Conecte-se conosco

Notícias

Retrofit moderniza espaços e valoriza a importância histórica de edifícios

Arquitetos apontam as vantagens do processo de revitalização e da escolha de projetos de requalificação por meio de concursos

Publicado

em

Belo Horizonte, MG 12/2/2021 –

Arquitetos apontam as vantagens do processo de revitalização e da escolha de projetos de requalificação por meio de concursos

Referência no Hipercentro de Belo Horizonte, o complexo predial do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Minas Gerais (Senac BH), localizado na rua dos Tupinambás e que atualmente abriga o Centro de Educação Profissional (CEP), é um ícone da capital mineira. Os dois blocos do edifício, construídos na década de 1970, totalizam 10,1 mil metros quadrados de área construída e comportam quase 1,5 mil alunos por turno dos cursos livres e técnicos, além de graduação e MBA da instituição integrada ao Sistema Fecomércio-MG.

Com importância histórica e afetiva para os belo-horizontinos, os edifícios vão passar, em breve, por uma completa requalificação, cujo processo se encontra em fase de escolha para o projeto, por meio de um concurso realizado em parceria com o Instituto dos Arquitetos de Minas Gerais (IAB-MG). No desafio de melhoria da infraestrutura interna e externa (o programa arquitetônico vai contemplar os ambientes educacionais do local, como cozinhas didáticas, laboratórios, salas de aula, estúdio, entre outros), um outro desafio se impõe: obter como resultado um espaço que se aproxime ainda mais dos cidadãos que transitam diariamente pelo Centro da cidade.

Para o arquiteto e urbanista Fabiano Sobreira, sócio da GSR Arquitetos e coordenador do site Concursos de Projeto, modernizar o antigo e inserir novas funcionalidades, materiais e equipamentos, além da valorização do patrimônio, do aumento da sua vida útil e da melhora na qualidade de vida dos usuários do espaço “retrofitado”, garantem dinamismo aos centros urbanos. “Acredito que se pode destacar a importância de requalificação de um edifício histórico na área central de Belo Horizonte para abrigar atividades de educação e encontro”, diz. “É preciso promover espaços que estimulem a vida nos centros urbanos e acredito que esse seja um dos desafios desse projeto”, completa.

O também arquiteto e urbanista Alvaro Puntoni, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-SP), complementa: “Podemos imaginar uma expansão, um adensamento, mas no sentido inverso, de fora para dentro, para essa área dotada de significados e infraestruturas”, diz.

Além da atualização geral das instalações da unidade e da aproximação do local com o público em geral, o retrofit do conjunto de edifícios visa propiciar o conceito de “anytime, anywhere learning” (a qualquer hora, em qualquer lugar, aprendendo), introduzindo modernidade ao antigo, com abertura para mudanças que virão com o passar do tempo. A biblioteca, o restaurante e o bar, sendo espaços de acesso livre ao público, serão o elo do cidadão do entorno ao espaço interior do Senac de forma natural.

Para os arquitetos, o retrofit deve permitir flexibilidade e atemporalidade, tornando a edificação mais resiliente, adaptável às mudanças que o futuro pode trazer e estabelecendo um diálogo entre a edificação e a sociedade. “É preciso compreender o que é o espaço de aprendizado do presente e do futuro para que o ambiente a ser projetado possa abrigar as dinâmicas contemporâneas de aprendizagem. Em um contexto em que o acesso ao conteúdo é cada vez mais virtualizado e descentralizado, o espaço de aprendizado tende a se transformar cada vez mais em um lugar de encontro e de trocas; portanto, um espaço ativo, e não apenas o ambiente passivo, de recepção de informações”, afirma Sobreira. “Um projeto de retrofit dessa magnitude, de dois edifícios integrais, é uma oportunidade rara. Trata-se de uma ótima oportunidade para que possamos caminhar juntos, estabelecer um diálogo e podermos colaborar com o avanço da nossa arquitetura”, destaca Puntoni.

