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Pesquisa mostra que Rússia, China, EUA e Brasil são os países que mais atacaram a América Latina no segundo semestre de 2020

Levantamento feito por experts em segurança mostra que a acelerada digitalização da região aumentou a superfície de ataque sem que a maturidade de segurança também avançasse; ransomware cresceu 220% em comparação com 2019, phishing invade redes sociais e gangues digitais globais contam com um data leak de 3 bilhões de credenciais vazadas, dados essenciais para realizar violações

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São Paulo, SP 1/2/2021 –

Levantamento feito por experts em segurança mostra que a acelerada digitalização da região aumentou a superfície de ataque sem que a maturidade de segurança também avançasse; ransomware cresceu 220% em comparação com 2019, phishing invade redes sociais e gangues digitais globais contam com um data leak de 3 bilhões de credenciais vazadas, dados essenciais para realizar violações

A pesquisa “LATAM Security Threats 2020”, levantamento realizado por experts em segurança partir de incidentes mapeados nos últimos seis meses de 2020, em toda a América Latina, mostra que Rússia, China, EUA e Brasil são os países que mais atacam a região. Fazem parte desse grupo, também, o Chile e a Argentina. Alemanha, Ucrânia, Polônia e Taiwan são outras fontes de ataques contra a região. É importante destacar, porém, que os experts responsáveis pelo estudo não afirmam que os ataques são gerados nesses países. O que é possível confirmar é que os endereços IP da infraestrutura digital desses países estão sendo utilizados por criminosos digitais para servir de bots de onde são disparados ataques contra a América Latina. Não é possível indicar o país onde está localizada a pessoa que controla esses bots.

 

Esse relatório foi construído pelos experts do F5 Labs. Sediado em Seattle, EUA, o F5 Labs é uma divisão da F5 Networks que identifica ameaças que atingem empresas do mundo todo; o conhecimento construído pelos experts do F5 Labs é disponibilizado gratuitamente no portal https://www.f5.com/labs.

 

A acelerada digitalização da América Latina ao longo de 2020 intensificou as ameaças contra a região. “Ambientes digitais foram se expandindo sem, no entanto, serem acompanhados das corretas políticas de segurança – isso faz da América Latina e do Brasil universos cada vez mais digitalizados, mas com pouca maturidade em segurança”, ressalta Beethovem Dias, Solutions Engineer da F5 Brasil. “Com isso, a superfície de ataque da região aumentou muito em 2020”.

 

Trabalho remoto ampliou a vulnerabilidade do mundo digital brasileiro

 

Um dos ataques mais frequentes é realizado por bots hackers, que fazem, de forma massiva, o scanning de vários tipos de portas de comunicação – a meta é encontrar uma porta que apresente vulnerabilidades. Uma vez identificada, a vulnerabilidade será explorada pelos criminosos digitais, que buscam penetrar em sistemas corporativos e governamentais. “Entre as 20 portas mais visadas pelas gangues digitais estão portas dedicadas ao acesso remoto de usuários”, detalha Dias. “Com o crescimento do teletrabalho na América Latina e no Brasil, essas portas tornaram-se mais críticas do que nunca, sendo responsáveis por criar acessos de usuários remotos a grandes aplicações de negócios”.  O F5 Labs aponta a forte incidência de invasões na América Latina realizadas por portas Telnet e por portas MS RDP, que abrem acesso ao trabalho remoto e a dispositivos na rede interna.

 

Outra descoberta realizada pelos experts do F5 Labs é o quanto as operadoras de Telecom dos países de onde saem os ataques estão comprometidas. “Mapeamos os IPs associados aos links de comunicação usados pelos criminosos digitais para configurar suas bots e disparar ataques – tudo passa por operadoras de Telecom localizadas nos países atacantes”, explica Dias. Cinco operadoras russas e quatro chinesas fazem parte desse quadro.

 

Criminosos possuem 3 bilhões de credenciais pessoais em seu poder

 

Se esses dados apontam as vulnerabilidades da infraestrutura digital da América Latina e do Brasil, é importante refletir, também, sobre os ganhos que os criminosos digitais têm conquistado em relação a dados. “A eficácia das gangues digitais globais é tal que, hoje, contam com um Data Leak de informações estratégicas sobre pessoas, empresas e países – nossos experts apontam que os criminosos terminam 2020 com 3 bilhões de credenciais pessoais em seu poder”. Trata-se de um quadro crítico diante do fato de que boa parte do acesso às aplicações depende de senhas muitas vezes repetidas e já expostas na rede. Dias explica que a soma das vulnerabilidades das portas de acesso a essa enorme base de dados habilita as gangues digitais a, de forma automatizada e com recursos de inteligência artificial, identificar a senha do usuário e, a partir daí, invadir aplicações e realizar operações ilícitas.

