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Vazamentos em série colocam em risco usuários e geram insegurança para o mercado

Revelação de milhões de dados pessoais e de veículos expõe fragilidade das empresas quanto à capacidade de proteger dados no Brasil

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Curitiba, PR 9/2/2021 –

Revelação de milhões de dados pessoais e de veículos expõe fragilidade das empresas quanto à capacidade de proteger dados no Brasil

A notícia do recente vazamento de dados confidenciais de mais de 220 milhões de brasileiros acendeu o alerta sobre como as empresas e instituições que administram informações pessoais de usuários estão lidando (ou não) com a questão da proteção desses dados. Na lista de informações vazadas estão CPF, salário, score de crédito, cheques sem fundos e números de telefone, entre outros. A imprensa aponta que o vazamento partiu dos bancos de dados da Serasa Experian, além de ter contado, possivelmente, com a base de órgãos ligados ao Governo Federal, a partir da invasão de sistemas. O que coloca a empresa de análise de crédito como possível responsável é a divulgação de score de crédito e a base de dados Mosaic, utilizada pela Serasa. O vazamento, que já é considerado o maior da história do Brasil, acontece no momento em que os bancos brasileiros – muitos dos quais trabalham diretamente com a Serasa – se preparam para dar início ao Open Banking, passando a operar com um sistema que permitirá o compartilhamento de dados e serviços pelas instituições participantes. Um vazamento dessas proporções gera insegurança para todos. A Serasa Experian já emitiu duas notas oficiais em que nega ser a fonte dos dados vazados.

O cenário fica ainda pior quando se trata de dados de veículos: uma falha no sistema do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) expôs informações pessoais de 5,1 milhões de motoristas, sendo possível acessar RG, número da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), placas, entre outros dados. Na última semana já havia sido revelado vazamento ainda maior, com os dados de 104 milhões de veículos, incluindo marca, modelo, chassi e número da placa distribuídos livremente pela internet. Embora não seja possível ainda afirmar que no caso das informações dos veículos haja ligação com a Serasa, a empresa trabalha com milhões de dados e detém 38% do mercado nacional de registro de financiamento de veículos. Esse vazamento impressiona porque, segundo números oficiais do Denatran, em dezembro de 2020 o país contabilizava 107.948.371 veículos registrados, o que significa que quase a totalidade de veículos brasileiros tiveram dados expostos na internet. Essas informações vazadas podem ser usadas para diversos tipos de ilícitos, incluindo clonagem de chassi, clonagem de documentos do carro e envio de multas falsas ao proprietário do veículo.

De acordo com Gabriel Schulman, doutor em Direito e coordenador da Pós-Graduação em Direito e Tecnologia da Universidade Positivo, o episódio mostra que o Brasil ainda precisa avançar muito para se colocar em posição de conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Este caso, tanto pela quantidade de dados, quanto por sua natureza, acende alerta em relação às atividades das empresas e a capacidade de preservar a proteção dos dados que administra e comercializa. Ao tempo em que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) – agência reguladora -, ainda inicia suas atividades, o cenário brasileiro demanda medidas efetivas, conduta proativa das empresas e responsabilização de infratores”, alerta Schulman.

Segundo o especialista, uma ocorrência dessa natureza traz enormes prejuízos, impactando significativamente em função da enormidade dos números. “Grande quantidade desses dados permite, sobretudo por pessoas mal-intencionadas, diversos usos ilícitos que podem prejudicar gravemente aqueles que tiveram seus dados expostos”, alerta Schulman. Além de fraudes em compras e empréstimos, é possível também com essas informações vazadas saber o escore de crédito de um consumidor, expondo a sua capacidade financeira. “Os dados revelados expõem as pessoas de diversas maneiras e a diversos riscos. Até mesmo informações sobre o Imposto de Renda dos contribuintes foram reveladas, expondo lista de bens que podem transformar as pessoas em alvos de criminosos”, lamenta.

A LGPD prevê, em caso de vazamento, entre outras coisas, multa de até 2% do faturamento da empresa, com limite de até R$ 50 milhões. Mas a cobrança só pode ocorrer a partir de agosto de 2021, após pedido das empresas. “As multas ainda não estão vigentes, no entanto a legislação já permite a aplicação de medidas de reparação de danos e a obrigatoriedade de que as empresas adotem providências para evitar mais estragos e reduzir o grau de prejuízos”, explica. Para Schulman, o Brasil só irá de fato consolidar a experiência no que diz respeito à proteção de dados, com uma realidade e práticas que realmente impeçam episódios como esses, quando se debruçar em cima de uma agenda sobre o tema. “A LGPD precisa estar na pauta de todos. Privacidade incorporada aos processos internos e a cultura empresarial. Há também muita expectativa na ANPD, de quem se esperam respostas rápidas e efetivas quando se trata de proteger os dados de usuários”, completa.

