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Fazenda com quatro mil cabeças de gado inova ao substituir cana de açúcar pela pecuária em Pernambuco

Empreendimento fica na Zona da Mata Sul de Pernambuco e produz animais de alta qualidade, através de programas de melhoramento genético, movimentando a economia da região

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Recife, Pernambuco 30/10/2020 – Quando as fêmeas dão cria, chega a nascer mais de 200 bezerros por mês. Os animais são vendidos na fase adulta quando atingem mais de 500 quilos

Empreendimento fica na Zona da Mata Sul de Pernambuco e produz animais de alta qualidade, através de programas de melhoramento genético, movimentando a economia da região

Um empreendimento na cidade de Jaqueira está inovando a economia da região ao substituir a monocultura da cana de açúcar pela criação de gado. Com 4.600 hectares, a Agropecuária Mata Sul investe na criação de quatro mil cabeças de gado e pretende dobrar esse número nos próximos anos. A criação de gado de corte é associada à preservação ambiental, com uma área de conservação de 600 hectares, e manejo racional que permite também a produção de madeira, através do plantio de árvores de espécies exóticas, como mogno e eucalipto. O turismo rural também é uma das atividades previstas no projeto.

Os animais, das raças Angus e Nelore, são criados em sistema rotacionado, onde passam o mínimo de tempo possível em cada cercado, permitindo o melhor manejo do capim e aumentando a produtividade. Nesse sistema, os animais ficam três dias em cercados de 2,5 a sete hectares e depois passam para outro bloco. O rebanho só volta ao cercado inicial depois de 30 dias, respeitando o ciclo de crescimento do capim. A plantação consorciada de árvores cria áreas com sombras e aumenta o conforto para os animais.

“Hoje abatemos cerca de 100 animais por mês, mas pretendemos dobrar esse número até 2021. Investimos no ciclo completo de criação do gado bovino de corte, com melhoramento genético constante. E a produção é toda vendida em Pernambuco. Acho que a criação de gado é uma alternativa econômica para as terras de usinas”, diz o técnico em agropecuária Josimar Barboza.

A Agropecuária Mata Sul adota o Programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore (PAINT Nelore, que permite o melhoramento genético do gado de corte e a criação de animais de qualidade superior. Os animais também contam com o Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP), emitido pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).

O período de reprodução, com um dos 11 touros reprodutores da fazenda, dura três messes. As fêmeas parem e passam inicialmente por um processo de inseminação artificial. Depois são soltas com os touros reprodutores. Nesse processo, as fêmeas que não ficaram prenhes pela inseminação artificial serão cobertas pelos touros. “Quando as fêmeas dão cria, chega a nascer mais de 200 bezerros por mês. Os animais são vendidos na fase adulta quando atingem mais de 500 quilos”, explica Josimar Barboza. Segundo ele, a Agropecuária Mata Sul gera 65 empregos diretos.

Fazenda guarda reserva particular com espécies em extinção

Cerca de 2.500 hectares da área total da empresa são utilizados na criação de gado e 600 fazem parte da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Frei Caneca, que é contígua à RPPN Pedra D’Antas, localizada no município de Lagoa dos Gatos. Juntas, as duas RPPNs formam o bloco de floresta com cerca de 1.400 hectares conhecido como Serra do Urubu, um importante remanescente de Mata Atlântica que é reconhecido nacional e internacionalmente como uma área prioritária para a conservação das aves e da biodiversidade.

O fragmento da Serra do Urubu abriga atualmente 285 espécies de aves, sendo 13 consideradas globalmente ameaçadas de extinção. Além disso, a Serra do Urubu abriga espécies ameaçadas de outros grupos, como mamíferos, anfíbios e plantas. Segundo os pesquisadores, é uma das área mais ricas da Floresta Atlântica do Nordeste.

A área fica sob a proteção da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil – SAVE Brasil, que faz parte da BirdLife International, uma aliança global de organizações conservacionistas que tem um foco especial na conservação das aves e está presente em mais de 120 países. Um das atividades desenvolvidas no local é o monitoramento das aves.

Website: http://www.acaiconcept.com

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Empresas lideradas por mulheres contam com linha de financiamento especial do BDMG

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Pedro Gontijo / Imprensa MG

“Empreendedoras de Minas” ajuda a minimizar impactos socioeconômicos da pandemia da covid-19.

