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Queda no rendimento das famílias eleva em 27% a procura por bolsas de estudo

Descontos nas mensalidades escolares têm sido a solução para ajustes no orçamento familiar

Publicado

em

12/1/2021 –

Descontos nas mensalidades escolares têm sido a solução para ajustes no orçamento familiar

A crise econômica decorrente da pandemia do coronavírus (COVID-19) continua apertando o bolso do brasileiro. De acordo com um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado no último dia 6, em novembro de 2020 o rendimento médio da população correspondeu a 93,7% da renda média habitual. O estudo analisou os efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho e o impacto do auxílio emergencial na renda da população brasileira.

Ainda de acordo com o Ipea, os trabalhadores autônomos foram os que mais sofreram redução de rendimentos, tendo recebido 85,4% do valor habitual em novembro. O instituto utilizou como bases para o estudo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) COVID-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além disso, o número de pedidos de seguro-desemprego apresentou um aumento de 1,9% em 2020 comparado com o ano anterior. A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia informou que foram registradas aproximadamente 6,8 milhões de solicitações do benefício em 2020. No trimestre encerrado em outubro, a taxa de desemprego no país chegou a 14,3%, afetando 14,1 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a redução de renda, os cortes no orçamento familiar são inevitáveis e um setor que vem sentindo o impacto dessas reduções é o mercado educacional. Segundo pesquisa realizada pelo Melhor Escola , marketplace de educação básica , as escolas da rede privada de ensino têm perdido alunos na rematrícula. O estudo revelou que 63,10% das escolas observaram queda na taxa de rematrícula para o ano letivo de 2021 . Somente 20,56% afirmaram ter observado um aumento na quantidade de renovações, enquanto o restante, 16,43%, não notaram alteração nos números.

De acordo com Juliano Souza, fundador do Melhor Escola, essa queda pode ter sido motivada por três fatores. “O primeiro tem relação com a crise econômica, já que muitas famílias tiveram redução de renda nos últimos meses. O segundo está na insatisfação das famílias com a forma como a escola conduziu todo o processo durante a pandemia. Por fim, existem muitas famílias esperando para ver o que vai acontecer,” conta Souza.

Isso significa que as famílias estão mais reflexivas em relação à renovação do contrato de prestação de serviço educacional. Grande parte delas têm optado por matricular as crianças em uma nova escola. Eliana C. de Oliveira acabou trocando seu filho de escola no final do ano passado. Ela pesquisou por instituições que oferecessem ao menino de 7 anos uma educação de qualidade, com boa infraestrutura e por um preço melhor. “Tentando conciliar esta busca de crescimento com um valor acessível, optamos por uma nova instituição que nos ofereceu todos os requisitos com um programa de bolsa. A oferta de bolsa foi fundamental para a escolha”, conta.

Essa procura tem crescido cada vez mais. Em dezembro de 2020, o site do Melhor Escola registrou um aumento de 27% na sua taxa de busca e venda de bolsas de estudos em relação ao mesmo período do ano anterior. Somente no último trimestre o buscador de escolas teve aproximadamente 5,7 milhões de visualizações.

Atualmente, o site conta com 7.800 escolas parceiras oferecendo descontos de até 80% na mensalidade. Para as famílias, os descontos atraentes possibilitam o reajuste no orçamento com a manutenção das matrículas na rede privada de ensino. Já para as escolas, o aumento nas buscas por essas vagas diminui o efeito cascata – quando os alunos acabam saindo da escola privada e ingressam na rede pública.

O Melhor Escola é um marketplace de educação básica que conecta alunos a escolas da Educação Básica desde 2013. Em 2019, a empresa passou a fazer parte do grupo Quero Educação, a maior plataforma de serviços de educação da América Latina. Além de ofertar descontos nas mensalidades das escolas parceiras, o portal também conta com informações de todas as escolas cadastradas no MEC (mais de 180 mil), incluindo avaliações de pais, alunos, ex-alunos e professores.

Website: https://www.melhorescola.com.br/

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Onde investir o 13° salário?

“Apenas” 29% dos beneficiados com o 13° salário pensam em poupar ou investir o recurso

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Foto: Reprodução da internet

Daniel Abrahão, assessor na iHUB Investimentos / Foto: Divulgação

O décimo terceiro salário é sempre esperado pelos mais de 42 milhões de brasileiros com carteira assinada no país. O dinheiro “extra” sempre dá aquela ajudinha no final de ano com presentes de natal, comemorações e até dívidas a pagar.

