfrentando vitimou milhares de animais e, assim como com os humanos, os cuidados com eles vão além da saúde física e dos primeiros socorros e devem se estender por semanas.

Logo após o resgate, a prioridade é estabilizar os sinais vitais. A grande maioria dos animais permaneceu dias sem alimentação e água e expostos à chuva e ao frio, o que gera quadros de desidratação, hipoglicemia e hipotermia. O tratamento varia conforme a gravidade do caso, mas geralmente envolve o aquecimento do pet e a fluidoterapia intravenosa para equilibrar os sinais vitais, acrescida de glicose e potássio caso o animal tenha dificuldades na ingestão ou absorção de alimentos.

Assim que os animais são estabilizados é preciso tomar as medidas preventivas básicas, considerando a exposição que tiveram à água e por estarem em ambientes coletivos. “O controle parasitário – pulgas, carrapatos e vermes – é primordial e básico para a recuperação da saúde. Medicamentos de ingestão oral trazem resultados mais rápidos e a colaboração de empresas e doadores tem sido essencial. Já a recuperação da imunidade se dá conforme o animal volta a receber uma alimentação de qualidade”, comenta o médico-veterinário e diretor de operações da VetFamily Brasil, Dr. Fabiano de Granville Ponce.

Em relação às doenças infectocontagiosas, o veterinário ressalta a importância da quarentena para observação e tratamento imediato, caso o animal apresente doenças como cinomose, parvovirose ou, principalmente, leptospirose. “É claro que no cenário atual não é possível oferecer o abrigo adequado para este período, mas a quarentena pode ser mantida, na medida do possível, no retorno para casa, lar temporário ou novo lar, no caso da adoção. Em casas com mais de um animal, o ideal é mantê-los em ambientes separados e fazer o acompanhamento mais frequente com um médico-veterinário. Vale ressaltar que este tipo de cuidado é ideal em qualquer adoção ou aquisição de um pet, as medidas preventivas não devem de forma nenhuma desmotivar a adoção. Esses animais precisam de acolhimento e cada um pode colaborar de alguma forma”, alerta Ponce.

Na adoção é importante conhecer as particularidades das espécies, como as dos felinos, que costumam ser mais desconfiados e podem apresentar sinais de traumas / Imagem: Pixabay

Dicas para adoção de animais resgatados
Em toda adoção é necessário que o adotante tenha em mente que se trata de uma responsabilidade para alguns anos e deve ter consciência de que um animal demora dias ou semanas para se familiarizar com um novo lar.

Se houver outros animais na nova casa, a adaptação deve ser feita de forma gradativa assim que o pet adotado estiver liberado para interação com outros animais. O contato deve ser feito aos poucos, diariamente e com acompanhamento dos tutores, até que os animais possam ficar juntos sem brigar. “Além da atenção à socialização, é fundamental oferecer uma dieta de qualidade, ambiente confortável e companhia dos tutores. Os cães, especialmente, gostam muito de pessoas, querem estar perto dos humanos mais tempo possível”, aconselha o veterinário.

Conhecer as particularidades das espécies é ainda mais importante nesses casos. Os felinos costumam ser mais desconfiados e ainda podem apresentar sinais de traumas como medo de barulhos altos, maior necessidade de se refugiarem em lugares escuros e pequenos, agressividade ou dificuldade em usar caixas de areia. Com os bichanos, a paciência vai fazer toda a diferença. É importante respeitar o tempo do gato, fazendo interações calmas, sem forçar que fiquem no colo ou expostos a outros animais enquanto ainda demonstrarem insegurança.

Saúde mental e emocional dos pets
“Esta é uma tragédia em proporção inédita para todos nós. Vimos imagens de animais que, mesmo após o resgate, continuavam a executar os movimentos de natação ou subiam nos telhados das casinhas dos abrigos. Nós, médicos-veterinários, temos o desafio de diagnosticar a proporção desse trauma emocional e observar como reagem nos dias subsequentes”, relata o veterinário, ressaltando que medidas como muito carinho, abrigo seguro, acolhimento, paciência e calma ao lidar com esses animais são essenciais. Não há um tratamento específico preconizado, mas medicamentos já prescritos para controle de fobias podem colaborar, além do acompanhamento veterinário e de um comportamentalista.

O poder das comunidades
A preocupação com a saúde mental não se restringe aos animais e aos humanos vítimas das enchentes: os profissionais atuando na linha de frente também sofrem as consequências tristes das tragédias, especialmente quando não têm sucesso em algum resgate ou tratamento. “Somos solidários a todos os nossos colegas que estão atuando de forma direta ou indireta, grande parte pela primeira vez numa situação desse nível. É realmente emocionante constatar o desprendimento, a coragem e a empatia dos médicos-veterinários nesse momento, atuando não somente com os animais, mas colaborando com toda a sociedade”, declara o médico-veterinário, Head Latam e Diretor-Geral da VetFamily no Brasil, Henry Berger.

A VetFamily, comunidade internacional criada por médicos-veterinários para desenvolver o setor, tem como um de seus objetivos fomentar o networking e a colaboração entre seus pares e acompanha diariamente, em seus canais de comunicação, os relatos e as trocas de informações entre membros e executivos da comunidade, seja com dados, protocolos de atendimento e apoio das mais diversas formas. “A profissão do médico-veterinário já é considerada uma das que mais enfrenta desafios com a saúde mental. Precisaremos estar ainda mais atentos com nossos pares nesse momento e nos próximos meses. É importante que os veterinários não hesitem em buscar conforto com a família, os amigos e os colegas, e até mesmo, auxílio de psicólogos e profissionais de saúde”, comenta Ponce.

Médicos-veterinários estão atuando não somente com os animais, mas colaborando com toda a sociedade na calamidade que o Rio Grande do Sul vem enfrentando / Imagem:Adobe Stock

Desdobramentos no segmento veterinário
O mercado veterinário gaúcho também deve sofrer impacto. Clínicas e hospitais veterinários tiveram suas infraestruturas comprometidas e as que tiveram suas propriedades e equipamentos preservados devem receber maior volume de pacientes, tanto para tratamentos eletivos e emergenciais, como para cuidados com as sequelas das enchentes. “Neste sentido, clínicas, hospitais e profissionais terão trabalho extra de gestão de recursos humanos e físicos para atender as demandas ou recuperar o que foi perdido. Novos aprendizados e troca de experiências em gerenciamento e operação serão fundamentais e esperamos poder colaborar com todos, como comunidade”, completa Henry.

A tragédia também destacou a relevância da relação entre pets e tutores, a importância da atuação de voluntários e profissionais de todas as áreas, o poder das ações coletivas e a necessidade de prevenir e cuidar da saúde física e emocional de todos, incluindo os animais. “Esperamos que para o futuro, esses aprendizados, o olhar cuidadoso com os animais e a valorização dos médicos-veterinários reflitam de forma positiva no segmento”, finaliza Berger.

Sobre a VetFamily
Organização global líder em soluções para clínicas e hospitais veterinários, faz parte do Vimian Group, tem sede em Estocolmo (Suécia) e reúne mais de 6.500 clínicas e 20 mil veterinários em mais de 11 países da União Europeia, Estados Unidos, Austrália e, agora, Brasil. Seu objetivo principal é contribuir para a melhor administração e lucratividade das clínicas, oferecendo diversos serviços, como centralização da negociação com parceiros comerciais, apoio à gestão e disseminação de conhecimento. Conheça mais em www.vetfamilybrasil.com.br.

 

Por | Josiane Fontana – deepzo

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