Website: https://www.up.edu.br/index.html

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Uma em cada cinco mulheres sofre de enxaqueca crônica

A enxaqueca menstrual é um dos principais gatilhos para crises da doença no sexo feminino. Fator que prejudica muito a qualidade de vida de quem convive com a dor de forma crônica.

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Guarulhos, SP 21/5/2024 – A enxaqueca tem um alto custo pessoal e profissional, não pode ser tratada como uma simples “frescura”, como ainda é erroneamente encarado em diversas situações

A enxaqueca menstrual é um dos principais gatilhos para crises da doença no sexo feminino. Fator que prejudica muito a qualidade de vida de quem convive com a dor de forma crônica.

Se estima que 15% da população mundial tem enxaqueca. É a segunda forma mais comum de cefaleia, atrás somente da dor de cabeça tensional. Apesar de ser comum em ambos os sexos, mulheres são 3 vezes mais propensas a ter enxaqueca do que homens, fator que influencia no sub-tratamento da doença. A campanha Maio Bordô, uma colaboração da CDD com a farmacêutica Amgen e busca conscientizar a respeito da importância de um diagnóstico correto para a enxaqueca, de forma a ter tratamento adequado para esta condição.

Pesquisas mostram que a prevalência de enxaqueca em meninas e meninos é equivalente, porém estes dados se alteram a partir da puberdade, quando a enxaqueca passa a ser parte da vida de 20% da população feminina. Isto ocorre especialmente por conta da influência do ciclo hormonal das mulheres. O estrogênio, hormônio responsável pelo desenvolvimento e regulação do sistema reprodutivo da mulher, também tem ligação com os reguladores químicos neurológicos que afetam nossa sensação de dor. Portanto a oscilação e queda hormonal podem se transformar em gatilhos para a enxaqueca. O que acontece é que esta oscilação é comum durante a vida reprodutiva das mulheres. Podendo ocorrer na gravidez e puerpério, na perimenopausa ou reposição hormonal, e principalmente no ciclo menstrual.

Quando a mulher está prestes a menstruar, o nível do estrogênio está em seu momento mais baixo. Isto faz com que o período pré menstrual seja um dos principais desencadeadores de crises de enxaqueca nas mulheres. A enxaqueca menstrual geralmente ocorre entre dois dias antes até três dias após o início da menstruação, e os sintomas não diferem da enxaqueca comum: dor, náusea e vômito, fotofobia, entre outros. O tratamento pode envolver o uso de anti-inflamatórios, triptanos, mas também é bastante comum a prescrição de determinados tipos de anticoncepcionais hormonais, por isso é importante buscar auxílio médico em caso de suspeita de enxaqueca. 

Um dos grandes problemas relativos à enxaqueca é a percepção da dor de cabeça, mesmo crônica, como algo comum, ou um simples sintoma de estresse, particularmente ligado ao sexo feminino. Ainda que estresse possa também ser um gatilho para enxaqueca e outros tipos de cefaleia, é importante ter a compreensão de que “essa patologia pode gerar um grande impacto diretamente na vida em diversos âmbitos, incluindo o profissional, não se tratando de uma simples “frescura”, como ainda é erroneamente encarado em diversas situações” conforme explica a vice-presidente da CDD, Giulia Gamba. 

SOBRE A CDD – A associação Crônicos do Dia a Dia é uma organização sem fins lucrativos. Desde 2018, tem como missão apoiar todo o potencial humano para ampliar as perspectivas das pessoas que convivem com condições crônicas de doença.  A partir dos pilares de trabalho de Responsabilidade social, Qualidade de vida, Políticas Públicas, Pesquisa e Informação, desenvolve projetos e campanhas para fortalecer o diagnóstico precoce, conscientizar sobre sintomas, contribuir com a construção de políticas públicas efetivas, tratamentos e vivências com os diagnósticos. A campanha de conscientização Maio Bordô tem o apoio social da Amgen. 

Website: https://cdd.org.br/

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Acesso a medicamentos de alto custo demanda ações judiciais

Irregularidades no fornecimento no primeiro trimestre mostram que o direito às medicações não é o suficiente para superar barreiras ao acesso

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Belo Horizonte (MG) 21/5/2024 – É importante que o paciente não hesite em entrar com a ação judicial

Irregularidades no fornecimento no primeiro trimestre mostram que o direito às medicações não é o suficiente para superar barreiras ao acesso

O acesso de cidadãos brasileiros aos chamados medicamentos de alto custo – aqueles que só podem ser obtidos através de receita especial – obedece a uma prerrogativa legal, prevista na própria Constituição. São vários os artigos constitucionais que atestam para o direito dos cidadãos de terem acesso à saúde, e isso inclui medicamentos muitas vezes indisponíveis nas farmácias convencionais.

Para o uso desse direito acontecer de forma monitorada, existem as chamadas farmácias de alto custo, por meio das quais o paciente pode obter remédios necessários gratuitamente, desde que obedeça às determinações da lei. Mas, no 1º trimestre deste ano, houve um problema recorrente sobre a obtenção desses medicamentos, de modo que a legislação não foi suficiente para garantir o benefício.