De acordo com uma pesquisa realizada pela CNDL/SPC Brasil, cerca de 43% dos trabalhadores utilizarão o benefício para as comemorações de Natal e Ano Novo ou comprar produtos que tinham vontade; 36% gastarão com presentes de Natal para toda a família; e apenas 29% dos trabalhadores brasileiros vão economizar, poupar ou investir.

A última opção, muitas vezes, não é a primeira escolha dos brasileiros. Investimentos quase sempre são deixados em segundo plano na hora de gerir as finanças. As dívidas, os gostos pessoais e o lazer são postos em primeiro lugar. “Em suma, investir é abrir mão do presente para ter mais conforto no futuro. Pode ser para algo maior, como a compra de uma casa, um carro, ou até a sonhada independência financeira”, comenta Daniel Abrahão, assessor na iHUB Investimentos.

O primeiro pilar para começar a investir e ter uma vida financeira saudável é construir uma reserva de emergência. Esse resguardo pode ser construído investindo uma parte do décimo terceiro. Após construída a reserva, o start para os investimentos diversificados pode ser dado.

Abrir mão de um celular novo, pago em algumas parcelas com juros, durante o Natal, pode ser um caminho viável para comprá-lo à vista no futuro. Outro cenário é estar em uma situação de emergência, conseguir pagar as contas sem precisar recorrer a empréstimos ou cheque especial, apenas usando os recursos investidos, uma opção consciente do investidor.

 

Investir as parcelas do 13° ou esperar o montante cair na conta?

A primeira parcela do benefício deverá ser paga até o dia 30 de novembro, já a segunda, até 20 de dezembro. Para Daniel Abrahão, deixar o dinheiro parado na conta bancária nunca é uma opção viável. “Dinheiro parado não rende, logo é uma péssima opção. Atualmente, o mercado financeiro oferece diversos investimentos de liquidez diária, ou seja, que podem ser resgatados imediatamente”, declara o especialista.

Ao obter o valor total do salário extra, o investidor pode optar pela diversificação em classes de ativos, recompondo e balanceando a carteira com possibilidades de maior risco, como renda variável e utilizando da renda fixa como composição.

 

Como investir o dinheiro do 13° em um objetivo de curto prazo?

Partindo do princípio de um curto prazo de até dois anos, o investidor deve optar por investimentos conservadores e com liquidez curta ou com vencimento próximo ao período de retirada dos recursos.

Opções como Tesouro Selic, Renda Fixa Privada e fundos de investimentos são boas classes de ativos para atender a necessidade do curto prazo, valendo atentar-se aos vencimentos das Renda Fixas Privadas.

 

Inserir o 13° no objetivo a longo prazo é a melhor opção?

Tendo em vista uma perspectiva além de cinco anos, o tempo jogará a favor do investidor. Nesse sentido, o leque de opções é bem maior e pode envolver operações tanto conservadoras como arrojadas.

Em linha com o risco, as ações são opções plausíveis para quem quer atuar em renda variável. “Os papéis são uma fração do capital social de uma empresa. Dessa maneira, ao comprar uma ação, o investidor se torna sócio do negócio, inclusive participando dos lucros e prejuízos. Elas não são a única forma de investir em renda variável, mas a mais conhecida”, comenta Abrahão.

O mundo dos investimentos é repleto de oportunidades e cada necessidade de investimento é individual, cada indivíduo possui um objetivo, um sonho a ser realizado ou uma meta a alcançar com os investimentos. “Não existe resposta certeira ou uma forma única para cada um. Na hora de investir, diversos fatores pessoais também devem ser levados em consideração”, finaliza o assessor de investimentos.

 

Sobre iHUB Investimentos

A iHUB Investimentos é uma empresa especializada em assessoria de investimentos credenciada pela XP Investimentos. Possui mais de 3,5 mil clientes, somando mais de R$1,5 bilhão em valores investidos sob custódia.

 

Por | Matheus Correa – Analista de comunicação – Agência Contatto

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Juridiquês: você não precisa disso

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*Advogada Gabriella Ibrahim / Foto: Divulgação
*Advogada Gabriella Ibrahim / Foto: Divulgação

Por muitos anos, o Direito, assim como o universo jurídico, foi pensado apenas para os advogados e profissionais que possuem conhecimento na área. Nunca foi uma área acessível para os clientes e cidadãos que não possuem formação jurídica.