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Governo de Minas e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) decidiram aprimorar o acesso ao crédito às micro e pequenas empresas lideradas por mulheres.

A linha Empreendedoras de Minas – que ao longo de 2020, devido à pandemia, teve juros iniciais reduzidos de 0,95% para 0,79% ao mês – terá nova diminuição durante março. O valor da taxa inicial será de 0,68% ao mês.

Podem acessar o crédito empresas mineiras com participação societária feminina igual ou superior a 50% do capital social, há pelo menos meio ano. O pagamento é em até 48 meses, com carência de até seis meses. A simulação e a contratação podem ser feitas de forma ágil, 100% on-line, pelo site do banco ou por correspondentes bancários em todas as regiões do estado.

Pedro Gontijo / Imprensa MG
Materia Empreendedoras de Minas
Na foto: Aparecida, dona de PetShop
Foto: Pedro Gontijo / Imprensa MG

Sonho vira realidade

Foi justamente pelo site do BDMG, em 2020, que Aparecida Dimas Rosa conseguiu tirar do papel um projeto que tanto desejava. A proprietária da Clínica Veterinária Sagrada Família, instalada em Belo Horizonte, tinha o sonho de realizar a reforma e modernização das instalações da clínica.

“Tive conhecimento da linha de crédito ‘Empreendedoras de Minas’ por uma amiga. Foi uma experiência muito positiva e simples conseguir o recurso pelo site. O processo foi fácil, prático e sem burocracia. Não acreditei quando o dinheiro foi liberado”, lembra.

À frente do negócio há 13 anos, Aparecida Rosa explica que a obra resultou em ganhos e agradou à clientela. “Os clientes estão mais satisfeitos, uma vez que o local passou a contar com uma infraestrutura melhor para receber os animais”, diz.

Expansão

Em dezembro do ano passado, Elza Maria do Nascimento Soares, empreendedora que está à frente da Casa do Bolo Vovó Elza, passou pela quarta experiência de pegar um empréstimo pelo BDMG. Desta vez, a linha escolhida foi ‘Empreendedoras de Minas’.

“Quando fiquei sabendo que existia a possibilidade de tomar um financiamento com juros mais baixos, tive certeza que era o momento de fazer a expansão na empresa. Com o recurso, ampliei e reformei a cozinha e comprei equipamentos novos. Além disso, contratei mais uma funcionária”, conta.

De acordo com Elza Maria, a pandemia ampliou o número de encomendas. “A alimentação fora diminuiu porque as famílias passaram a ficar mais em casa. Com isso, nossos pedidos aumentaram. Daí a necessidade de termos uma estrutura maior para darmos contar de atender a nossa clientela”, disse.

O planejamento no médio prazo já está traçado: expandir a produção da Casa do Bolo em 30%. A empresária, que produz 100 bolos por dia, pretende saltar para 130 unidades/dia. “O investimento que fiz me deu a chance de sonhar mais alto”, comemora.

Oportunidade

A empresária novalimense Maria Gisele Guedes da Luz, que há nove anos abriu a Ótica Solari, enxergou na linha de crédito uma oportunidade para turbinar o negócio.

Com seis unidades na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Maria Gisele gastava boa parte do seu tempo com o deslocamento entre as lojas. “Necessitava de um gerente para fazer este trabalho. A condição facilitada e uma taxa de juros competitiva incentivaram a compra de um veículo para que a atividade fosse realizada”, explica.

Dessa forma, a empresária diz ter mais tempo para gerir o negócio, sobretudo na tomada de decisão. “O planejamento é abrir mais uma loja neste ano, em agosto. Além disso, já está em curso a expansão dos negócios por meio de franquia”, detalha.

Desafios   

A iniciativa do BDMG vem em um momento de desafios especiais para o empreendedorismo feminino. Segundo pesquisa do Sebrae, realizada no ano passado, os negócios liderados por mulheres tendem a ser os mais afetados durante a pandemia. Ao todo, 52% dos empreendimentos femininos foram impactados, contra 47% dos negócios masculinos.

A linha “Empreendedoras de Minas” do BDMG foi lançada em março de 2018. Desde então, foram desembolsados cerca de R$ 90 milhões para 2.476 empresas situadas em 336 municípios mineiros.

 

Por | Agência Minas

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Mulheres têm conquistas, mas caminho ainda é longo para igualdade

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Rio de Janeiro - Mulheres marcham em Copacabana para celebrar dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha durante a 3ª Marcha das Mulheres Negras no Centro do Mundo (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

“Nada nos é oferecido, tudo é uma conquista”, diz Conceição Evaristo.

