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Abertura de empresas em 2020 bateu recorde: oito dicas para manter o negócio aberto

O ano de 2020 foi marcado pela pandemia de Covid-19, queda da atividade econômica e elevação do índice de desemprego. Entretanto, o Brasil teve o melhor desempenho no que diz respeito à abertura de novas empresas

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2/3/2021 – O Professor Carlos orienta que para se ter resultados e o negócio perdurar, o empreendedor deve ser um questionador, e perguntar sempre o que pode ser melhorado

O ano de 2020 foi marcado pela pandemia de Covid-19, queda da atividade econômica e elevação do índice de desemprego. Entretanto, o Brasil teve o melhor desempenho no que diz respeito à abertura de novas empresas

A pandemia levou milhares de desempregados a se reinventarem e muitas pessoas encontraram no empreendedorismo a solução para garantir o seu sustento. Em 2020, foram abertas 3.359.750 empresas – registrando um aumento de 6% em relação ao ano anterior. No mesmo período, ocorreu o fechamento de 1.044.696 empresas, com queda de 11,3% na comparação com 2019. O saldo positivo é de 2.315.054 empresas abertas. De acordo com os dados do Ministério da Economia, as atividades recordistas de novos negócios foram:

1º Comércio varejista de artigos de vestuários e acessórios: 200.662 empresas abertas;
2º Promoção de vendas: 149.063 empresas abertas;
3º Cabeleireiros, manicure e pedicure: 134.992 empresas abertas;
4º Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar: 110.261 empresas abertas;
5º Obras de alvenaria: 108.135 empresas abertas.

No que diz respeito ao MEI – Microempreendedor Individual – os números também animaram. De acordo com o Ministério da Economia, foram 2.663.309 de novas empresas, em 2020 (o MEI responde por 56,7% dos negócios em funcionamento no país).

Triste realidade

O administrador, contabilista e professor Carlos Afonso, fez uma reflexão sobre o número de empresas abertas e o atual momento econômico, uma vez que parte significativa dessas novas empresas abertas em 2020, devem ter as atividades encerradas em até cinco anos.

“Infelizmente, essa é uma triste estatística identificada em diversas pesquisas do SEBRAE – Serviços Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. As causas que podem levar ao fracasso das atividades empresariais são as mais diversas, sendo as principais: falta de planejamento; falta de recursos financeiros e gestão financeira precária; falta de comportamento empreendedor e divergência entre os sócios”, esclareceu o professor Carlos.

Ele afirma que tocar uma empresa no Brasil é bem difícil, pois o cenário corporativo é um dos mais complexos para se empreender. “O sistema tributário brasileiro é caótico. Não existe crédito disponível em abundância (em especial para novos empreendimentos), e quando se consegue, as taxas de juros praticadas são extremamente elevadas. A legislação trabalhista é paternalista. Falta mão de obra qualificada em diversas regiões. Concorrência desleal, entre tantos outros percalços”, pontuou ele.

Empreender no Brasil é tarefa para os fortes. É necessário perseverar muito, além da necessidade de se capacitar sempre e cercar-se de profissionais competentes. O maior erro do empreendedor é acreditar que pode fazer tudo sozinho ou que não precisa de ajuda externa para fazer o negócio ter sucesso – certamente, haverá algum fator preponderante fora do radar, que trará enormes prejuízos aos negócios.

O Professor Carlos orienta que para se ter resultados e o negócio perdurar, o empreendedor deve ser um questionador, e perguntar sempre o que pode ser melhorado no negócio. “É importante ficar antenado em relação ao que está ocorrendo ao redor e como inovar. Porém, não se pode descuidar das finanças, da contabilidade, dos recursos humanos, dos assuntos administrativos e de tantos outros que afetam direta ou indiretamente o seu empreendimento”, aconselhou.

Independentemente de quando a empresa tenha sido aberta – antes ou durante a pandemia – para que ela tenha vida longa, não basta apenas ter o espírito empreendedor, e se preocupar apenas com produto, público e concorrência. Abaixo, o Professor Carlos oferece dicas para uma melhor gestão dos negócios.