As inscrições para o concurso público nacional de anteprojeto de arquitetura para seleção da melhor proposta de requalificação do complexo de edifícios da unidade central do Senac de Belo Horizonte (blocos 1 e 2) se encerram no dia 15 de fevereiro. O prazo para envio dos trabalhos foi estendido para o dia 18 do mesmo mês. As bases do edital estão disponíveis no site. Podem participar profissionais, individualmente ou na qualidade de responsável técnico de sociedade ou empresa, de prestação de serviços de arquitetura e urbanismo.

Essa é a primeira vez que o Senac em Minas lança edital, na modalidade de concurso, para requalificação arquitetônica, uma oportunidade para os profissionais da área. “Os concursos de arquitetura são os meios mais democráticos (tanto na perspectiva da profissão quanto da sociedade) para a escolha de projetos. Além disso, permitem a antecipação e o debate sobre as respostas potenciais a um problema complexo. O concurso dá transparência e debate público ao processo, além da qualidade do projeto resultante. Não vejo outro meio de alcançar a qualidade esperada pelo Senac: o concurso público de arquitetura é o caminho mais apropriado sempre”, afirma Sobreira. “O concurso de arquitetura é um instrumento de acesso ao trabalho público; deveria ser sempre assim: defender o concurso de arquitetura é, neste momento delicado em que vivemos, defender a democracia”, destaca Puntoni.

A presidente do IAB-MG, Maria Elisa Baptista, avalia a relevância de um projeto dessa grandeza ser escolhido por meio de um concurso público nacional. “O IAB tem refletido bastante nos últimos anos sobre os concursos, porque, sem dúvida alguma, trata-se de uma das formas mais interessantes e democráticas para propor, projetar e alterar qualquer coisa em um edifício ou em uma cidade. Além disso, sabemos que existe toda uma equipe comprometida em escolher, com muito cuidado, alternativas que se encaixem no programa arquitetônico, com propósitos muito bem desenhados, esclarecidos e articulados. Do outro lado, temos um júri, que também tem papel preponderante de escolher aquilo que será o melhor projeto”, destaca. “Contar com projetos de colegas de todo o Brasil é uma riqueza para Belo Horizonte e uma troca de conhecimentos extraordinária”, finaliza.

Website: https://www.concursoarquiteturasenacbh.com.br/site/1

Continuar Lendo
Anúncio

Notícias

Onde investir o 13° salário?

“Apenas” 29% dos beneficiados com o 13° salário pensam em poupar ou investir o recurso

Publicado

em

Foto: Reprodução da internet

Daniel Abrahão, assessor na iHUB Investimentos / Foto: Divulgação

O décimo terceiro salário é sempre esperado pelos mais de 42 milhões de brasileiros com carteira assinada no país. O dinheiro “extra” sempre dá aquela ajudinha no final de ano com presentes de natal, comemorações e até dívidas a pagar.

De acordo com uma pesquisa realizada pela CNDL/SPC Brasil, cerca de 43% dos trabalhadores utilizarão o benefício para as comemorações de Natal e Ano Novo ou comprar produtos que tinham vontade; 36% gastarão com presentes de Natal para toda a família; e apenas 29% dos trabalhadores brasileiros vão economizar, poupar ou investir.

A última opção, muitas vezes, não é a primeira escolha dos brasileiros. Investimentos quase sempre são deixados em segundo plano na hora de gerir as finanças. As dívidas, os gostos pessoais e o lazer são postos em primeiro lugar. “Em suma, investir é abrir mão do presente para ter mais conforto no futuro. Pode ser para algo maior, como a compra de uma casa, um carro, ou até a sonhada independência financeira”, comenta Daniel Abrahão, assessor na iHUB Investimentos.

O primeiro pilar para começar a investir e ter uma vida financeira saudável é construir uma reserva de emergência. Esse resguardo pode ser construído investindo uma parte do décimo terceiro. Após construída a reserva, o start para os investimentos diversificados pode ser dado.