 

“A pesquisa mostra que o ransomware cresceu 220% em 2020 em comparação com 2019 – as verticais mais atacadas foram governo, educação e saúde”, detalha Dias. Há uma estreita relação entre ransomware e phishing, que também avançou em 2020. “As gangues digitais constroem armadilhas de grande impacto emocional: em 2020, o grande tema foi a COVID-19 e, agora, avançamos para a fase do phishing baseado em notícias sobre a vacina contra essa doença”.

 

Para Dias, é importante compreender que o phishing vai muito além de um e-mail com um link para uma página falsa ou uma mensagem que traga um falso arquivo PDF anexado. “O phishing é uma porta aberta ao crime – do phishing passa-se ao ransomware – e avança, hoje, para redes sociais”. A falta de maturidade do ambiente digital latino-americano potencializa a eficácia dessas novas estratégias dos criminosos digitais.

 

Gangues digitais inovam e evoluem de forma contínua

 

Todo esse contexto mostra que, enquanto as gangues digitais inovam e evoluem continuamente, pessoas, empresas e países seguem reagindo com atraso à importância de se adicionar, desde o início, segurança em todos os processos. “Acabam acontecendo saltos de inovação, mas não conseguimos, ainda, vivenciar um mundo digital em evolução constante”, avalia Dias. “Internet das Coisas, cloud e edge computing e a explosão das APIs continuam se expandindo sem, por exemplo, a imposição de regras multifatores de autenticação do usuário”.  Outro diferencial competitivo dos criminosos digitais é o alto grau de compartilhamento de informações entre eles. “86% das bots são configuradas a partir de códigos compartilhados entre gangues”.

 

Para Dias, a solução para esse quadro passa por várias frentes de batalha. “A pesquisa do F5 Labs deixa para nós um grande ensinamento: segurança não pode mais ser uma opção a ser pensada depois que a infraestrutura foi criada. Temos, hoje, de considerar que todos os sistemas foram vazados e estão vulneráveis. E trabalhar a partir daí para redesenhar ambientes baseados nas melhores práticas em segurança, de modo a promover a maturidade digital da economia brasileira em 2021”.

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Especialista fala sobre desperdício e o tratamento adequado de água

Dados do Instituto Trata Brasil devem servir de alerta para empresários se preocuparem mais com o manejo da água.

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São Paulo – SP 8/8/2022 –

Dados do Instituto Trata Brasil devem servir de alerta para empresários se preocuparem mais com o manejo da água.

As pesquisas sobre desperdício de água são importantes parâmetros para que ajustes sejam feitos nos sistemas de produção das empresas, bem como para nortear as práticas cotidianas de milhares de brasileiros. Um recente relatório do Instituto Trata Brasil aponta uma piora na perda de captação de água potável no Brasil, especialmente pelas falhas dos sistemas de tratamento e distribuição. Especialista reforça que os métodos para tratamento de água nas empresas precisam ser lapidados para que esse problema não cresça cada vez mais.

De acordo com o levantamento, nos primeiros seis meses deste ano, 40% de toda água potável captada no país foi perdida. Esse é um cenário pior que a pesquisa anterior. Em 2019, o desperdício era de pouco mais de 39%. Na região Norte do país 51% de toda água produzida escorre pelas falhas dos sistemas de tratamento e distribuição de água.

Para o gerente da empresa de tratamento e filtragem de água, Asstefil, esse relatório aponta para uma preocupação que nem sempre é trazida à tona: os métodos utilizados para fazer a filtragem correta da água. “É comum que grandes empresas prezem por sistemas que funcionam e trazem bons resultados, mas elas pouco se preocupam com os efeitos colaterais que isso pode gerar ao meio ambiente, como é o caso do desperdício”, explica Fábio de Oliveira.

O especialista pondera que existem diversos tipos de tratamento de água no mercado e que é fundamental que as empresas façam revisões constantes e atentas para substituir os sistemas quando necessário. “Principalmente em empresas que lidam com a manipulação de produtos sensíveis à saúde, o tratamento de água é extremamente importante e deve ser realizado mesmo na água que vem do tratamento público. O sistema utilizado, por sua vez, deve ser o que mais irá otimizar o recurso e qualquer desperdício deve ser atentamente observado”, avaliou Oliveira.