1 – Planejamento
Este é um instrumento de gestão que incluiu cenários, metas definidas e objetivos organizacionais, bem como estratégias e métodos para conquistar os resultados definidos neste planejamento. Ele quem determinará como será a jornada de crescimento da empresa, por isso é tão essencial. Em linhas gerais, significa projetar o futuro que se deseja, definir o que é preciso para chegar lá e identificar o que se deve mudar para isso.

2 – Controlar fluxo de caixa
É importante controlar o fluxo de caixa e não apenas o montante de receitas e despesas. A simples gestão sobre as entradas de recursos e de contas a serem pagas evita a necessidade de se adquirir empréstimos e, consequentemente, o pagamento de juros que absorvem recursos vitais da empresa.

3 – Aprenda com quem tem mais experiência
Buscar conselhos de outras pessoas que tenham melhor domínio sobre determinado segmento pode ajudar a tomar decisões importantes e dar uma diretriz, de forma que a empresa se mantenha na linha de frente. Um bom conselho é contratar uma assessoria jurídica para evitar erros.

4 – Separe a pessoa física da jurídica
Sobretudo na questão financeira. Mantenha o dinheiro em bolsos separados. Misturar o dinheiro da pessoa física ao da jurídica impede a gestão do seu orçamento pessoal e não permite avaliar o desempenho real da empresa. E não faça retiradas de dinheiro sem planejamento, pois isso afetará o caixa e a saúde financeira da empresa em períodos de crise. Além de simbolizar uma fatia que não existe na planilha financeira e gerar problemas tributários.

5 – Defina o preço correto do produto ou serviço
Se for muito baixo para atrair clientes, não será o suficiente para pagar as contas. Se for muito alto, não será competitivo e o cliente não virá. Desta forma, para chegar ao valor ideal, considere os custos diretos de produção ou fornecimento do serviço, os custos fixos e indiretos que independem do volume de venda, preço da concorrência e diferenciais que sua empresa oferece.

6 – Contratos e acordos trabalhistas
Não assine documentos sem ter certeza de que todo o teor está compreendido e que não haverá prejuízos em caso de desistência ou encerramento imprevisíveis. Atente-se principalmente aos contratos com fornecedores.

Analise os mínimos detalhes do acordo de trabalho e certifique-se que ele está bem formulado, com descrição, detalhes e especificações. Isso evitará processos trabalhistas e condenações que desestruturam a saúde financeira da empresa.

7 – Antecipe os problemas
Problemas sempre vão surgir e é preciso estar preparado para resolvê-los ou, na melhor das hipóteses, nem deixar que eles aconteçam.

8 – Inovação
Inove sempre! Crie diferenciais competitivos. Isso chamará a atenção dos clientes, sobretudo nos momentos de crise.

Website: http://www.vireiempreendedoreagora.com.br

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Investidores estrangeiros podem ter isenção de renda sob debentures

Tramita na Câmara novo Projeto de Lei que pode modificar tributação referente as debêntures

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Brasília (DF) 19/8/2022 – Diante dessa eventual mudança, haverá uma queda no recolhimento do IRRF em caso de aquisição de debêntures

Tramita na Câmara novo Projeto de Lei que pode modificar tributação referente as debêntures

Foi aprovado pela Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), a PL 4188/2021 que propõe a isenção de imposto de renda o investimento estrangeiro em debêntures (títulos de dívida) nacionais. O texto deve chegar em breve no Senado, mas, por ora a proposta tem sido discutida pela articulação política do governo.

Tal proposta deve ser feita como emenda ao projeto do Marco Legal das Garantias e a análise final deve ocorrer após 29 de agosto. Caso aprovada e sancionada, a nova lei facilitar o uso das garantias de crédito, reduzir custos e juros de financiamentos e aumentar a concorrência para debêntures.