A relação entre advogados e clientes sempre foi uma relação desequilibrada, em que o profissional do Direito era o único possuidor do conhecimento jurídico, enquanto o cliente ficava apenas de expectador.

Dessa forma, ao mesmo tempo que a nossa Constituição prega o princípio do acesso à justiça, a cultura jurídica afasta essa mesma justiça dos leigos, ou seja, de qualquer cidadão que não possua formação jurídica.

*Advogada Gabriella Ibrahim / Foto: Divulgação

A maior dificuldade do meio jurídico sempre foi o seu distanciamento da realidade, o seu formalismo exagerado e a linguagem rebuscada, o famoso juridiquês. Quem nunca se sentou à mesa com mais de um advogado e pareceu estar ouvindo outro idioma? Ou pegou um contrato para ler e teve certeza de que aquele documento foi feito para prejudicar? Por exemplo, há pessoas que possuem medo de alugar o apartamento ou a casa, pois não conseguem compreender o texto do contrato de locação.

O juridiquês só gera receio e dúvidas. Mas há boas notícias. Um novo conceito jurídico tem ganhado força no mercado: o Legal Design. É uma técnica que utiliza ferramentas e elementos de Design, unidos ao Design Thinking para tornar documentos jurídicos mais acessíveis e compreensíveis para o destinatário final daquele documento.

A proposta é colocar o destinatário final do documento jurídico como foco de toda estratégia de elaboração. Em âmbito contratual, podemos citar o exemplo de um contrato, que, em regra, no dia a dia, é lido por pessoas comuns, que não são da área jurídica, e que pode ser redigido utilizando uma linguagem simplificada e objetiva, usando elementos de design (gráficos, tabelas, fluxogramas).

A ideia é trazer mais clareza. A pessoa precisa entender o papel que está assinando desde a primeira linha.  O objetivo do Legal Design é tornar documentos jurídicos mais acessíveis, compreensíveis e estratégicos, fazendo com que sejam mais eficientes e que melhorem a experiência dos usuários finais. Portanto, que possamos deixar de lado o juridiquês para sermos cada vez mais claros e transparentes. Consumidores, clientes, magistrados e todos aqueles que têm contato com o documento agradecem.

(*) Advogada contratualista, especialista em Legal Design, criadora da Formação Completa em Legal Design e Visual Law – Metodologia LDFD, pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho e pós-graduanda na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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Como as telas implicam na vida das crianças

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Foto: Divulgação

* Luciana Brites é CEO do Instituto Neurosaber e doutoranda em distúrbios do desenvolvimento / Foto: Divulgação

Um estudo da American Academy Of Child e Adolescent Psychiatry (AACAP), mostrou que crianças americanas, com idade entre 8 a 12 anos, passam de quatro a seis horas usando telas. Já quando se trata de adolescentes, esse tempo passa para até nove horas.

As crianças estão cada vez mais expostas às telas, sejam elas de celular, tablet ou até mesmo da TV. É importante reforçar que, como tudo na vida, a tecnologia também deve ser usada com moderação. Ela traz muitos benefícios quando bem usada e quando usada em excesso pode fazer mal.

Vale ressaltar que os jogos digitais estimulam a criatividade e o raciocínio lógico das crianças. Dependendo do jogo, pode até despertar mais interesse por alguma matéria escolar.

É na primeira infância quando a gente mais se desenvolve. Pensando nos pequenos, os jogos voltados para eles devem ser mais lúdicos e com as músicas mais baixas para não afetar a audição. Os jogos estimulam muitos neurotransmissores. Isso faz com que a criança queira jogar cada vez mais.

Por isso, os pais devem limitar um tempo para que elas joguem sem ter prejuízos no desenvolvimento. Lembre-se que a criança precisa ter contato social. Os responsáveis devem evitar jogos com muito barulho e sem objetivo. Verifique a faixa etária dos jogos e veja se eles se adequam a idade do seu filho.

É importante reforçar que já há trabalhos que correlacionam o uso de telas com atraso de linguagem. Isso é muito preocupante e por isso a necessidade de um limite de tempo é necessária. Quando esse atraso acontece na fase de alfabetização, essa criança também pode ter uma demora para aprender a ler e escrever.

Então, aproveite e limite o tempo de uso de tecnologias. Além disso, incentive-o a praticar esportes, participar de jogos coletivos e interagir socialmente com outras crianças para que ela se desenvolva da forma correta e sem prejuízos.

(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber (https://institutoneurosaber.com.br/), autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, palestrante, especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie.

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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