Para ter bons resultados e ainda se preocupar com os possíveis desperdícios, Fábio orienta que os responsáveis pelos sistemas de filtragem das empresas assegurem o método utilizado e explorem equipamentos que garantam a qualidade da água exigida em suas produções. “Muitas vezes a falha na detecção do método aumenta o desperdício de água. Isso ocorre, pois, todo o processo realizado pode precisar ser refeito e isso aumenta a perda desse líquido tão importante para todos”, finaliza.

Website: https://asstefil.com.br

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Concerto da Orquestra Ladies Ensemble celebra a paz entre as três culturas

Músicas do século XII dos povos árabe, judeu e cristão serão acompanhadas por instrumentos da época. Cada etnia será representada por uma cantora

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Curitiba, PR 8/8/2022 –

Músicas do século XII dos povos árabe, judeu e cristão serão acompanhadas por instrumentos da época. Cada etnia será representada por uma cantora

O próximo concerto da Orquestra Ladies Ensemble celebra o espírito de irmandade. Nos dias 12 e 13 de agosto, o “Concerto Étnico – As 3 Culturas” levará ao palco do Auditório Regina Casillo músicas antigas das culturas árabe, cristã e judaica. A época focada, entre os anos 1100 e 1200, foi um momento em que esses povos conviviam em harmonia. A realização é do Solar do Rosário.

A música é uma linguagem universal e o concerto concebido pela fundadora, diretora artística e musical da orquestra Fabiola Bach Akel traz mais do que a arte musical, mas uma tradição cultural, que propõe uma reflexão. 

Na Península Ibérica, árabes, judeus sefarditas e cristãos compartilharam em vários séculos de história comum, idiomas perfeitamente entendidos entre si, refrões, contos, lendas, vivências e, ainda, desencontros produzidos ao longo de séculos de convivência e separação. “O Sul da Espanha naquela época era muito desenvolvido. Em Córdoba e Toledo eles já tinham iluminação pública, a parte cultural era muito evoluída, havia um entrosamento entre as culturas. Dali saíram alguns grandes tratados de Medicina, de História, de Astronomia”, conta Fabiola.

Este concerto reúne uma herança cultural que ainda se mantém viva na língua ladina – semelhante ao castelhano, uma mistura do hebraico com os idiomas da região, amplamente falada no passado, hoje restrita a alguns povos – que neste espetáculo se reflete na musicalidade. Fabíola, modestamente, lembra por meio da música que há caminhos capazes de levar povos irmãos ao entendimento.

Para contribuir com o Hospital Pequeno Príncipe, o público é convidado a levar doações de alimentos não perecíveis.

 

Instrumentos e cantoras

Naquela época e local, havia uma maioria árabe, que também falava outra língua, o algemiado – espécie de mistura entre o árabe e o espanhol. Sua influência na música das outras duas culturas fica evidente nos instrumentos musicais compartilhados por todos: pela similaridade, há momentos em que não é possível identificar de qual etnia é a música.

Para reproduzir essa riqueza, a orquestra traz instrumentos da época, como o alaúde, que será tocado pelo solista convidado Abed Tokmaji. Refugiado sírio, Abed mora em Curitiba e é irmão da integrante da Ladies Ensemble Myria Tokmaji, que trouxe para a orquestra a sonoridade do qanum, instrumento de cordas originário do século X. “Inserimos o qanum com a Myria em 2018. Foi um desafio fazer essa conversa entre ele e os instrumentos ocidentais modernos”, diz Fabiola. Desta vez, além do qanum, a conversa inclui o alaúde.

Lucia Loxca, esposa de Abed, também participará do concerto, como cantora. A ela caberá o repertório andaluz. A mezzo soprano Daniele de Oliveira, de Curitiba, canta as músicas cristãs e de São Paulo vem a cantora Fortuna, responsável pelas obras em sefaradi e hebraico.

“É linda essa escolha da Fabiola e da Orquestra de trazer um tempo áureo, de grandes avanços. Além da convivência pacífica e da riqueza cultural, foi um berço de uma civilização e cultura que trouxeram a Filosofia, a Ciência, era uma época muito iluminada. É uma grande oportunidade ouvir uma música tão antiga, tão importante para a história, com instrumentos antigos”, afirma Lucia Casillo Malucelli, diretora do Solar do Rosário.

 

A Ladies Ensemble

Primeira orquestra formada só por mulheres no Brasil, a Ladies Ensemble atua desde 2009 e reúne musicistas de diferentes idades, vertentes, influências e inspirações. 

O apoio a causas da mulher é uma de suas missões centrais — entre elas, a conscientização sobre o câncer de mama. Para isso, produz iniciativas como o “Concerto das Rosas” — espetáculo apresentado para milhares de pessoas entre 2017 e 2018 com o objetivo de arrecadar fundos para a compra de próteses mamárias.