Ser mulher é enfrentar um desafio diferente todos os dias. É superar barreiras, muitas vezes, invisíveis. Apesar de serem a maioria da população brasileira (51,8%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), elas ainda enfrentam cenários desiguais, seja na divisão das tarefas domésticas ou nos ganhos no mercado de trabalho. Muitas vezes, elas assumem tripla jornada. Saem para trabalhar, cuidam da casa, dos filhos. Em vários lares, elas são arrimo e sustentam sozinhas suas famílias. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), em 2018, 45% dos domicílios brasileiros eram comandados por mulheres.

Mas, apesar de liderarem casas e assumirem as contas, as mulheres ainda têm de lidar com a discriminação. Estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostra que 90% da população mundial ainda tem algum tipo de preconceito na questão da igualdade de gênero em áreas como política, economia, educação e violência doméstica.

Segundo o estudo, que analisou dados de 75 países, cerca de metade da população considera que os homens são melhores líderes políticos do que as mulheres, e mais de 40% acham que os homens são melhores diretores de empresas. Além disso, 28% dos consultados consideram justificado que um homem bata na sua esposa. Apesar da longa jornada enfrentada por elas ao longo da história, os números mostram que ainda há muito a caminhar.

Marco histórico

Considerado marco histórico na luta das mulheres por mais oportunidades e reconhecimento, o 8 de março foi instituído como Dia Internacional da Mulher, pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975.

Muitos historiadores relacionam a data a um incêndio ocorrido, em 1911, em Nova York, no qual 125 mulheres morreram em uma fábrica têxtil. A partir daí, protestos sobre as más condições enfrentadas pelas mulheres trabalhadoras começaram a ganhar espaço.

Mais de um século depois, as mulheres seguem na luta por igualdade de direitos

A juíza brasileira Martha Halfeld é a primeira mulher a ocupar a presidência do Tribunal de Apelações da ONU – UN Photo/Loey Felipe

Para a juíza Martha Halfeld, primeira mulher a ocupar a presidência do Tribunal de Apelações da Organização das Nações Unidas, não há mais espaço para a ideia de “concessão masculina”. Tudo o que as mulheres conseguiram, ao longo da história, foi com base em muito trabalho, dedicação e suor. Na visão da juíza, o 8 de março deve ir muito além de flores ou presentes.

“Oferecer a rosa, pode ser visto como: eu te concedo uma assistência. Eu, homem, te concedo aquilo. Hoje, não existe mais espaço para eu concedo. Não, nós conquistamos. E nós conquistamos com muito trabalho um espaço de perfeita igualdade em termos intelectuais, pelo menos. Temos tanta capacidade intelectual quanto qualquer homem”, afirma Halfeld que permanece na presidência da Corte até janeiro de 2022 e segue na ONU até 2023.

Livro como arma

Para conquistar um espaço na academia e na literatura, a mineira Conceição Evaristo sabe o quanto teve de lutar. Sua primeira arma foi o livro, que a acompanhou desde a infância pobre vivida em Belo Horizonte. “Eu não tinha muita coisa em termos materiais. Brinquedo era uma coisa rara, passear era uma coisa muito rara, viajar muito menos. Então, o livro vem preenchendo um vazio. A escola onde estudei os meus primeiros anos primários tinha uma biblioteca muito boa. Desde menina, eu sempre gostei de leitura.”, conta.

Segunda de nove irmãos, a escritora foi criada pela mãe e por uma tia. Conceição, que trabalhou como empregada doméstica e lavadeira, foi a primeira da família a conseguir um diploma universitário.

Depois da graduação, veio o mestrado, o doutorado e as aulas em universidades públicas. Em paralelo aos estudos, ela se dedicava a outra paixão: a escrita. Seus  contos e poemas foram publicados na Série Caderno Negros, na década de 1990, e seu primeiro livro, o romance Ponciá Vicêncio, foi publicado em 2003.

Para escritora Conceição Evaristo, o 8 de março é um momento de reflexão e vigília constante – Marcello Casal JrAgência Brasil

Em 2019, foi a homenageada do Prêmio Jabuti, um dos mais importantes da literatura brasileira. “Foi preciso um prêmio me legitimar. Enquanto eu não ganhei o Jabuti, as pessoas não acreditaram que estavam diante de uma escritora negra”, afirma.