Abrir mão de um celular novo, pago em algumas parcelas com juros, durante o Natal, pode ser um caminho viável para comprá-lo à vista no futuro. Outro cenário é estar em uma situação de emergência, conseguir pagar as contas sem precisar recorrer a empréstimos ou cheque especial, apenas usando os recursos investidos, uma opção consciente do investidor.

 

Investir as parcelas do 13° ou esperar o montante cair na conta?

A primeira parcela do benefício deverá ser paga até o dia 30 de novembro, já a segunda, até 20 de dezembro. Para Daniel Abrahão, deixar o dinheiro parado na conta bancária nunca é uma opção viável. “Dinheiro parado não rende, logo é uma péssima opção. Atualmente, o mercado financeiro oferece diversos investimentos de liquidez diária, ou seja, que podem ser resgatados imediatamente”, declara o especialista.

Ao obter o valor total do salário extra, o investidor pode optar pela diversificação em classes de ativos, recompondo e balanceando a carteira com possibilidades de maior risco, como renda variável e utilizando da renda fixa como composição.

 

Como investir o dinheiro do 13° em um objetivo de curto prazo?

Partindo do princípio de um curto prazo de até dois anos, o investidor deve optar por investimentos conservadores e com liquidez curta ou com vencimento próximo ao período de retirada dos recursos.

Opções como Tesouro Selic, Renda Fixa Privada e fundos de investimentos são boas classes de ativos para atender a necessidade do curto prazo, valendo atentar-se aos vencimentos das Renda Fixas Privadas.

 

Inserir o 13° no objetivo a longo prazo é a melhor opção?

Tendo em vista uma perspectiva além de cinco anos, o tempo jogará a favor do investidor. Nesse sentido, o leque de opções é bem maior e pode envolver operações tanto conservadoras como arrojadas.

Em linha com o risco, as ações são opções plausíveis para quem quer atuar em renda variável. “Os papéis são uma fração do capital social de uma empresa. Dessa maneira, ao comprar uma ação, o investidor se torna sócio do negócio, inclusive participando dos lucros e prejuízos. Elas não são a única forma de investir em renda variável, mas a mais conhecida”, comenta Abrahão.

O mundo dos investimentos é repleto de oportunidades e cada necessidade de investimento é individual, cada indivíduo possui um objetivo, um sonho a ser realizado ou uma meta a alcançar com os investimentos. “Não existe resposta certeira ou uma forma única para cada um. Na hora de investir, diversos fatores pessoais também devem ser levados em consideração”, finaliza o assessor de investimentos.

 

Sobre iHUB Investimentos

A iHUB Investimentos é uma empresa especializada em assessoria de investimentos credenciada pela XP Investimentos. Possui mais de 3,5 mil clientes, somando mais de R$1,5 bilhão em valores investidos sob custódia.

 

Por | Matheus Correa – Analista de comunicação – Agência Contatto

Continuar Lendo

Notícias

Juridiquês: você não precisa disso

Publicado

em

*Advogada Gabriella Ibrahim / Foto: Divulgação
*Advogada Gabriella Ibrahim / Foto: Divulgação

Por muitos anos, o Direito, assim como o universo jurídico, foi pensado apenas para os advogados e profissionais que possuem conhecimento na área. Nunca foi uma área acessível para os clientes e cidadãos que não possuem formação jurídica.

A relação entre advogados e clientes sempre foi uma relação desequilibrada, em que o profissional do Direito era o único possuidor do conhecimento jurídico, enquanto o cliente ficava apenas de expectador.

Dessa forma, ao mesmo tempo que a nossa Constituição prega o princípio do acesso à justiça, a cultura jurídica afasta essa mesma justiça dos leigos, ou seja, de qualquer cidadão que não possua formação jurídica.