Hoje com “casa própria” no Auditório Regina Casillo, a Ladies Ensemble tem entre suas missões a formação de plateia, a democratização da música clássica e a formação de musicistas. Desde seu início pioneiro como noneto, em 2009, até hoje, a orquestra busca influenciar e inspirar outras mulheres a seguirem seus sonhos e paixões sem medo. 

O projeto anual “Orquestra Ladies Ensemble no Auditório Regina Casillo” foi viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, e conta com patrocínio das empresas BHS Corrugated, Oregon, Nórdica Veículos, Guararapes, Impextraco, Tintas Dacar, Sollo Sul, Ferragens Negrão, Transunion, Abase Vet, Grupo Barigui Veículos, Grasp, Milium, Trutzschler, Agrosul Catarinense, GV2C, Tintas Alessi, Fobras, PASA, Delta Cable, Plast & Pack, M.A. Máquinas, Dissul, Stampa Food e Perkons. Conta com apoio de Casillo Advogados e Cia da Roupa, Hotel Bourbon. A instituição beneficiada é o Hospital Pequeno Príncipe. A realização é do Solar do Rosário, espaço particular de Arte e Cultura em Curitiba fundado em 1992. Com direção geral de Lucia Casillo Malucelli.

 

Serviço
Concerto Étnico – As 3 Culturas
Datas: 12 e 13 de agosto de 2022
Horário: Sexta às 20h | Sábado às 17h
Local: Auditório Regina Casillo – Rua Lourenço Pinto, 500, Centro, Curitiba – PR
Ingressos: R$ 35 (inteira) / R$ 17,50 (meia)
Vendas pelo Disk Ingressos: (41) 3315-0808 | https://www.diskingressos.com.br/

Estacionamento gratuito no local



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Exposição apresenta quadros inéditos de Theodoro de Bona, na Artestil

Arte que Inspira acontece 95 anos depois da primeira mostra do artista em Curitiba

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Curitiba, PR 8/8/2022 – Com concepção e curadoria de Liliana Cabral, a mostra reúne trabalhos de todas as fases do artista

Arte que Inspira acontece 95 anos depois da primeira mostra do artista em Curitiba

Abre, no próximo dia 13 de agosto, na Artestil Galeria de Arte, em Curitiba, a exposição Arte que Inspira, com 65 obras do artista paranaense Theodoro de Bona. Com concepção e curadoria de Liliana Cabral, a mostra reúne trabalhos de todas as fases do artista, com obras do acervo da família e de particulares, nunca apresentadas ao público. “A exposição irá surpreender os apreciadores de arte, pois traz óleos e desenhos de fases pouco conhecidas”, explica Liliana. 

Sobre o artista 

De Bona nasceu em Morretes, no litoral paranaense, e estudou desenho no colégio, a partir de 1912. Mais tarde foi aluno de Gina Bianchi, Ercília Cecchi e Alfredo Andersen. Em 1927, foi bolsista na Academia de Belas Artes de Veneza, retornando para Curitiba nove anos mais tarde. O artista foi cidadão honorário de Curitiba e recebeu a Comenda Honorífica da Ordem do Mérito da República Italiana. Em sua estada na Europa, participou ativamente de movimentos artísticos. Logo que chegou na Itália juntou-se ao Cà Pesaro, grupo que se destacou pelo esforço em renovar a linguagem e a estética.

Expôs na 17ª Bienal de Veneza, no 50º Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, na Pinacoteca de São Paulo, dentre diversos outros espaços responsáveis pela democratização da arte brasileira. Contemporâneo dos também paranaenses Estanislau Traple e Waldemar Curt Freyesleben, foi professor e inspirou muitos artistas na nova geração paranaense. 

Arte que Inspira apresenta os primeiros trabalhos, obras feitas durante seus três períodos em Veneza, obras feitas no Rio de Janeiro, além, é claro, de paisagens paranaenses. A exposição acontece entre 13 de agosto e 18 de setembro, na galeria Artestil. A entrada é gratuita.

Serviço:

Exposição Theodoro de Bona – Arte que Inspira

13 de agosto a 18 de setembro

Das 9 às 18 horas de segunda a sexta-feira

Das 9h30 às 13h30 aos sábados

Galeria Artestil – Rua Carlos de Carvalho, 1663 – Batel 

Assessoria de imprensa

Isabela França Comunicação Estratégica

Roberta Hoshiguti – 41 9 9873-9134 

roberta@isabelafranca.com.br

Website: http://isabelafranca.com.br

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