O Movimento Medicamento no Tempo Certo (MTC) recebeu somente entre nos primeiros 90 dias do ano 12.680 reclamações de pacientes e de cuidadores quanto ao fornecimento. Houve irregularidades em 44 medicamentos, dos quais 35 são do chamado grupo 1 – no qual se enquadram aqueles cuja compra e disponibilidade é realizada pelo próprio Ministério da Saúde. Outros nove rótulos têm a distribuição sob responsabilidade das secretarias estaduais de saúde.

O levantamento do MTC mostra que o medicamento mais demandado foi o Leflunomida, indicado para o tratamento de artrites. Nos casos em que faltam esses medicamentos, o caminho é um só: a justiça. “O uso de remédios dessa natureza é, em geral, essencial para a qualidade de vida do paciente. E é isso que é necessário ressaltar através da ação judicial. A extrema necessidade é um quesito fundamental para a aquisição no curto prazo”, alerta Matheus Bessa, do escritório de advocacia Grossi & Bessa.

Segundo ele, pelo caráter emergencial, é importante que o paciente não hesite em entrar com a ação judicial, justamente para garantir que a reposição ocorra em tempo hábil. No estudo do MCT, identificaram-se casos de mais de dois meses de interrupção do tratamento devido à falta de abastecimento. “O pedido que levamos aos órgãos judiciários é pela tutela antecipada, para que o medicamento seja fornecido rapidamente, sob pena de multa em caso de descumprimento”, explica.

“Há um reconhecimento público de que a interrupção do uso controlado do fármaco configura um risco para a saúde do indivíduo, e isso reforça a importância para que o órgão de saúde tome providências o mais rápido possível, no sentido de solucionar o problema”, pontua o advogado da Grossi & Bessa.

Entretanto, ele ressalta que a emergência só serve para os casos de medicamentos registrados junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “No caso dos remédios que não estejam inseridos na lista, é necessário fornecer algumas informações a respeito, como a responsabilização da própria Anvisa em não ter registrado a fórmula e a documentação que comprove que há seu registro em órgãos reguladores de outros países. É um processo que será mais rápido quanto mais célere for a decisão do paciente ou do responsável de ingressar na justiça”, finaliza.

Website: https://grossiebessa.com.br/

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Cursos gratuitos online da Nakata oferecem conhecimento técnico para reparadores

EADs destacam dicas de funcionamento, aplicação e manutenção dos diferentes componentes dos sistemas de suspensão, direção e transmissão

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21/5/2024 –

EADs destacam dicas de funcionamento, aplicação e manutenção dos diferentes componentes dos sistemas de suspensão, direção e transmissão

O sistema de suspensão, composto por diversos componentes, entre eles, amortecedores, molas, braço oscilante, pivô, coxim, barra estabilizadora, batente e coifa, atua em tempo integral ao rodar com o veículo e, por isso, é bastante exigido, especialmente, em vias esburacadas e em curvas.  É o sistema de suspensão que auxilia na hora de absorver os impactos, ajuda na estabilidade e dirigibilidade e também proporcionar conforto aos ocupantes do veículo. Por isso, é fundamental para o bom desempenho do veículo. Os reparadores devem dedicar especial atenção à capacitação desse sistema já que está entre os principais motivos pelos quais os motoristas levam o veículo à oficina.

O curso de EAD de suspensão da Nakata é gratuito e possui abordagem ampla de todo o sistema de amortecimento dos veículos leves. Distribuído em oito videoaulas, o curso aborda: introdução – história da suspensão, conceitos, tipos de suspensão, componentes, diagnóstico, introdução – manutenção de suspensão, passo a passo com procedimentos para a substituição dos amortecedores e passo a passo da troca do pivô e bandeja e dicas de manutenção. No curso sobre amortecedores, os participantes terão acesso função, componentes, tipos, características e evolução do amortecedor, tipos, consequências da perda de ação do amortecedor, problemas de campo que geram falhas nos amortecedores, correlação com outros componentes da suspensão e certificação e garantia dos amortecedores.

Já o EAD Transmissão linha leve, recém-lançado, aborda a evolução da transmissão, projeto, configurações das trações, características dos componentes, avaliação e substituição da junta homocinética, manutenção do cardan e do diferencial.

O EAD sobre direção linha leve apresenta os tipos do sistema (hidráulicas e elétricas), bem como ensina a fazer o diagnóstico preciso, dicas para garantir durabilidade dos componentes e também informações que possibilitam saber como utilizar a geometria Ackermann (conjunto geométrico do sistema de direção criado para compensar a diferença entre arcos gerados pela roda interna e externa em uma curva).

Os cursos online contribuem para a capacitação e atualização dos profissionais da reparação, proprietários de oficina e centros automotivos, estudantes de mecânica automotiva e profissionais de autopeças e estão disponíveis no link: https://nakata.com.br/capacitacoes.

Website: http://www.nakata.com.br

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