Reconhecida como uma das escritoras brasileiras mais importantes da atualidade, Conceição conta que as barreiras que teve de enfrentar por toda sua vida foram o combustível para suas obras. “A minha escrita é profundamente contaminada pela minha condição de mulher negra. Quando eu me ponho a criar uma ficção, eu não me desvencilho daquilo que eu sou. As minhas experiências pessoais, as minhas subjetividades, o lugar social que eu pertenço, isso vai vazar na minha escrita de alguma forma.”

Para ela, o 8 de março é uma data para ser celebrada, mas também um momento de reflexão e de vigília constante. “Todas as mulheres precisam ficar alertas àquilo que é do nosso direito, àquilo que nós temos de reivindicar sempre porque nada, nada nos é oferecido, tudo é uma conquista”, conclui.

 

Por | Ana Graziela Aguiar – Repórter da TV Brasil – Brasília

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Atrasos na liberação de carga em Guarulhos comprometem serviços e lotam terminais, alerta SINDASP

Motivados pelo fechamento de fronteiras, os dois maiores aeroportos cargueiros do Brasil, Viracopos e Guarulhos registraram aumentos significativos neste início de 2021

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Campinas (SP) 8/3/2021 –

Motivados pelo fechamento de fronteiras, os dois maiores aeroportos cargueiros do Brasil, Viracopos e Guarulhos registraram aumentos significativos neste início de 2021

Um dos termômetros da movimentação no país, Viracopos registrou em janeiro alta na importação, atingindo 36,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, com um total de 10,9 mil toneladas. Já a exportação avançou 63,9% no mês de janeiro em relação ao mesmo mês de 2020 – antes mesmo da pandemia, com um total de 5,8 mil toneladas de carga.

Embora Guarulhos não tenha divulgado seus números, de acordo com o SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – entidade que representa a categoria responsável por cerca de 95% das operações de comércio exterior brasileiro – os atrasos estão em níveis intoleráveis no terminal. “Estamos monitorando todos os tempos e chegamos em um momento de prazos inadmissíveis para quem opta pelo modal aéreo e, por isso mesmo, quer agilidade para retirar sua carga”, revela Marcos Farneze, presidente do SINDASP.

A assessoria de imprensa do aeroporto de Guarulhos explicou ao Portal LogNews que o fenômeno de crescimento “súbito e inesperado” da carga, ocorrido em fevereiro, é atribuído ao fechamento de fronteiras em todo o mundo por conta da pandemia. Segundo a assessoria, o fluxo de pessoas está limitado e para a carga aérea não há nenhuma restrição. Por isso, essa migração desse transporte de mercadorias, informou a assessoria, dando como exemplo a relação atual desse fluxo com os EUA.

Além disso, a assessoria informou ainda que ocorreram dois voos cargueiros, para o setor automotivo, realizados em um avião de passageiro, motivado pela pandemia e o fechamento de fronteiras – que resultou na queda da oferta de voos e, por consequência, na diminuição na capacidade de transportar carga na “barriga” de jatos de passageiros. Foram duas grandes operações, pela Cia. Aérea holandesa “TUI”, com peças automotivas, utilizando o Boeing 787 no transportando de autopeças.

A GRU Airport – Concessionária que administra o Aeroporto – divulgou medidas emergenciais, que, todavia, ainda não surtiram o efeito desejado. “Nada mudou. Esse atraso já causa impactos chegando, inclusive, ao ponto de não localizarem cargas nos Terminais”, finaliza Farneze.

O SINDASP divulgou alguns problemas identificados, desde a chegada até a entrega da carga, sendo que os principais são:

Armazém de exportação
• Atraso no agendamento de recebimento das cargas;
• Atraso na entrega das cargas para as Cias. Aéreas;
• Cargas não localizadas no armazém de exportação;

Armazém de importação
• Atracação – atrasos de mais de 24 horas, sem considerar finais de semana;
• Atrasos nas informações do Mantra, de presença de cargas e outros do gênero;
• Problemas nas armazenagens – demora de até 5 horas para o cálculo de armazenagens;
• Cargas não localizadas no armazém de importação;
• Falta horário para agendamento no sistema CMS;
• Atraso na entrega e liberação das cargas agendadas, média de 12 horas,

Website: http://www.sindaspcg.org.br

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