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Neurologista infantil com TDAH lança livro sobre o tema

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Dr Clay Brites lança novo livro – “Como lidar com mentes a mil por hora” / Foto: Divulgação

Apesar do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) atingir entre 5% e 6% da população mundial infantil e entre 2% e 3% da adulta, no Brasil, o tema é pouco esclarecido e ainda gera muitos mitos. Pensando nisso, o pediatra e Neurologista Infantil Dr. Clay Brites lança o livro “Como lidar com mentes a mil por hora”, pela editora Gente. A proposta é levar informação baseada na ciência de forma simples para pais, profissionais das áreas de saúde e educação, além de interessados.

Segundo o autor, o TDAH é uma alteração de neurodesenvolvimento caracterizada por uma excessiva dificuldade em iniciar, manter e direcionar a atenção durante as atividades do cotidiano. Brites comenta que há muitas pessoas que tem o transtorno, mas que passam a vida sem saber o que acontece com elas, porque há uma série de mitos em volta, além de um alto índice de desconhecimento do diagnóstico entre educadores e até mesmo entre profissionais da saúde.

– Em mais de vinte anos atendendo pacientes com esses transtornos – e eu sendo um deles –, percebo que muitas pessoas não compreendem que há distúrbios e alterações reais não detectadas em exames de sangue ou de imagem – alerta.

Estresse e sentimento de culpa

Pesquisas já mostraram que pais de crianças com TDAH têm maior nível de estresse do que os pais de crianças com asma. Dr. Clay explica que isso acontece pelo fato de crianças com a síndrome comumente sofrem acidentes, enfrentam dificuldades e até reprovações na escola. “Muitas são excluídas de círculos de amizades, sentem imenso desamparo, além de terem problemas alimentares e de sono em frequência maior do que crianças sem o transtorno”.

Brites também diz que muitos pais chegam ao consultório se culpando, pois acham que os problemas da filha ou do filho vêm de algum tipo de erro deles na educação. “O livro pretende ser uma oportunidade desses cuidadores reencontrarem paz de espírito”.

Danos na fase adulta

Segundo o autor do prefácio do livro, Dr. Joseph A. Sergeant, Professor Emérito de Neuropsicologia Clínica Da Vrije Universiteit, Amsterdam (Países Baixos) e fundador e Coordenador da European Adhd Guidelines Group (Eagg), pais e professores precisam ser devidamente informados sobre o que a ciência diz do tema. “Não é uma tarefa fácil, uma vez que o TDAH, ao contrário de muitas outras condições, não se mantém estável com o desenvolvimento da criança e do adolescente até a idade adulta”.

Sergeant comenta que estudos recentes mostraram ainda que podem ocorrer casos nos quais indivíduos que não tiveram o transtorno na infância apresentam sintomas na idade adulta; e que o TDAH na infância, embora tenha gravidade reduzida – no que diz respeito ao número de sintomas – na idade adulta, continuam a se manifestar comportamentos emocional e sociopatológico significativos.

Dr. Clay Brites comenta que, na grande maioria dos casos, o TDAH chega à fase adulta e os prejuízos externos (que afetam o dia a dia) e internos (que afetam o emocional) levam a um aumento da vulnerabilidade do indivíduo, que sofre mais quando criança, continua mal na adolescência e chega destituído, emocional e fisicamente, na vida adulta. “São imensos – e ainda incalculáveis – os custos à vida individual e social, e também ao sistema de saúde”.

Entretanto, dois amplos e reconhecidos estudos populacionais realizados mais recentemente revelaram que as consequências do transtorno nos adultos também podem ser muito comprometedoras, como, por exemplo, aumento nos índices de desemprego, acidentes, comportamento criminoso, problemas com a justiça, pagamento recorrente de honorários a advogados, penas de prisão e outros tipos de sentenças, envolvimento com entorpecentes e crises que culminam em separação conjugal.

– A intenção de escrever este livro surgiu da vontade de materializar o conhecimento sobre TDAH com as devidas atualizações e amplificar determinados temas relacionados ao assunto que merecem maior atenção – conclui.

 

Sobre o autor

Dr. Clay Brites, MD, PhD, é Pediatra e Neurologista Infantil (Pediatrician and Child Neurologist); Doutor em Ciências Médicas/UNICAMP (PhD on Medical Science); Membro da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil e Profissões Afins (ABENEPI-PR) e Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP (Titular Member of Pediatric Brazilian Society); e cofundador do Instituto Neurosaber.