Essas debêntures são títulos que as empresas não bancárias utilizam para adquirirem recursos de terceiros sem ter que recorrer a bancos. Desta maneira a pessoa física consegue pulverizar o risco de sua alavancagem sendo benéfico tanto para a empresa, pelo maior alcance e capilaridade na hora de adquirir recurso, mas também para o investidor que consegue um retorno relativamente maior sobre o seu investimento em renda fixa comparado a créditos bancários como CDBs.

“Esta medida é de muita vantagem para o investidor estrangeiro, uma vez que ele diminui o risco dele encima do investimento. Isentando o Imposto de Renda para investidores internacionais, o investimento em créditos empresário se torna muito mais atrativo, desta maneira existe uma possibilidade de o Brasil se tornar uma grande alternativa para fundos internacionais”, esclarece Gustavo Vaz, financista e especialista em investimentos da Atrio Investimentos, assessoria de investimentos ligada a XP Investimentos.

O assessor de investimentos ainda coloca que esta medida pode acabar trazendo reservas de moedas estrangeiras para o país. “Um benefício direto, no ponto econômico, é a entrada de mais dólares no Brasil. Isso tudo sem contar os benefícios indiretos, como o desenvolvimento de novos mercados, mais empregos, mais produtos mais concorrência, qualidade e menores preços no longo prazo”, contextualiza. 

Por ter ação direta sobre o sistema tributário, a medida pode modificar um pouco a estrutura de recolhimento federal. Dr. Bruno Junqueira, advogado tributarista e sócio-diretor da BLJ Direitos e Negócios, avalia essa medida como uma facilitadora, contudo, não obstante a isenção do recolhimento, permanece a obrigatoriedade da prestação de contas por declarações. “Diante dessa eventual mudança, haverá uma queda no recolhimento do IRRF em caso de aquisição de debêntures, com relação àquelas de propriedade de estrangeiros”, explica.

Por outro lado, o advogado especialista ainda acredita que o incentivo criado poderá melhorar a capacidade de expansão das empresas nacionais, o que de alguma forma poderá compensar a perda da arrecadação. “Importante analisar também o impacto do princípio da isonomia quanto aos investidores brasileiros, isto é, se há fundamento jurídico que justifique uma isenção direcionada frente ao ordenamento constitucional brasileiro”, explica.

Vale salientar que a debenture é um crédito de maior risco porque depende do desenvolvimento e resultado da empresa investida. Contundo, o investido não precisará deixar parte do retorno do investimento para o governo Brasileiro, que é como ele recebe pelo risco corrido no investimento.

Website: https://blj.adv.br/

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Bons resultados visam escalabilidade da pequena indústria

Dados do segundo trimestre animam empresas e as faz buscar soluções para movimentar suas linhas de produção.

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São Paulo – SP 19/8/2022 – Antes que se espere, as empresas estarão mudando de patamar

Dados do segundo trimestre animam empresas e as faz buscar soluções para movimentar suas linhas de produção.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), as fábricas de pequeno porte tiveram o melhor segundo trimestre dos últimos 11 anos. Resultados assim, expressivos, quando o assunto é o desenvolvimento da indústria, ajudam a movimentar a economia e a restabelecer déficit do mercado. Além disso, faz com que muitos empreendedores reforcem sua infraestrutura para uma demanda que aponta ser crescente. É o que afirma o especialista em mangueiras e mangotes de borracha Daniel Rodriguez.

Falando em dados, o Índice de Desempenho das fábricas de pequeno porte subiu de 48,3 pontos em maio para 47,5 em junho. Trata-se de um indicador que avalia produção, número de empregados e utilização da capacidade instalada. O dado, como mencionado, ficou acima da média histórica, que é de 43,6 pontos.

O CEO da Maxxflex reforça que pesquisas como essa são imprescindíveis para orientar as próximas ações da indústria. “Quando há boas perspectivas, como a dos dados divulgados neste mês de agosto, é inegável o movimento do mercado em se preparar para atender as demandas emergentes”, pondera Rodriguez.

Nesse sentido, os investimentos em utensílios para otimizar as produções ganham espaço, aumentando a produtividade e evitando perdas. Prova disso é o aumento identificado na busca por itens como mangueiras e mangotes de borrachas. “É perceptível como o reforço das instalações trazem bons resultados para as empresas. É o que sentimos do mercado que volta a aquecer”, disse o especialista da Maxxflex.