*Advogada Gabriella Ibrahim / Foto: Divulgação

A maior dificuldade do meio jurídico sempre foi o seu distanciamento da realidade, o seu formalismo exagerado e a linguagem rebuscada, o famoso juridiquês. Quem nunca se sentou à mesa com mais de um advogado e pareceu estar ouvindo outro idioma? Ou pegou um contrato para ler e teve certeza de que aquele documento foi feito para prejudicar? Por exemplo, há pessoas que possuem medo de alugar o apartamento ou a casa, pois não conseguem compreender o texto do contrato de locação.

O juridiquês só gera receio e dúvidas. Mas há boas notícias. Um novo conceito jurídico tem ganhado força no mercado: o Legal Design. É uma técnica que utiliza ferramentas e elementos de Design, unidos ao Design Thinking para tornar documentos jurídicos mais acessíveis e compreensíveis para o destinatário final daquele documento.

A proposta é colocar o destinatário final do documento jurídico como foco de toda estratégia de elaboração. Em âmbito contratual, podemos citar o exemplo de um contrato, que, em regra, no dia a dia, é lido por pessoas comuns, que não são da área jurídica, e que pode ser redigido utilizando uma linguagem simplificada e objetiva, usando elementos de design (gráficos, tabelas, fluxogramas).

A ideia é trazer mais clareza. A pessoa precisa entender o papel que está assinando desde a primeira linha.  O objetivo do Legal Design é tornar documentos jurídicos mais acessíveis, compreensíveis e estratégicos, fazendo com que sejam mais eficientes e que melhorem a experiência dos usuários finais. Portanto, que possamos deixar de lado o juridiquês para sermos cada vez mais claros e transparentes. Consumidores, clientes, magistrados e todos aqueles que têm contato com o documento agradecem.

(*) Advogada contratualista, especialista em Legal Design, criadora da Formação Completa em Legal Design e Visual Law – Metodologia LDFD, pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho e pós-graduanda na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

Continuar Lendo

Notícias

Como as telas implicam na vida das crianças

Publicado

em

Foto: Divulgação

* Luciana Brites é CEO do Instituto Neurosaber e doutoranda em distúrbios do desenvolvimento / Foto: Divulgação

Um estudo da American Academy Of Child e Adolescent Psychiatry (AACAP), mostrou que crianças americanas, com idade entre 8 a 12 anos, passam de quatro a seis horas usando telas. Já quando se trata de adolescentes, esse tempo passa para até nove horas.

As crianças estão cada vez mais expostas às telas, sejam elas de celular, tablet ou até mesmo da TV. É importante reforçar que, como tudo na vida, a tecnologia também deve ser usada com moderação. Ela traz muitos benefícios quando bem usada e quando usada em excesso pode fazer mal.

Vale ressaltar que os jogos digitais estimulam a criatividade e o raciocínio lógico das crianças. Dependendo do jogo, pode até despertar mais interesse por alguma matéria escolar.

É na primeira infância quando a gente mais se desenvolve. Pensando nos pequenos, os jogos voltados para eles devem ser mais lúdicos e com as músicas mais baixas para não afetar a audição. Os jogos estimulam muitos neurotransmissores. Isso faz com que a criança queira jogar cada vez mais.

Por isso, os pais devem limitar um tempo para que elas joguem sem ter prejuízos no desenvolvimento. Lembre-se que a criança precisa ter contato social. Os responsáveis devem evitar jogos com muito barulho e sem objetivo. Verifique a faixa etária dos jogos e veja se eles se adequam a idade do seu filho.

É importante reforçar que já há trabalhos que correlacionam o uso de telas com atraso de linguagem. Isso é muito preocupante e por isso a necessidade de um limite de tempo é necessária. Quando esse atraso acontece na fase de alfabetização, essa criança também pode ter uma demora para aprender a ler e escrever.

Então, aproveite e limite o tempo de uso de tecnologias. Além disso, incentive-o a praticar esportes, participar de jogos coletivos e interagir socialmente com outras crianças para que ela se desenvolva da forma correta e sem prejuízos.

(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber (https://institutoneurosaber.com.br/), autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, palestrante, especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie.

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

Continuar Lendo

Em Alta

...