 

Serviço:

Livro: “Como lidar com mentes a mil por hora”

Autor: Dr. Clay Brites

Editora Gente

Páginas: 192

Dimensão: 23×16

Link para comprar:

https://www.amazon.com.br/Como-lidar-com-mentes-hora/dp/6555441496

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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A importância do trabalho em equipe para o desenvolvimento da empresa

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A importância do trabalho em equipe / Foto: Divulgação / Freepik

*Leonardo Chucrute, Gestor em Educação e CEO do Colégio e Curso Zerohum / Foto: Tiberius Drumond

Para uma empresa dar certo, é essencial que reúna profissionais com diferentes habilidades. Isso ajuda a ter uma visão mais ampla dos negócios e a enxergar melhor oportunidades e desafios do mercado. Sem falar que são diferentes formas de pensar e agir. No entanto, para o trabalho fluir bem, é fundamental promover um ambiente de troca, onde todos se expressam e contribuem para melhores resultados.

Algumas atitudes são importantes para que se tenha um trabalho em equipe satisfatório. Em primeiro lugar, tratamos da comunicação. É importante dar feedbacks instantâneos, manter as expectativas claras e alinhadas, ajudar todo mundo a ganhar e trabalhar para construir confiança mútua. Com uma equipe motivada e com uma comunicação clara, é possível resolver melhor conflitos e ter proatividade para buscar novas soluções.

Outro detalhe valioso é saber delegar as tarefas de forma estratégica e adequada. Para isso, avalie se as habilidades propostas para fazer a atividade condizem com quem vai executar. Depois certifique-se de que a comunicação, ou orientação, está sendo clara. Então, explique de forma simples e eficiente para que a pessoa entenda da melhor maneira possível a sua função. Isso faz toda a diferença.

Não se esqueça também de estabelecer metas e prazos para poder mensurar o progresso e ver o que é preciso ajustar. E, por último, dê sempre um feedback construtivo. Por exemplo, caso a tarefa não tenha sido executada da melhor maneira, não olhe só para o lado negativo. Comente sobre o que o funcionário possa ter aproveitado de bom da experiência e o incentive a melhorar. Explique os erros e mostre as soluções. Elogie as partes que foram bem-sucedidas. Lembre-se: o propósito é ajudar as pessoas a evoluírem dentro da empresa.

Também não se esqueça de que o tempo é valioso, escasso e precisa ser respeitado. Uma das melhores formas de economizá-lo e usá-lo ao seu favor é se organizando e se comunicando. Procure fazer uma agenda e incentivar que seus colaboradores também tenham uma. Dessa forma, todos terão horários marcados e pré-estabelecidos. Sendo assim, o trabalho será ainda mais produtivo, evitando desgastes e pausas desnecessárias. Aplicando algumas dessas dicas no seu ambiente de trabalho, eu te asseguro que será um sucesso!

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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Quando a única opção é reinventar-se! O que faço?

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Reinventar-se / Foto: Divulgação / Freepik

Consultora e Coach de Carreira, Margarete Chinaglia* / Foto: Divulgação

Tudo na vida se resume às escolhas que fazemos. Por exemplo, com 58 anos, uma carreira sólida na área da saúde, faltando pouco tempo para aposentadoria, surgiu uma oportunidade de escolha de vida que ia contra todas as minhas circunstâncias profissionais: mudei de estado, cidade, deixei um cargo alto e muitos anos de empresa. Isto tudo no início de uma pandemia.

Escolhas mexem com você, mas também com quem está a sua volta. Muitos comentavam, “você é louca, como vai fazer?”. Naquele momento, não imaginava que encontraria dificuldade para me recolocar no mercado de trabalho. Afinal, eram quase trinta anos ininterruptos trabalhando.

Ledo engano! Enfrentei muitas tentativas frustradas, erros, ajustes, centenas de currículos enviados e muito poucas entrevistas. Cheguei a pensar que minha carreira não era tão sólida assim, mas logo vi que não era eu, mas, sim, um preconceito velado contra minha idade. Foi quando conheci o etarismo.