Especialmente por esse nicho da pesquisa tratar de pequenas empresas, a preocupação é ainda maior. “O desenvolvimento das empresas é parte fundamental do avanço da economia de um país. Cientes disso, os empreendedores das pequenas indústrias buscam adequar seus recursos para crescerem com maior escalabilidade”, avalia Daniel Rodriguez.

O especialista elenca importantes pontos a serem levados em consideração para garantir o pleno funcionamento da produção. “Avaliar máquinas e sistemas, suas devidas manutenções e trocar os utensílios, como mangueiras e mangotes, facilitam o trabalho, alavancam os resultados e ainda permitem a qualidade do que é produzido”, diz Rodrigues.

Por fim, o CEO da Maxxflex acredita que se trata de um bom momento para que tomadores de decisão dentro das empresas avaliem o que precisa ser revisto e comecem a fazer as alterações necessárias, visando a evolução da empresa. “Assim, antes que se espere, as empresas estarão mudando de patamar”, finaliza.

Website: http://maxxflex.com.br/

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Especialista explica importância de integrar comércio eletrônico no Analytics

Integração do comércio eletrônico no Analytics permite mensuração de métricas que podem trazer resultados mais expressivos para o negócio.

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Atibaia – SP 19/8/2022 –

Integração do comércio eletrônico no Analytics permite mensuração de métricas que podem trazer resultados mais expressivos para o negócio.

A análise de métricas no universo do marketing digital já é uma prática consolidada há algum tempo. É assim que os profissionais do setor conseguem mensurar seus resultados, acompanhar o desenvolvimento de suas ações e analisar qual o melhor caminho a seguir. Entre as plataformas utilizadas para essa mensuração está o Google Analytics. O especialista em marketing digital e CCO da agência Go Biz, Ricardo Domingues, explica que integrar o comércio eletrônico ao Analytics é uma prática que pode trazer resultados expressivos em médio e longo prazo.

Essa vinculação do comércio eletrônico ao Google Analytics permite que o usuário contabilize as reais conversões em vendas por meio das transações. O especialista explica que existem duas formas de fazer essa implementação: a padrão e a avançada. “A padrão garante a análise de atividades de finalização de compra dentro do e-commerce, enquanto a avançada permite a visualização de dados ainda mais detalhados, de todo o processo de compra, por exemplo”, explana Ricardo.

O CCO da Go Biz reforça que se trata de um assunto pertinente a experts da área, pois existem detalhes minuciosos que não podem passar despercebidos durante essa configuração, mas orienta. “Em linhas gerais, a vinculação do comércio eletrônico ao Google Analytics passa pela criação e configuração de uma tag, inclusão de um objeto e a criação de um acionador para disparar a tag na página”, conta Domingues.

Ele lembra ainda que esse é um rastreamento muito importante para entender quais canais estão trazendo clientes para a loja. “Uma das práticas do marketing é diversificar os meios de atração dos clientes. Por meio do monitoramento do comportamento do consumidor na loja é possível avaliar quais estratégias estão trazendo o resultado esperado. Ou seja, por onde e como o cliente chegou até a finalização da compra. Dados reais de rastreio da origem do consumidor”, avaliou sobre a importância da implementação.

A análise de métricas para profissionais de marketing é o que garante a elaboração das novas estratégias e adaptação das já utilizadas, salienta Ricardo Domingues. “Entender o cenário é o primeiro passo para alcançar o objetivo de fortalecer as vendas, avaliando os canais que mais convertem e readaptando as estratégias dos demais”, diz.

Entre os dados que o Google Analytics pode oferecer estão a origem e a mídia, configuração de segmentos como redes sociais ou mídia paga, além de gráficos com porcentagens e linhas do tempo. “Tudo de maneira didática e fácil para agilizar as tomadas de decisão”, finaliza Ricardo Domingues.

Website: https://www.gobiz.com.br/

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