Quando meu perfil era aderente a vaga e chegava até a entrevista, recebia aquele comentário: “não vi aqui no seu currículo a sua idade. Qual é?” Depois da resposta, vinha a fase do silêncio total junto com a ausência de feedback e a sensação de invisibilidade. Situação rotineira e chocante!

Busquei forças e fui à luta. Enxerguei que não era somente comigo. Coloquei em prática o networking e vi excelentes profissionais vivendo e passando por momentos difíceis no desemprego, até que encontrei um caminho através de um mentoramento de coaching, divisor de águas na minha carreira.

Passei por um empoderamento de mim mesma, localizei uma capacidade escondida que colocou meu medo no lugar dele, um passo atrás do meu caminhar. Pratiquei o autoconhecimento por meio deste processo, o que propiciou fazer uma transição de carreira. Consegui me reinventar e descobri habilidades adquiridas com a experiência profissional, mas que estavam adormecidas.

Abracei a oportunidade, me encontrei para ser encontrada! Hoje, coloco em prática o que eu mais gosto de fazer: ajudar profissionais a se encontrarem e se desenvolverem através do autoconhecimento, segurança e confiança. Quando sempre buscamos nos aperfeiçoar, atingimos a excelência. Portanto, confie na sua capacidade, enfrente seus medos e faça o seu melhor.

(*) Margarete Chinaglia é Consultora e Coach de Carreira, palestrante sobre Diversidade e Inclusão Etária, Qualidade, além de ser especialista e pesquisadora sobre TDAH- Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Linkedin: https://www.linkedin.com/in/margarete-chinaglia/

 

Por | Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação

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Wanessa e Zezé Di Camargo Lançam Clipe Exclusivo Do Projeto “Pai & Filha”

Daqui a 20 anos é o single escolhido para dar início ao lançamento de videoclipes do projeto que une a paixão familiar pela música.

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O encontro das vozes marcantes e únicas de Wanessa Camargo e Zezé Di Camargo resulta em um clipe inédito chamado “Daqui aos 20”, que será lançado na próxima quinta-feira, dia 19. A união de estilos, o sertanejo e o pop, garante diversidade musical que promete agradar a todos os fãs, de diferentes faixas etárias.

A ideia do vídeo se materializou durante a pandemia a partir do momento em que a parada obrigatória trouxe ainda mais convívio familiar entre pai e filha e ambos puderam rever suas raízes e essências musicais para juntos, criarem algo único e lendário para suas carreiras

 

“Com certeza, esse foi o período em que mais eu e meu pai convivemos nos últimos anos. E assim eu descobri o Zezé em mim. Posso afirmar que enxerguei nele traços da minha personalidade e do meu jeito.”, revela a cantora.

Dirigido por Daniel Zee e produzido por Seven Zee Dop e Rafael Malta, o clipe é em referência ao primeiro single do álbum “Pai & Filha”, lançado em dezembro do ano passado.

A música “daqui a 20 anos” traz uma melodia romântica e ao mesmo tempo pop, moderna, com arranjos bem pensados e que celebra a união dessas duas gerações, Wanessa e Zezé, que estavam sempre um ao lado do outro.

“Eu tinha no meu repertório a música ‘Daqui a 20 anos’, dos compositores Samuel Deolli e Rapha Lucas, e na hora pensei que seria uma emoção muito grande gravar com Wanessa. Foi mais do que um encontro de pai e filha, foi um encontro de almas. É um trabalho de muito respeito.”, finaliza Zezé Di Camargo.

Repleto de histórias, a nova aposta dos cantores celebra o momento de união familiar e consagra a carreira de Wanessa e Zezé, onde ambos tiveram a grande honra de trabalhar juntos e se dedicarem a um projeto que promete conectar gerações através da música.

Link para o clipe: Wanessa e Zeze

 

Instagram: Wanessa

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Twitter: Wanessa

Tiktok: Wanessa

Ficha Técnica: A Film by Seven Zee Direção : Daniel Zee aka Seven Zee Diretor de Fotografia : Rafael malta Assistente : Bruno Pereira Gaffer: Frank closel – Trakitana Color grading: Cora Post Cenografia: Diseno & design Lighting Designer Vinicius Costa/Flow Lighting Lighting Programmer Rodrigo Prado/Flow Lighting Tecnologia: Wolf produções Edição : Seven Zee

 

Por | James Scher – ACCESS MÍDIA

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